A Treevia é uma agritech que coleta dados para gestão de florestas

- 17 de outubro de 2016
treevia

Nome:
Treevia.

O que faz:
A Treevia é uma agritech que provém informações para a gestão de ativos florestais públicos ou privados por meio de um sistema chamado SmartForest.

Que problema resolve:
O monitoramento de florestas em campo são caros, demandam trabalho físico intenso e geram informações pouco precisas, segundo os sócios. A principal solução da Treevia é a capacidade de conectar as florestas na internet, fornecendo uma solução de monitoramento florestal por meio de uma plataforma que integra sensores de Internet das Coisas, imagens de satélite e algoritmos de machine learning.

O que a torna especial:
A plataforma é capaz de monitorar ao longo de todo o ciclo produtivo das florestas, informações de crescimento, qualidade e sanidade das árvores. Além disso, por meio da integração de sensores ambientais, ela é capaz de entender de que maneira as variáveis climáticas interferem no desenvolvimento das florestas.

Modelo de negócio:
A plataforma funciona no modelo de software como serviço. Os valores e níveis de acesso variam conforme o plano contratado e, consequentemente, o tamanho do ativo florestal.

Fundação:
Fevereiro de 2016.

Sócios:
Esthevan Augusto Goes Gasparoto – Sócio-fundador
Emily Tsiemi Shinzato – Sócia-fundadora

Perfil dos fundadores:

Esthevan A. Goes Gasparoto – 27 anos, Jaú (SP) – formado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de São Carlos (Sorocaba) e tem mestrado em Silvicultura e Manejo Florestal pela Universidade de São Paulo/ESALQ e cursa MBA em manejo florestal de precisão pela Universidade Federal do Paraná. Tem experiência nas áreas de inventário e biometria florestal. Foi pesquisador visitante na University of British Columbia (UBC) no Canadá, prestou serviços de consultoria para fundos de investimentos e desenvolveu sua pesquisa de mestrado envolvendo uso de geotecnologias no inventário florestal em parceria com a International Paper do Brasil.

Emily Tsiemi Shinzato – 26 anos, São Bernardo do Campo (SP) – formada em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de São Carlos (Sorocaba), com mestrado em sensoriamento remoto no Instituto de Pesquisas Espaciais. Tem experiência na área de mensuração por escaneamento a laser, foi pesquisadora visitante na University of British Columbia, no International Remote Sensing Studio, foi consultora de inventário e geoprocessamento por mais de três anos e tem experiência profissional na International Paper do Brasil.

Como surgiu:
A Treevia foi idealizada em 2014 quando seus fundadores, ao trabalharem no Canadá, perceberam que as demandas por inovações que permitam a automatização das atividades de campo eram globais. Em 2015, quando voltaram ao Brasil, o projeto SmartForest foi selecionado como um dos 5 projetos vencedores no Prêmio Santander Empreendedorismo. A empresa finalmente foi constituída em 2016 após incubação no Parque Tecnológico de São José dos Campos.

Estágio atual:
A empresa está incubada no parque tecnológico de São José dos Campos, atualmente conta com uma competente equipe de engenheiros florestais, e desenvolvedores de hardware e software trabalhando.

Aceleração:
Não foi acelerada.

Investimento recebido:
A empresa recebeu 100 mil reais do Prêmio Santander Empreendedorismo e 200 mil reias da Subvenção Econômica FAPESP.

Necessidade de investimento:
Há planos para buscar investimento de VCs.

Mercado e concorrentes:
“O Brasil possui mais de 7,8 milhões de hectares de florestas plantadas, o setor emprega cerca de 4,5 milhões de pessoas e contribui com mais de 5% do PIB industrial nacional. Todos os recursos florestais, sejam estes públicos ou privados, precisam de monitoramento constante, o que possibilita o acompanhamento do crescimento e a detecção de anomalias ao longo do ciclo de produção”, diz Esthevan. Para ele, as empresas tradicionais de coleta de dados florestais e pequenas consultorias formam a concorrência da Treevia.

Maiores desafios:
De acordo com os sócios, os desafios incluem “levar conectividade ao campo em um pais com escalas continentais como o Brasil, contando com um grande rol de soluções de conectividade e uma importante rede de parceiros”.

Faturamento:
Não informado.

Previsão de break-even:
Em até três anos.

Visão de futuro:
“A Treevia espera ser a melhor empresa de inventário e monitoramento para gestão automatizada de ativos florestais no mundo”, segundo Esthevan.

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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