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Mulheres que realizam: Denise Kracochansky, com sua Alegria sem Bateria, estimula crianças a serem mais criativas, conscientes e construtivas

- 29 de novembro de 2017
"Eu não planejei ter meu próprio negócio, ele foi acontecendo e sendo moldado através de percepções e intuições", conta Denise.
"Eu não planejei ter meu próprio negócio, ele foi acontecendo e sendo moldado através de percepções e intuições", conta Denise.

 

Para dar mais visibilidade aos negócios de mulheres que refletem no desenvolvimento da sociedade, inauguramos uma série de publicações para reconhecer as empreendedoras que participam do Itaú Mulher Empreendedora. A Denise Kracochansky é participante da Mentoria, uma das iniciativas do programa Itaú Mulher Empreendedora que seleciona participantes para apoiar seu desenvolvimento. Conheça essa história.

Assim como grande parte das empreendedoras, a maternidade levou Denise Kracochansky a enxergar o empreendedorismo como uma boa opção para conciliar a vida com os filhos e o trabalho. Assim ela criou a Alegria sem Bateria, que no início, era apenas um plano B. Mas o seu negócio cresceu tanto que se tornou um plano A, e já tem 17 anos de existência. Conheça essa empreendedora que faz da criatividade a sua matéria prima!

Como surgiu a ideia de empreender?

Acabei seguindo por acaso no universo do brinquedo educativo. Em 1999 publiquei um livro infantil, A Cama Mágica, que conta a história de uma menina que não gostava de dormir. Pouco depois tive a ideia de fazer um brinquedo com o livro, um kit que acompanhava o exemplar. Assim criei a Boneca Marina, personagem da história, uma caminha em madeira igual à cama do livro para a criança pintar e montar, acompanhada de tintas e pincel. Na época eu era redatora na Editora Abril, e vendia o brinquedo para o pessoal do trabalho, na livraria da Vila onde foi o lançamento do livro, e também pelo correio, pois havia sido publicado na revista Faça e Venda e recebi várias encomendas. Até que comecei a levar nas lojas especializadas e começaram a perguntar se não tinha outros modelos de brinquedos educativos. Como a pergunta era constante vi que tinha um mercado a ser explorado e comecei a criar mais brinquedos. Pouco tempo depois, engravidei de trigêmeos, e tive que ficar de repouso e me afastar do trabalho. Como sabia que seria difícil voltar para o mercado com meus filhos pequenos, decidi transformar os brinquedos no meu novo trabalho. Desta forma consegui conciliar o trabalho e a criação das crianças.

O que é sua empresa, como funciona?

Na Alegria sem Bateria oferecemos uma linha de brinquedos educativos e de atividades lúdicas em que a criança participa da criação e da customização dos brinquedos. Temos uma estrutura bem enxuta: faço a parte de criação, desenvolvimento e comercial e tenho 2 funcionários para auxiliar na parte administrativa e operacional. A produção é terceirizada, tenho fornecedores parceiros que trabalhamos como se fossemos uma equipe.

O que te levou a empreender?

A maternidade. A possibilidade de ajustar o horário de trabalho com a criação das crianças. Acredito que até trabalho mais como empreendedora do que se fosse funcionária em uma empresa, mas posso organizar minha agenda baseada na minha vida pessoal e não o inverso.

O que o empreendedorismo feminino tem de diferente?

Acho criativo, dinâmico, pois a mulher empreendedora geralmente faz várias coisas ao mesmo tempo, tanto em relação ao trabalho, como à vida pessoal, familiar, da casa. Sempre encontramos um jeito para realizar tudo. E, na minha opinião, é isto que empodera a mulher, essa capacidade que só nós temos.

Qual seu objetivo? O que te motiva?

Meu objetivo é conseguir ver minha empresa crescer seguindo a filosofia que propus para ela, fazer como que mais e mais adultos e crianças tenham vontade de comprar, ganhar brinquedos educativos para terem momentos onde o brincar, o criar e o contato humano imperem.

Qual foi o maior desafio que você enfrentou na vida empreendedora?

Na verdade eu não planejei ter meu próprio negócio, ele foi acontecendo e sendo moldado através de percepções e intuições, mas chegou um momento em que me dei conta que tinha uma empresa, uma marca, linha de produtos, carteira de clientes em todo o país e estava entrando em algumas redes e isto me deu um clic de “E agora? O que eu faço com tudo isso para ir além?”. E este foi o meu maior desafio, o de realmente concretizar e começar a criar estratégias e montar um planejamento para o meu negócio. Como não tenho formação em administração e sempre havia trabalhado na área criativa, foi uma superação.

Como você enfrentou?

Meu divisor de águas foi o EMPRETEC, que fiz no SEBRAE, para aprender de fato a empreender. A partir daí passei a investir em minha capacitação como empreendedora, a fazer cursos de gestão financeira, a participar de workshops voltados à gestão, design thinking, media training, estratégias empresariais etc.

Qual foi a sua maior conquista até aqui?

Exatamente chegar até aqui. Muitas lojas e empresas do segmento fecharam e saber que consegui passar por alguns anos de crise e me manter e até crescer é muito satisfatório.

Qual é o seu sonho? O que ainda falta realizar?

Crescer mais em mercado e faturamento e, quem sabe, conseguir que minha marca seja comprada por uma grande empresa que a deixe ainda maior.

Se pudesse voltar no tempo e refazer uma decisão, corrigir algum momento de sua trajetória, o que seria?

Durante 10 anos trabalhei em sociedade. Porém houve um período em que os objetivos de ter uma empresa para cada uma das sócias passou a ser diferente. Criar e vender brinquedos educativos tinha se transformado no meu trabalho, onde queria me desenvolver pessoalmente e profissionalmente, e não um passatempo de mãe com filhos pequenos. Acho que levei mais tempo do que deveria para perceber isto e começar a enxergar o meu negócio como empreendedora. Foi a partir daí que comecei a pensar em uma marca conceitual com um propósito, e acreditando nisto, criei uma base para remodelar o meu negócio.

Qual seu conselho para quem está querendo empreender?

Tenha paciência e persistência, acredite. Não será de um dia para o outro que as coisas acontecerão, que você verá retorno.

 

Esta matéria pode ser encontrada no Itaú Mulher Empreendedora, uma plataforma feita para mulheres que acreditam nos seus sonhos. Não deixe de conferir (e se inspirar)!

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