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Como descartar toneladas de isopor? A Fiat desenvolveu seu próprio sistema de reciclagem

- 14 de dezembro de 2016
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Não havia se passado mais de quatro anos desde a conferência internacional Eco-92 no Rio de Janeiro quando, em 1996, a Fiat assumiu a missão de criar em sua Ilha Ecológica (inaugurada em 1994) seu próprio sistema de reciclagem de isopor. E se tornou a primeira fábrica de automóveis no Brasil a desenvolver a tecnologia.

Levíssimo, resistente e barato, o isopor é um dos materiais mais usados como embalagens de produtos de todos os tipos, desde os mais tecnológicos, como componentes eletrônicos ou motores, até os mais simples, como cupcakes de padaria. No Polo Automotivo Fiat, em Betim (MG), o isopor também foi a solução para transportar os motores e outros componentes dos veículos, especialmente os mais delicados.

Descoberto na Alemanha em 1949, o poliestireno expandido é mesmo um material “mágico”, mas tem um problema que se torna especialmente grave quanto maior o uso: seu descarte. Imagine quanto espaço as estruturas de isopor ocupam numa fábrica como a da Fiat, que é a maior da FCA no mundo. Escoar toda essa montanha de isopor seria trabalho para centenas de caminhões emissores de gases poluentes. E pior: como é muito barato, a viabilidade econômica desse descarte é desfavorável e o material acabaria em enormes lixões (que, aliás, é exatamente o que acontece quando não é reciclado). Isso quando não vai parar no mar e em seguida no estômago de peixes e outros animais, que o confundem com comida.

Mas o que afinal é o isopor e como seria possível reciclá-lo? Isto é, uma espuma semirrígida de plástico. Para ser mais exato, ela tem incríveis 98% de ar e só 2% de plástico. Opa, mas plástico é um dos materiais mais recicláveis do planeta, certo? Nem todos, pois são vários tipos, mas o poliestireno felizmente é um deles! Então, como a Fiat faz? Surpreenda-se com a animação abaixo, que mostra o passo-a-passo do processo. =)

Até que parece fácil, né? Triturar tudo, aglutinar, derreter, transformar em fios de plástico e cortar em pedacinhos pequenos que caibam em sacos de 20 quilos que ocupam pouco espaço e são facilmente transportados. A tecnologia consegue reduzir o volume do material em 50 vezes, e os grãos de plástico são enviados a uma empresa de reciclagem onde viram matéria-prima para fabricação de canetas, réguas, capas de CD, saltos de sapatos e outros produtos. Isso significa 100% de reaproveitamento, e sem nenhuma transformação química! Tudo o que o processo faz é retirar todo aquele ar do material. =)

Os números impressionam: por mês, nada menos que seis toneladas (!) de isopor – equivalentes a uma área de mais de dois milhões de m² – são transformadas em matéria-prima. Desde o início da reciclagem, a Fiat deixou de fazer cerca de nove mil viagens de caminhão para a destinação correta desse resíduo. O processo evita a emissão de 2 642 toneladas de CO2 na atmosfera por ano. Haja créditos de carbono! 😉

Se todo o isopor reciclado nos últimos 5 anos pela Fiat fosse disposto em fila, preencheria toda a distância entre São Paulo e o Rio de Janeiro. A reciclagem é parte do programa Aterro Zero da Fiat, que desde 2011 consegue destinar 100% dos resíduos que gera para a reciclagem e a reutilização, eliminando o envio para aterros.

 

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Esta matéria pode ser encontrada no Mundo FCA, um portal para quem se interessa por tecnologia, mobilidade, sustentabilidade, lifestyle e o universo da indústria automotiva.

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