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A participação feminina na tecnologia está aumentando. Entenda o que está por trás dessa revolução!

- 21 de setembro de 2017
Segundo o Inep/MEC, apenas 15,53% dos alunos de cursos relacionados à computação são mulheres. Mas o cenário está mudando!
Segundo o Inep/MEC, apenas 15,53% dos alunos de cursos relacionados à computação são mulheres. Mas o cenário está mudando!

Crédito imagem: Freepik 

Por incrível que pareça, ainda tem gente que acredita que as mulheres não se interessam por tecnologia ou, pior, que elas não tenham a habilidade necessária para se sair bem neste setor. Algumas pessoas, inclusive, usam o baixo número de mulheres na área como argumento para comprovar este desinteresse, alegando que elas são “mais emocionais” e, por isso mesmo, têm mais afinidades com áreas de humanas. “O problema é cultural e de educação. Meninas ainda são educadas para tarefas relacionadas ao cuidado (brincar de casinha, boneca e etc) e os meninos, para ação (jogar bola, videogame). Essa educação reflete na maneira como lidamos com a tecnologia e com as inovações. Como se isso “não fosse para nós””, explica Carine Roos, consultora de comunicação e tecnologias digitais e cofundadora da UP[W]IT e do MariaLab.

Os números são baixos, mas podemos virar esse jogo

Sabe-se que as mulheres ainda são minoria na tecnologia. Segundo o Inep/MEC, apenas 15,53% dos alunos de cursos relacionados à computação são mulheres. Já o PNAD 2009 indicou que a estimativa de mulheres que atuam nesse setor é de 18,8%. “E, conforme a Harvard Business Review, 41% das mulheres que trabalham com tecnologia acabam deixando a área, em comparação com apenas 17% dos homens”, explica Iana Chan, fundadora da Programaria.

Cenário em transformação

Nos últimos anos, a importância sobre o aprendizado de tecnologia tem ganhado espaço, especialmente de programação, como uma forma de empoderamento feminino. Isso possibilitou o surgimento de várias iniciativas que lutam para que haja mais mulheres trabalhando com tecnologia e desenvolvimento, e também se apropriando desse conhecimento.

E exemplos não faltam. “Em 2015 fundamos a PrograMaria, com o objetivo de desenvolver 3 pilares: inspirar mulheres, desmistificando o mundo da programação, trazendo histórias de profissionais e oportunidades da área; fomentar e qualificar o debate sobre a desigualdade de gênero; e finalmente oferecer oportunidades de aprendizagem para essas mulheres e conectá-las com empresas. Além de conteúdo no nosso site, promovemos palestras, oficinas e o Curso Eu Programo, de desenvolvimento web. Estas novidades são compartilhadas, também, na nossa página do Facebook . Estamos estudando também criar soluções para ajudar as empresas a não só a encontrarem desenvolvedoras, mas conseguir retê-las e desenvolver essas profissionais dentro da empresa, e também como impactar as meninas e as garotas para seguirem na área”, explica Iana.

Já Carine conta que a MariaLab é uma comunidade com mais de duas mil mulheres que oferece cursos em várias áreas: programação web, raciocínio lógico, introdução ao desenvolvimento de jogos, privacidade de dados e segurança da informação, fomento ao uso de software livre, entre outros. “Os cursos são gratuitos e, quando abrimos as inscrições, divulgamos em nossos canais de comunicação: FacebookMeetupTwitter e Site. Não é preciso ter conhecimento prévio em programação, apenas vontade de aprender. Além disso, na UPWIT, organização social referência na construção de soluções práticas para uma sociedade inclusiva, é possível encontrar workshops voltados para empoderamento feminino, mentoria e capacitação tecnológica e até o desenvolvimento de sua própria ideia com auxílio da tecnologia. Outra frente na qual a UPWIT atua é catalisando parcerias e oportunidades para o surgimento de novos negócios e startups. Para mais informações, acesse o FacebookMedium e Twitter”, sugere Carine.

Quer conhecer outros grupos atuantes nessa questão? Acesse a matéria completa no Itaú Mulher Empreendedora, uma plataforma feita para mulheres que acreditam nos seus sonhos. Não deixe de conferir (e se inspirar)!

 

 

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