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Projeto de reflorestamento da AES Tietê aposta em parcerias e multiplica benefícios para a sociedade

- 31 de outubro de 2017
Em 2017, a expectativa é que dos 297 hectares plantados, 265 sejam através de parcerias
Em 2017, a expectativa é que dos 297 hectares plantados, 265 sejam através de parcerias

Foi em 2016, após 17 anos de experiência com a restauração de mata nativa em torno de seus reservatórios, que a AES Tietê viu a oportunidade de dar um salto com a sua iniciativa de reflorestamento, em operação desde 1999. Essa decisão mudaria radicalmente o destino do projeto, e traria a ele melhorias de alto impacto que proporcionarão benefícios por muitos anos – ao meio-ambiente, à AES, e à sociedade como um todo. Nascia aí o Mãos na Mata.

Os resultados do programa são impressionantes. Para se ter uma ideia, em 2013, a AES Tietê plantou 68 hectares de floresta nativa – o que já é bastante. Em 2014, esse número passou para 97 hectares. Mas em 2016, o aumento foi radical: em um ano, foram 409 hectares plantados pela empresa.

Desde o início do projeto, a AES Tietê já plantou 606 hectares, e estima que até o final da concessão, esse número chegará a 3.000 hectares. O coordenador de condicionantes de licenciamentos da AES Tietê, Odemberg Veronez, conta como isso foi possível, e por que o Mãos na Mata é tão importante.

“O programa de reflorestamento da AES Tietê tem como objetivo restaurar as margens dos reservatórios das nossas usinas por meio do plantio de árvores de espécies nativas dos biomas de Mata Atlântica e Cerrado”, diz Veronez. “O reflorestamento protege o entorno dos reservatórios, e contribui com a melhoria do volume de água. Ele diminui o efeito de assoreamento (quando há um acúmulo de detritos no fundo do reservatório) ao reter materiais como areia e terra, além de proporcionar uma área de refúgio à biodiversidade. O micro-clima também é beneficiado.”

Hoje, no Brasil, existem legislações que regem a restauração ecológica nos entornos dos reservatórios. Mas o projeto da AES Tietê vai além, e busca plantar não apenas nas áreas sob administração da empresa, mas também estimular que os proprietários no entorno se engajem, por meio de doação de mudas e capacitação técnica, ampliando, assim, a faixa de proteção de floresta e seus habitats.

“Já vínhamos trabalhando com foco em sustentabilidade, pois a empresa tem essa característica, esse DNA de trabalhar na busca por inovação e pela melhoria de processos”, diz Veronez. “Com o reflorestamento não foi diferente.” O caminho que a AES Tietê decidiu trilhar, para elevar o projeto a esse novo patamar, foi o de parcerias com os seus principais stakeholders, como fornecedores e clientes.

“Percebemos que se não trouxéssemos a comunidade, outras empresas, e mostrássemos a elas que podemos mudar o ambiente do qual fazemos parte, não seríamos bem-sucedidos no nosso objetivo”, diz Veronez. “Plantaríamos apenas para alguém ir lá em seguida e cortar as árvores. Então, como fazemos isso? Nasce aí o Mãos na Mata, com essa ideia de trabalhar no formato de parcerias, estendendo a possibilidade de reflorestamento aos clientes e a outros stakeholders da Tietê.”

O programa se estabelece sobre três pilares:

1 – Compensação obrigatória. No caso de empresas  que precisem fazer compensações previstas pela lei, a AES Tietê pode disponibilizar áreas de plantio para terceiros, no entorno dos reservatórios. “Fazemos um contrato e um parceiro, um cliente da Tietê, por exemplo, pode fazer a compensação em nossa área”, explica Veronez. A AES ajuda ainda com know-how, fiscalização, e fornece mudas.

2 – Plantio voluntário. “Muitas empresas têm trabalhado com neutralização de emissões”, diz Veronez. Assim, a AES Tietê também disponibiliza área para essas que não são obrigadas a fazer compensação, mas que têm interesse no plantio voluntário. Assim como no caso anterior, a AES oferece seu conhecimento para auxiliar no processo.

