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Como é estar à frente do Projeto Draft há três anos – e uma novidade: vem um livro aí!

- 31 de agosto de 2017
A editora-chefe do Draft, Phydia de Athayde, em seu posto de trabalho.
A editora-chefe do Draft, Phydia de Athayde, em seu posto de trabalho.

 

por Phydia de Athayde

Bom dia, boa tarde, boa noite! Que bom que você está aí!

Há três anos, todos os dias, eu estou aqui de alguma forma me comunicando com você, leitor do Draft. Hoje é dia de comemorar, é dia de festa e escolhemos compartilhar com vocês a egotrip (hoje pode!) que é fazer parte de um projeto tão incrível quanto o Draft.

Como editora-chefe, eu não apareço muito para os leitores. É que meu trabalho acontece essencialmente nos bastidores: buscando pautas, recebendo e avaliando sugestões de pauta, conhecendo e distribuindo pautas para os repórteres, conversando com assessores de imprensa e entrevistados, orientando autores dos depoimentos de Lifehack e todos os dias trocando bola com a Dani Rosolen, com a Isabela Mena (sobre os Verbetes), com o Bruno Leuzinger e, especialmente, com o Adriano Silva.

Mas o trabalho não termina aí. Quando recebo o material dos repórteres, além da função básica de editá-lo e prepará-lo para a publicação, também faço o upload do conteúdo no site e nas redes sociais (Facebook, Twitter, LinkedIn) do Draft. Não sou a única que sobe os conteúdos do Draft, já que a repórter Dani Rosolen (responsável pelas seções Acelerados e Seleção Draft) também faz isso, além do editor de Brand Content Bruno Leuzinger, que coordena os conteúdos de marca que entram na nossa timeline. Mas é parte do meu trabalho estar a par de todas as publicações.

E ele vai além. Depois que o conteúdo é publicado nas plataformas digitais, começa um processo muito legal (bem descrito nesse texto sobre o primeiro ano do Draft) que é ver como as histórias passam a ter vida própria, navegando e se expandindo pelas redes dos seus personagens, dos repórteres e assessores de imprensa, mas especialmente pelas redes da comunidade de leitores do Draft. É nessa galera que sempre penso na hora de definir uma pauta, editá-la e publicá-la. Na galera que nos lê diariamente.

Gente que compartilha nossos links, gente que marca os amigos nos posts e que, mesmo quando não escreve nada, sempre quer dizer um: “Olha isso aí, fulano!”. A fase do “olha isso aí!” é um dos grandes prazeres do jornalismo digital, pois ela é viva, é real, é visível. E isso é muito bacana para quem conheceu o jornalismo em papel, que não dava nenhuma pista de como os leitores recebem seu trabalho. Aqui, como a coisa acontece online eu praticamente “vejo” quem está lendo, quando está lendo, como chegou ao conteúdo, se gostou (quanto tempo passou lendo), se compartilhou.

Hoje é festa, né? Falar do meu trabalho antes das pautas acontecerem, quando recebo o conteúdo e depois de publicá-lo é uma alegria, mesmo que não seja novidade para quem conhece ou trabalha com comunicação e jornalismo (ainda que ajude minha mãe a entender o que a “filhota” tanto faz nesse tal de computador, rs).

Como é dia de festa, vou falar de um presente que está sendo preparado e tem a ver com tudo isso: um livro com as melhores histórias já publicadas no Draft!

Já temos três anos de Projeto Draft! Isso significa mais de 2.700 posts já publicados, sendo que cerca de 600 deles são o que chamamos de feature, ou seja, as grandes histórias de empreendedorismo e inovação que são a nossa razão de existir.

Para marcar essa passagem do tempo, honrar o que já vivemos e comemorar com todos que estiveram nessa caminhada, escolhemos 30 histórias representativas desses 3 anos, a serem republicadas em versão atualizada em um livro. Yes!

