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Mulheres que realizam: Olivia de Castro, fundadora da The Fudge, traz uma proposta inovadora para os fãs de chocolate

- 28 de novembro de 2017
Entre a carreira no teatro e o empreendedorismo, ela ficou com a segunda opção. E explorou sua criatividade no preparo dos fudges.
Entre a carreira no teatro e o empreendedorismo, ela ficou com a segunda opção. E explorou sua criatividade no preparo dos fudges.

 

Para dar mais visibilidade aos negócios de mulheres que refletem no desenvolvimento da sociedade, inauguramos uma série de publicações para reconhecer as empreendedoras que participam do Itaú Mulher Empreendedora. A Olívia de Castro é participante da Mentoria. Conheça essa história!

Encontrar alternativas criativas para sair do lugar comum e surpreender os clientes. Esta é uma das estratégias fundamentais para quem quer ter um negócio promissor, e com a empreendedora Olívia de Castro não foi diferente. Para conquistar os consumidores fãs de chocolate, mas com uma proposta inovadora, ela abriu há 4 anos a The Fudge, uma chocolateria diferenciada. Batemos um papo com Olívia para saber mais sobre o seu negócio e a sua história!

Como surgiu a ideia de empreender?

Eu estava no último ano da faculdade de Artes Cênicas, em 2013, até então só tinha trabalhado com teatro, mas não via muitas perspectivas na minha área. Não enxergava como poderia me sustentar, não via uma fonte financeira segura nem constante. E aí uma amiga me contou da ideia de vender fudges no Brasil (produto que ainda não existia por aqui). Formamos uma sociedade e começamos a empreender, mas apenas para complementar nossas rendas pessoais. Meses depois ela precisou sair, pois tinha outro emprego e filho pequeno. Eu precisava tomar uma decisão: voltar para o teatro ou embarcar de vez na chocolateria. Foi então que repaginei a empresa, mudei nome, logo, site, fotografias, embalagens, fiz novos cursos na área… E mergulhei na ideia!

O que é sua empresa? Como funciona?

The Fudge é uma chocolateria especializada em fudge, um tipo de chocolate de origem inglesa, mais cremoso que a barra e mais consistente que o brigadeiro. Atualmente, temos 10 sabores, dos mais tradicionais (como Nutella e avelãs ou cereja e nozes) até opções mais exóticas (como morango com manjericão e gengibre ou meio amargo com damasco e páprica picante). Buscamos agradar a todos os gostos!

E, além da nossa linha de embalagem, temos diversas opções personalizadas para eventos sociais (como casamento, aniversário, chá de bebê…) e lembranças corporativas, que é o nosso foco principal.

O que o empreendedorismo feminino tem de diferente?

Acho que, além dos desafios tradicionais de empreender (que não são poucos), temos outros obstáculos somente por ser mulheres. Enfrentamos dificuldades para sermos levadas a sério e respeitadas como profissionais, ainda sofremos com a falta de incentivo e de cultura empreendedora. Digo “cultura empreendedora” pois os meninos, desde cedo, são incentivados a se aventurar: seus brinquedos são aviões, carros, super-heróis, soldados. Já as meninas, de maneira geral, são estimuladas apenas com brinquedos como bonecas, panelas, comidinhas, fogões, ferros de passar roupa, todos de um ambiente de dentro de casa. Acredito que desde crianças, já nos falta esse estímulo para nos aventurar, para criar, para experimentar coisas novas.

Qual foi o maior desafio que você enfrentou na vida empreendedora?

Acho que o maior desafio é o que eu enfrento diariamente: a solidão do empreendedor. Atualmente não tenho sócios, então o trabalho se torna bastante solitário, sem ter com quem dividir ideias, planos, desafios e outras questões.

Como você vem tentando superar este desafio?

Procuro conversar com pessoas próximas, familiares e amigos. Também, sempre que possível, vou a eventos de empreendedorismo, onde sempre se recebe uma nova perspectiva. Também mantenho contato com empreendedoras mais experientes para tirar dúvidas e receber conselhos .

Qual foi a sua maior conquista até aqui?

Acho que cada novo cliente (ou o retorno de um cliente antigo) é uma conquista. Recentemente, tive uma experiência muito recompensadora: fomos contratados para fazer lembranças personalizadas para o Itaú Mulher Empreendedora. No dia seguinte da entrega, participei de um evento incrível, um café para empreendedoras organizado pelo Itaú. E qual não foi a minha surpresa ao ver, no final do evento, os fudges serem entregues para todas essas mulheres maravilhosas? Foi um momento muito gratificante!

Qual é o seu sonho? O que ainda falta realizar?

Meu sonho é conseguir expandir a chocolateria, fazer com que a The Fudge se torne referência nesse setor. Falta abranger o mercado em um nível nacional, pois hoje atingimos praticamente só São Paulo.

Se pudesse voltar no tempo e refazer uma decisão, corrigir algum momento de sua trajetória, o que seria?

Se eu pudesse corrigir ou refazer algo, voltaria ao momento de quebra da primeira sociedade. Aprendi que os papeis e responsabilidades de cada sócio devem estar claros para todos os envolvidos e, se possível, por escrito, para que não haja dúvidas no futuro. Caso você esteja procurando por um sócio, sugiro que busque por alguém que complemente suas habilidades e lacunas, e não apenas alguém com quem você tenha afinidades ou que seja seu amigo.

Qual sua dica para quem está querendo empreender?

Planeje, estude, pesquise seu mercado, seus concorrentes diretos e indiretos e entenda seus clientes. E faça. Somente ao caminhar vamos entendendo o caminho.

 

Esta matéria pode ser encontrada no Itaú Mulher Empreendedora, uma plataforma feita para mulheres que acreditam nos seus sonhos. Não deixe de conferir (e se inspirar)!

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