3 – Modelos customizados. Para o caso em que uma empresa tenha que fazer a compensação obrigatória, mas também queira fazer o plantio voluntário, por exemplo. Assim, a AES Tietê pode propor um modelo customizado. A empresa trabalha com ONGs nesse formato, em projetos que demandem área, mudas, ou orientação técnica. Nesse caso, o plantio pode ser feito no terreno da AES ou fora dele, no caso de iniciativas de recuperação de nascentes, por exemplo.

Dos 409 hectares plantados em 2016 pelo Mãos na Mata, 295 foram por meio de parcerias, ou seja, 72% do total. Isso demonstra o potencial do programa. Em 2017, a expectativa é que dos 297 hectares plantados, 265 sejam através de parcerias.

“Percebemos que, às vezes, basta conectar os atores existentes nesse mercado para fazer a coisa funcionar”, diz Veronez. “Uma de nossas matéria-primas é a água, que move nossas turbinas. Se conseguimos preservá-la, melhorar sua qualidade, teremos um produto melhor, menos desgaste e menos dano às turbinas. Ao mesmo tempo, beneficiamos os proprietários em torno do reservatório.”

E o programa de reflorestamento é apenas um dos pilares da estratégia de desenvolvimento sustentável da empresa. Ao mesmo tempo em que investe em ativos 100% renováveis, a AES Tietê também estende essa estratégia a seus clientes. Para isso, oferece um conjunto de soluções em geração renovável, além de outros produtos verdes, como os IRECs (Renewable Energy Certificates) – certificados de energia renovável internacionalmente reconhecidos.

Tecnologia de reflorestamento

Além do investimento em parcerias, a AES Tietê também busca soluções tecnológicas para ampliar a eficiência do projeto. Um exemplo é a pesquisa em torno de técnicas de cultivo de mudas. Outro caso, que já traz resultados concretos, é o uso de uma plantadeira desenvolvida especialmente para o programa.

Tradicionalmente, essas máquinas dinamizam o plantio de grãos, como a soja. Assim, cada plantadeira é projetada de acordo com o tipo de semente utilizada. Mas, no caso da floresta nativa, o processo é mais complicado, pois essa vegetação pode ser composta por até 120 espécies diferentes, cada uma com um tamanho de semente. Se a máquina fosse projetada para liberar apenas sementes grandes, por exemplo, poderia ocasionar a queda de uma quantidade excessiva de sementes menores, o que causaria um desequilíbrio na diversidade. Este é o desafio. “Temos trabalhado no desenvolvimento desse equipamento”, diz Veronez. “Já o usamos uma vez e agora estamos no processo de melhorá-lo para plantar de maneira ainda mais eficiente.”

Além da plantadeira, a AES Tietê testa ainda formas inovadoras de espaçamento, buscando utilizar e melhorar as técnicas já existentes no mercado, como o plantio por nucleação. Essa técnica consiste na criação e manutenção de núcleos de espécies nativas, atrativos à fauna, auxiliando na recuperação de uma área maior.

“Temos inovado, buscado fazer diferente”, diz Veronez. “Os processos da floresta são mais demorados do que os da cana ou do eucalipto, por exemplo. Espécies nativas têm comportamentos diferentes. Ainda assim, temos utilizado técnicas diferentes para obter melhores resultados.”

E os números são excelentes. A meta anual da AES Tietê até o final da concessão, em 2029, é de plantar mais 243 hectares de vegetação nativa por ano. “Quando vamos a campo, já temos a imagem de outra paisagem que se formou em torno dos reservatórios”, diz Veronez. “Vemos que o trabalho está sendo recompensado, as florestas estão se formando. Há presença de biodiversidade.”

Mas a AES Tietê acredita que esse cenário pode ser ainda melhor, e para isso conta com a participação de toda a sociedade. Então, se você tiver interesse em participar, ajudando a tornar o programa de reflorestamento ainda mais bem-sucedido, busque se engajar. No site do Mãos na Mata, você encontrará todas as informações sobre como entrar em contato e participar dessa revolução verde!

Esta matéria pode ser encontrada no portal da AES Tietê. Confira o site para ler mais histórias de inovação no setor elétrico!

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