GoodPeople, um aplicativo que cruza talentos para gerar projetos

- 24 de dezembro de 2015
goodpeople

Nome:
GoodPeople.

O que faz:
A startup desenvolveu um aplicativo homônimo que conecta pessoas com talentos complementares.

Que problema resolve:
O usuário coloca no sistema uma especialidade – profissional ou não – e a plataforma cruza informações com pessoas que procuram por esse talento em especial, para que elas possam tocar um projeto juntas. A comunicação acontece por meio de um chat.

O que a torna especial:
O objetivo principal do app é estimular conexões e aproximar pessoas com propósitos semelhantes, com base na colaboração, não só pelo que cada uma traz no currículo.

Modelo de negócio:
Hoje, o app é gratuito e seu foco é o crescimento da base de usuários. A startup espera começar a lucrar em dois anos, quando puder usar seu banco de dados para ajudar empresas na busca por pessoas com o mesmo propósito.

Fundação:
Outubro de 2015.

Sócios:
Ana Julia Ghirello – Co-fundadora e CEO
Maxim Kejzelman – Co-fundador e CPO

Perfil dos fundadores:

Ana Julia Ghirello – 31 anos, Rio de Janeiro (RJ) – formada em Publicidade pela New York City College. Morou oito anos em Nova York e começou sua carreira trabalhando com UX e desenvolvimento de produtos. Foi VP do BomNegócio.com e depois COO, quando a empresa se juntou à OLX. Também é fundadora da abeLLha, um ecossistema de cocriação e coworking, que realiza programas de incubação e educação.

Maxim Kejzelman – 29 anos, Linköping (Suécia) – cursou Marketing na UADE de Buenos Aires e tem um mestrado de Administração Internacional da Universidade de Linköping. Ele se mudou para o Brasil em 2012 e foi responsável por construir os aplicativos do BomNegócio.com, que depois se tornou OLX. Antes disso, trabalhou no InfoJobs, SCM Ventures e Schibsted ASA.

Como surgiu:
A ideia do aplicativo surgiu de uma experiência de Max. Na época em que era gerente de produto do BomNegócio.com/OLX, ele tinha uma vontade enorme de colocar seu hobby favorito em prática: escrever e gravar músicas. Com uma amiga canadense, ele alugou um estúdio, e depois pediu que outro amigo gravasse seu clipe. Em dezembro de 2014, ele chamou Ana Julia para conversar sobre uma plataforma que pudesse ajudar os usuários com talentos complementares. Quatro meses depois, Ana mostrou um plano de negócio para Max e ambos decidiram sair de seus respectivos trabalhos para entrar de cabeça no projeto do GoodPeople.

Estágio atual:
Hoje, o app está incubado na abeLLha, no Rio de Janeiro. Ele tem mais de 2 mil usuários cadastrados e opera com uma equipe de sete pessoas, ainda não remuneradas.

Aceleração:
Não tiveram.

Investimento recebido:
Ana Julia fez um investimento de 50 mil reais, de recursos próprios.

Necessidade de investimento:
O aplicativo tem uma meta de chegar a 35 mil usuários até março de 2016, quando os sócios planejam buscar um investimento 1 milhão de reais.

Mercado e concorrentes:
“Existe tração para esse tipo de negócio. A colaboração está no começo, mas tem muito potencial de crescimento e volume no Brasil”, diz Ana Julia. Por aqui, não existem concorrentes com o mesmo modelo. A Bliive tem uma proposta de cruzar talentos, mas trabalha com o conceito de troca de tempo. Entre os semelhantes estrangeiros estão o Impossible e o Volley.

Maiores desafios:
Buscar um crescimento sem verba para marketing. “Além disso, como o time é feito por pessoas que ainda não se dedicam totalmente ao projeto, a nossa velocidade de inovação acaba sendo menor do que a gente gostaria”, diz a CEO.

Faturamento:
Ainda não faturam.

Previsão de break-even:
Em 2018.

Visão de futuro;
O GoodPeople quer redefinir a maneira como as pessoas colaboram, motivando as conexões dos usuários pelo que eles realmente gostam de fazer. Ana Julia diz: “Nós somos muito mais que nossos cargos do passado e talentos profissionais. O aplicativo olha para a frente, para o que essas pessoas querem fazer agora”.

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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