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Atados, uma plataforma que conecta ONGs que precisam de ajuda a voluntários que querem ajudar

- 18 de fevereiro de 2015
Projeto Atados, de Daniel Morais (na foto, o mais alto, de camiseta preta): ONGs, que buscam melhorar o mundo e precisam de ajuda, e voluntários, que querem ajudar mas não sabem como, agora têm onde se encontrar
Projeto Atados, de Daniel Morais (na foto, o mais alto, de camiseta preta): ONGs, que buscam melhorar o mundo e precisam de ajuda, e voluntários, que querem ajudar mas não sabem como, agora têm onde se encontrar

Por Daniel Morais

 

“Acredito que não se pode dividir as pessoas entre as que têm vocação para o trabalho voluntário e as que não têm. Aliás, essa nem sequer é uma vocação. Eu, por exemplo, eventualmente ajudava em uma ou outra instituição, sem regularidade. Mas acho que quando desligamos o ‘piloto automático’, descobrimos que sempre dá para fazer coisas bacanas para ajudar os outros, e aí passamos a nos engajar voluntariamente, e de modo sistemático, em ações que promovem o bem. Basta um pouco de tempo e comprometimento.

“Conheci o André, o Bruno e o Luis na faculdade. Em meados de 2012, esboçamos o projeto do que hoje é o Atados, uma plataforma que conecta ONGs a potenciais voluntários – e vice-versa. Começamos visitando e catalogando as instituições para então divulgar suas necessidades no site. Começamos com 150 vagas em 70 ONGs paulistanas.

“Um dos momentos mais marcantes desde então aconteceu quando conhecemos a ONG Adus, que presta auxílio a refugiados no Brasil. Eles fazem um trabalho muito bacana de reintegração dessas pessoas, que nos comoveu. Pedimos demissão dos nossos empregos e decidimos nos dedicar integralmente a Atados, que hoje também é uma ONG.

“Durante a Copa, organizamos junto a Adus um evento paralelo, a Copa dos Refugiados. Há muitos estrangeiros que vieram ao Brasil e têm conhecimento, falam várias línguas, mas na maioria das vezes acabam em trabalhos degradantes. Foi engrandecedor saber um pouco mais sobre a história deles.

“Atualmente temos 312 ONGs cadastradas e 201 vagas em aberto. É possível fazer de tudo: desde auxílio psicológico e aulas de português até conserto de computadores. Basta buscar no site o que mais interessa a quem quiser se voluntariar.

“A iniciativa atraiu olhares em outras cidades e hoje temos escritórios da Atados em Curitiba e em Brasília. Também já chamamos a atenção de empresas, que nos contratam para gerir projetos de voluntariado para seus funcionários, estagiários e trainees. A cada dia, estamos atando mais gente a essa rede do bem.”

 

Daniel Morais, 25, é administrador de empresas e vive em São Paulo (SP)

 

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