SPONSORS:

Confecção sustentável e peças atemporais para romper com a ditadura da moda. Conheça a Conceito Ada

- 23 de janeiro de 2017
As sócias Camila Puccini e Melina Knolow: peças feitas à mão, sem matéria prima de origem animal (foto: Morgana Mazzon)
As sócias Camila Puccini e Melina Knolow: peças feitas à mão, sem matéria prima de origem animal (foto: Morgana Mazzon)

Além da vontade de empreender, as sócias Camila Puccini e Melina Knolow resolveram abrir seu próprio negócio, a Conceito Ada, unidas em torno de um objetivo comum: investir no conceito de slow fashion, ou seja, a moda produzida de forma desacelerada, com respeito ao tempo de confecção e às condições de trabalho de quem está envolvido.

“A ideia surgiu há cerca de nove meses, quando sentimos, como consumidoras, o quanto era difícil encontrar roupas produzidas de forma sustentável, valor acessível e design atemporal”, conta Melina.

Assim Camila, bacharel em Design de Moda e pós-graduada em Modelagem do Vestuário, passou a se dedicar exclusivamente à empresa. Já Melina, estudante de Ciências Sociais, continuou trabalhando como Assessora na Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul e, paralelamente, atua como sócia da Conceito Ada.

Foco nos diferenciais

Segundo as sócias, a Conceito Ada se baseia nos seguintes pilares: slow fashion, veganismo, feminismo, sustentabilidade, consumo consciente e minimalismo. “Concordamos em trabalhar com um modelo de produto já utilizado por indústrias como a calçadista e de mobiliário. Optamos por não utilizar nenhuma matéria prima de origem animal e todas as nossas peças são feitas à mão, com fibras naturais e 100% brasileira. E como são atemporais, ou seja, não seguem as tendências da moda, libertam a mulher do consumismo desenfreado”. Atentas ao controle de qualidade de cada item, as empreendedoras não terceirizam nenhuma etapa da produção. As peças têm uma tiragem máxima, entre cinco e cinquenta unidades, dependendo de cada modelo, para trazer exclusividade a quem as veste e ter limite produtivo. Além disso, cada modelo recebe o nome de uma mulher, escolhido cuidadosamente. “Evitamos os ícones, nossa proposta é dar visibilidade e voz às mulheres que, apesar de pouco conhecidas, ajudaram a construir o feminismo”.

Parceria atuante

Há cerca de dois meses as sócias contrataram uma estagiária para auxiliá-las na produção das peças, e estão em busca de um contador para ajudá-las nas questões fiscais. “Procuramos consultar profissionais da área sempre que necessário, mas somos nós que atuamos à frente da gestão da empresa. Administramos as redes sociais, e-mails, financeiro, desenvolvimento do site, cadastro de produtos, pagamentos e a entrega, bem como a logística de produção como um todo: desde a criação e modelagem até a confecção das peças”.

Nunca é fácil

Como qualquer empreendimento, o início é sempre conturbado e cheio de inseguranças. “Começamos sem capital de giro, nosso primeiro investimento foi baixo e feito no crédito, somente para a compra de materiais para confeccionar os vestidos que produzíamos. Nosso maior medo era de não poder pagar a dívida que contraímos, mas desde o primeiro mês a empresa arrecadou mais do que gastou. E com o passar do tempo já obtivemos lucros para reinvestir na marca”.

Estratégias pontuais

A Ada iniciou há menos de um ano, mas apesar de nova, já alcançou resultados expressivos. “Quando lançamos a marca e a loja online, em março desse ano, nosso objetivo era levar os produtos aos quatro cantos do Brasil”. A primeira venda online realizada pela empresa foi para Natal (RN) e, em seguida, as sócias resolveram adotar outras estratégias para alavancar as vendas. Assim, entraram em dois portais online de curadoria de marcas: o +Alma, que reúne artistas e designers brasileiros, e o OAK – One of a Kind, que conta com um time de marcas gaúchas e uma curadoria de bazar online para promover o reuso de peças. Além disso, as sócias começaram a participar de feiras e eventos pelo menos uma vez ao mês, tanto em Porto Alegre como em São Paulo.

“Para aumentar a proximidade com a cliente, conseguir compreender melhor suas necessidades e anseios e estabelecer um relacionamento que não se alcança digitalmente, em outubro abrimos uma loja física, o Coletivo 828. Localizada em Porto Alegre, une mais seis marcas de vestuário, acessórios e decoração. As peças são criadas e planejadas por mulheres, todas elas do Rio Grande do Sul”.

Atenção à comunicação

As sócias contam que desde o início focaram muito nas mídias sociais, principalmente no Instagram, para divulgação orgânica de produto e serviço. “Nossa estratégia foi tornar o perfil empresarial mais pessoal, mostrando o nosso dia a dia, compartilhando os processos de produção, acontecimentos, eventos e parcerias. Esta decisão foi crucial para mostrar ao público os nossos pilares, e receber seguidores que compartilham das mesmas opiniões. Hoje mais de 70% das nossas vendas são geradas através de seguidores do Instagram”.

Além disso, a empresa conta com algumas parceiras para divulgação da nossa marca! A escolha, segundo Melina, é feita com muito cuidado. “Para fazer parte do time é preciso se identificar com os nossos pilares. Selecionamos através de fundamento, estilo, linguagem e engajamento, muito mais do que pelo número de seguidores que a pessoa tem”. Recentemente a Conceito Ada começou a usar o e-mail marketing para pessoas cadastradas, e tem obtido um bom retorno! “Dificilmente usamos publicidade paga nas redes, quando utilizamos é para a divulgação de algum evento ou bazar”.

Para a frente é que se anda

Melina acredita que no empreendedorismo não há espaço para arrependimento. “O passado não é passível de mudança. Olhamos para trás somente para aprender e nunca para criar expectativas do que poderia ter sido feito. Preferimos focar em tudo que conquistamos e ainda vamos conquistar”.

De olho no futuro, as sócias pretendem lançar o novo site em março de 2017, quando a Conceito Ada completará um ano. “Hoje temos um site mais focado nas vendas, com uma explicação básica sobre os produtos, processos e quem está por trás. No novo projeto queremos explorar outras questões, explicar ao consumidor nossas parcerias, meios de produção, pilares, escolhas e novos projetos, além de contar com o espaço da loja virtual. Outro plano que estamos desenvolvendo é o lançamento da nossa linha infantil, que contará com quatro modelos de vestidos para crianças entre quatro e dez anos. Também queremos lançar nossa linha de peças com tecido orgânico e lançar algumas colaborações de cocriação com pessoas muito especiais e que estão em fase de incubação”.

Para saber mais:
Ada: www.conceitoada.com
O que faz: Vestidos atemporais com design minimalista
Sócio(s): Camila Puccini e Melina Knolow
Funcionários: 1
Sede: Rua Nunes, 302 – Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Loja física: Coletivo 828 – Rua Visconde do Rio Branco, 828 – Porto Alegre (RS)
Início das atividades: março de 2016
Investimento inicial: R$ 3 mil
Contato: contato@conceitoada.com

 

Esta matéria pode ser encontrada no Itaú Mulher Empreendedora, uma plataforma feita para mulheres que acreditam nos seus sonhos. Não deixe de conferir (e se inspirar)!

 

draft-banner-2

 

Veja também:

Verbete Draft: o que é Greenwashing

- 27 de setembro de 2017
O termo se refere a uma prática suicida de marketing: quando uma empresa se diz sustentável ou vende um produto com este "diferencial" sem ser de verdade.