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“Alguém que ouve, que pergunta mais do que faz afirmações: esse é o perfil do empreendedor”

- 6 de outubro de 2016
Cassio Spina: "Como negócio, o impacto social é uma grande oportunidade"

Cassio Spina começou a empreender cedo, ainda durante a faculdade de engenharia. Aos 19 anos, criou sua primeira empresa, uma desenvolvedora de softwares de comunicação. Ao ver que o mercado de hardware era mais promissor, redirecionou seu foco e, no início da década de 1990, montou uma fornecedora de equipamentos de conectividade. A empresa expandiu, sobreviveu à bolha da internet, despertou atenções de fundos de investimento e foi enfim vendida em 2010. “Percebi então que queria continuar inserido no ecossistema de empreendedorismo, mas ajudando outros empreendedores.”

É exatamente o que ele faz. Criador da Anjos do Brasil, entidade sem fins lucrativos que promove o investimento-anjo no país, o paulistano Cassio, de 49 anos, atua ainda como consultor à frente da Altivia e passará agora a compartilhar sua bagagem como um dos mentores do The Venture, a maior competição de empreendedorismo social do planeta – as inscrições para a próxima edição já estão abertas.

“O The Venture é um canal muito interessante. Tanto do ponto de vista de adquirir conhecimento, de poder testar e validar o que está sendo modelado em termos de negócio, quanto em possibilidades de capitalização para quem for selecionado”, diz Cassio. “Como mentor, a ideia é compartilhar um pouco do meu conhecimento e da minha experiência para auxiliar os empreendedores que querem evoluir e estruturar melhor os seus negócios.”

Mesmo diante de uma situação de economia ainda vacilante, ele vê com otimismo as perspectivas do empreendedorismo social. “Pensando como negócio, o impacto social é uma grande oportunidade. Um dos maiores desafios que a gente tem como sociedade é resolver questões básicas, oferecer condições mínimas de vida, educação, saúde… E o papel do empreendedor é resolver problema. Nesse sentido, o que existem são grandes oportunidades para desenvolver negócios que podem ser muito lucrativos e ao mesmo tempo gerar um benefício direto e imediato para a sociedade como um todo.”

Fundada por ele em 2011, a Anjos do Brasil vem ajudando a impulsionar o mercado de investimentos-anjo no país. “Hoje já chegamos a quase 300 investidores espalhados em 18 núcleos regionais – grupos de investidores que vão de Manaus a Porto Alegre”, diz Cassio. “No total, com base na nossa pesquisa anual por amostragem, estimamos que só no ano passado o mercado brasileiro recebeu 780 milhões de reais em investimentos-anjo de aproximadamente de 7 mil pessoas.”

Orientar o empreendedor com base nas suas experiências é um dos papéis do investidor-anjo. Para os potenciais candidatos ao The Venture, Cassio dá algumas dicas. “Acho que um dos principais desafios é conhecer profundamente o mercado em que você vai atuar. Muitos empreendedores às vezes têm propostas bacanas, mas conhecem pouco do seu próprio mercado. E esse é um requisito essencial para saber que soluções podem ser realmente criadas.”

O alto nível de comprometimento é uma exigência indispensável, reforça Cassio, ainda mais para quem vai se engajar com empreendedorismo social. Mas ele também destaca a importância de saber ouvir os outros. “Tem muito empreendedor que às vezes até possui aquele ‘brilho nos olhos’, mas as iniciativas dele vêm muito mais de dentro para fora. E o certo é vir de fora para dentro. Alguém que ouve, que faz mais perguntas do que afirmações: esse é o perfil do empreendedor que tem potencial para dar certo.”

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As inscrições para o The Venture vão até 30 de outubro. Se você tem brilho nos olhos, capacidade de ouvir os outros e uma grande ideia de negócio que pode mudar o mundo, tire o projeto da gaveta e participe!

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