De Pernambuco para o México: a vocação para exportação do Polo Automotivo Jeep

- 19 de maio de 2017
Visita na fábrica:  os jornalistas mexicanos conheceram de perto a planta de Goiana, na Zona da Mata pernambucana
Visita na fábrica: os jornalistas mexicanos conheceram de perto a planta de Goiana, na Zona da Mata pernambucana

Pela rota do Atlântico, o Jeep Renegade produzido em Goiana, Pernambuco, está conquistando novos mercados. O modelo já desembarcou na Argentina, Colômbia, Chile, Paraguai e Uruguai. Agora é a vez do México. Quase 8 mil quilômetros (ou mais exatamente 4297 milhas náuticas) separam o porto de Suape, no litoral pernambucano, do porto de Veracruz, na costa leste mexicana. Para os brasileiros, os embarques consolidam a estratégia de produzir para competir nos mais exigentes mercados globais. Do lado mexicano, a chegada do Renegade vem atender a demanda interna pelo veículo que reinventou o segmento dos SUVs compactos no mundo.

Com 25 anos de experiência no jornalismo automotivo, o mexicano David Loji já vivenciou momentos inesquecíveis na carreira, mas sua reação ao visitar, pela primeira vez, o Polo Automotivo Jeep foi de admiração: “São processos inovadores”, definiu. Loji fez parte de um grupo de jornalistas mexicanos que acompanhou, passo a passo, o nascimento de um Jeep Renegade. Pernambucano radicado no México, o representante do El Informador Sérgio Oliveira, avaliou a planta como “uma das mais modernas do mundo”.

Durante o tour pela planta Jeep, foi possível conhecer os processos que fazem do Polo uma referência em tecnologia automotiva e gestão, incluindo o Component Center, a área de qualidade que testa minuciosamente cada peça dos veículos produzidos lá (Jeep Compass e Fiat Toro, além do Renegade) e o Process Center, uma espécie de mini-fábrica para treinar e aprimorar funcionários.

Repórter da Rolling Stone mexicana, Lorena Marin se impressionou com a agilidade dos processos e a sintonia das pessoas. Para os jornalistas, a interação entre homem e máquina é um diferencial da planta, com destaque para os mais de 600 robôs que realizam 100 pontos de solda em apenas um minuto, na área de funilaria. E, todo esse maquinário de ponta é adaptado às necessidades de ergonomia dos oito mil funcionários do Polo.

No fim da visita, o repórter do jornal Publimetro, Mario Rossi, resumiu todo o processo: “É um padrão capaz de atender aos mercados mais exigentes”. Atualmente, aproximadamente 25% do faturamento dos carros produzidos no Polo Jeep são de exportações. “Os carros já saem da fábrica atendendo aos critérios específicos de cada mercado”, explicou o gestor da área de Out Bound, Marcos Corrêa. Do embarque até a chegada ao México, o transporte dura, em média, 15 dias. A logística é facilitada pela posição estratégica de Suape, um concentrador de cargas do Nordeste.

A vocação do Polo Jeep em Goiana para a exportação já impacta a própria movimentação do porto pernambucano. Os embarques da FCA foram os principais responsáveis pelo crescimento de 147% na movimentação do pátio de veículos, no ano passado. Somente no primeiro trimestre deste ano, o crescimento foi de 48% em relação ao mesmo período de 2016, com a exportação de 9,2 mil carros da FCA, mais de 70% do total da movimentação.

Os carros são embarcados em navios de oito andares com capacidade para transportar até oito mil veículos. Os jornalistas mexicanos puderam conferir o pátio de veículos do porto, cuja capacidade de movimentação é de 250 mil automóveis por ano. É para lá que os carros são enviados até embarcarem através de rampas para o interior dos navios que mais parecem enormes edifícios-garagem. O embarque é rápido: até 2 mil veículos em 24 horas, num processo cuidadoso fiscalizado de perto por operadores logísticos especializados, garantindo que cada carro chegue ao seu destino do mesmo jeito que saiu do Polo Jeep.

Os jornalistas mexicanos puderam sentir a robustez e a capacidade off-road do Jeep Renegae no Camp Jeep, a pista fora de estrada da planta de Goiana. “O Renegade reúne tudo o que se espera de um 4×4, com todo o espírito aventureiro de um Jeep”, avaliou Lorena, assim que concluiu sua experiência. “Isso tudo sendo um modelo compacto”, destacou. O roteiro incluiu ainda test-drive de Recife a Porto de Galinhas, passando pelo porto de Suape, no qual o Renegade exibiu o alto nível de conforto, eficiência e tecnologia que, em breve, chegará às ruas do México.

 

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