Bomo, um programa de recompensas para bons motoristas

- 27 de janeiro de 2016
bomo

Nome:
Bomo.

O que faz:
A startup desenvolveu um programa de recompensas para motoristas.

Que problema resolve:
O objetivo da empresa é reduzir o número de acidentes com carros no Brasil. Quando o usuário faz uma compra com algum dos parceiros da startup, ele pode receber de volta uma porcentagem do valor que foi gasto. Quando ele acumula 30 reais, pode resgatar a sua recompensa. Mas se cometer multa, ela será doada a um hospital que ajuda vitimas de trânsito.

O que a torna especial:
Os sócios consideram a Bomo uma causa, não só uma empresa, onde o motorista e os estabelecimentos ganham. “A loja ou restaurante parceiro atrais mais clientes, ganha com a venda e pode fidelizar os clientes. O cliente leva sua recompensa e a sociedade ganha com a redução de acidentes, que no Brasil é a segunda principal causa de mortes entre os jovens”, diz o fundador Marco Granzotto.

Modelo de negócio:
A empresa lucra com a comissão sobre as vendas. O Bomo faz parcerias com estabelecimentos pela cidade e indica para a sua rede de motoristas. Em troca, o parceiro paga uma comissão sobre o valor da venda, que pode variar. Dessa comissão que recebe, 40% fica para tocar a operação da startup.

Fundação:
Janeiro de 2016.

Sócios:
Marcos Granzotto – Co-fundador e designer
Marcos Seki – Co-fundador e desenvolvedor do app
Eduardo Silveira – Co-fundador e programador da plataforma web

Perfil dos fundadores:

Marcos Granzotto – 31 anos, Assis Chateubriand (PR) – cursou Jornalismo na Universidade Paranaense e Administração na Faculdade Assis Gurgacz. Trabalhou no Bradesco, foi vendedor de produtos de beleza, e em 2013 começou a se envolver com empreendedorismo. Fundou duas startups, uma em 2013 e outra em 2015, ambas sem sucesso. Possui experiência com designer, mídias sociais e vendas.

Marcos Seki – 24 anos, Cascavel (PR) – foi desenvolvedor web e mobile para um dos maiores portais de noticias do Paraná, o CGN. Aprendeu sozinho a programar e passou por empresas como a Telinea Agência Digital.

Eduardo Silveira – 27 anos, Toledo (PR) – formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Universidade Paranaense. Trabalhou como desenvolvedor na Inside Sistemas, Marketing e desenvolvimento na BedinSat e Desenvolvedor e Idealizador – Iazi Agendamentos.

Como surgiu:
Marcos transformou uma cena lamentável na ideia para a startup. Depois de presenciar um acidente no trânsito, no qual um motorista avançou o sinal vermelho e atropelou uma mulher, ele pensou a multa ao infrator não seria suficiente. “Eu me perguntei ‘o que ganha os motoristas que não cometem multas de trânsito, que respeita as leis e a vida de outras pessoas? NADA! Nem um e-mail do Detran falando parabéns”, ele diz. Assim nasceu a Bomo.

Estágio atual:
A empresa tem um pequeno escritório e mais de mil motoristas cadastrados e 10 empresas parceiras entre três cidades do Paraná, Toledo, Cascavel e Foz do Iguaçu, além de um hospital parceiro.

Aceleração:
Buscam.

Investimento recebido:
Tudo o que foi investimento até agora veio do bootstrapping.

Necessidade de investimento:
A startup precisa de 100 mil reais.

Mercado e concorrentes:
A empresa não vê como concorrentes empresas com propostas semelhantes. No Brasil, o app Trekken também é um programa de recompensas para evitar infrações de trânsito. Nos Estados Unidos, existe o Drive Like a Girl. Na Romênia, um exemplo é o SafeDrive.

Maiores desafios:
Divulgar o projeto e firmar a marca BOMO como uma referência para incentivar os motoristas a respeitarem as leis de trânsito. Além disso, os sócios querem levar o programa a outros países.

Faturamento:
Não informado.

Previsão de break-even:
Entre dois e três anos.

Visão de futuro:
A Bomo quer reconhecer o valor dos bons motoristas, e ajudar a corrigir os problemas de trânsito nas cidades onde atua.

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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