O Adriano (que vem a ser um cara que vive tendo ideias, de negócios, de projetos, de tudo) e eu já tínhamos pensado em fazer algo nesse sentido e, naquelas sincronias que o universo disponibiliza a quem está trabalhando para que aconteçam, o convite para fazer um livro acabou chegando até nós, vindo do Marcelo Duarte, da Panda Books, também ele um empreendedor cheio de ideias. Vamos nessa! O Adriano sugeriu que eu fizesse a seleção e organização das histórias. Claro que sim! Tinha que ser eu. Claro que eu quero!

E aí eu comecei a ganhar uma espécie de presente antecipado. Uma maneira diferente de perceber o meu trabalho: em vez de olhar para frente, virar os olhos para trás, para o que já passou, e escolher quais histórias já contadas valeriam estar no livro. Como selecionar? O que faz uma mais especial que a outra? Nada! Todas são especiais, todas são únicas, todas são foda (afinal, é em busca disso que trabalho todos os dias!). Então rapidamente percebi que a seleção não seria entre “melhores” e “piores”. Tinha que haver outro critério.

Pensa comigo: são cerca de 600 features. Seis centenas de histórias de Negócios Criativos, Negócios Sociais e Startups. Todas jornadas de pessoas comuns, que tiveram uma ideia de negócio, uma vontade de empreender, e foram em frente: colocaram a cara no mundo para tentar fazer isso virar. Alguns planejaram mais, outros menos. Alguns começaram com mais grana, muitos com quase nenhuma. Alguns ganham dinheiro, outros ainda não. Todos apanharam bastante. Alguns fecharam, mas muitos seguem. Muitos! E mesmo quem fechou sabe que o mundo não acabou. Aliás, ele não acaba. E é porque ele continua que a gente continua também. Aqui, contando histórias e buscando inspirar quem nos lê a ser também protagonista de sua própria história.

A vontade era fazer 600 livros. Um para cada história de vida, de negócio, de entrega e trabalho a favor do sonho de uma existência mais bacana

Mas a gente tinha um livro só (por enquanto!) para fazer. Então não adiantava sofrer pelas histórias que não entraram. Melhor seria pensar que cada uma ali representa outras 20 parecidas. Pronto, taí uma boa medida. Na verdade, é como se todas estivessem lá. Outra medida que nos ajudou na escolha (o Adriano quebrou a cabeça junto comigo) foi optar por negócios financeiramente saudáveis. Também aqueles que atraíram níveis altos de leitura e compartilhamento. Também aqueles que já não tenham sido exaustivamente divulgados. Também, e essencialmente, aqueles que não têm uma barreira de entrada tão alta, ou seja, aqueles que o sujeito lê e pensa “Ei, eu podia fazer isso aí!”. Podia mesmo. É por isso que é tão legal.

Com o livro, queremos que mais leitores, que gente que talvez ainda não esteja na nossa comunidade online, conheça e se encante por este universo. Empreender, se interessar e ler sobre empreendedorismo (afinal, não caberiam 100% de empreendedores no mundo, é preciso ter a galera que vibra junto e participa, trabalha nisso — eu! — ainda que não empreenda diretamente), é também uma forma de manter vivo um questionamento saudável para qualquer área da vida.

Por que as coisas são assim? Elas poderiam ser melhores? Elas poderiam ser diferentes? O que eu poderia fazer para torná-las diferentes? Minha vida pode ser diferente? Quem já fez coisas parecidas com as que eu faria?

Enfim, perguntas bacanas (como a que o Adriano faz no seu texto de aniversário também publicado hoje). Perguntas que não nasceram para ter uma resposta e silenciar. Ao contrário. São daquelas que nasceram para se repetir todos os dias. Para onde estamos indo mesmo? Vamos ser melhores? Vamos juntos?

Obrigada por estar com a gente.

 

Phydia de Athayde é editora-chefe do Draft.