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“Quem decide morrer não o faz por falta de amor à vida, mas porque o sofrimento se tornou insuportável”

- 18 de setembro de 2015
A tatuagem de ponto-e-vírgula de Nana: “fiz para me lembrar de quão forte eu sou. E de que eu ainda tenho muito o que viver. Minha vida começa agora. A cada novo dia”.
A tatuagem de ponto-e-vírgula de Nana: “fiz para me lembrar de quão forte eu sou. E de que eu ainda tenho muito o que viver. Minha vida começa agora. A cada novo dia”.

 

Por Nana Calimeris

 

Olhando para trás, acho que sempre tive depressão. Eu me sentia só quando era criança, mas não sabia expressar isso de forma clara. As crianças não expressam bem esse sentimento de solidão e de tristeza.

Foi quando comecei a escrever. Para tentar entender o que estava sentindo. Para tentar tirar isso de dentro de mim. A leitura também foi muito importante para tentar entender minhas emoções – e, afinal, o que ia errado em mim.

Alguns livros foram grandes amigos: “Pai, me Compra um Amigo”, de Pedro Bloch, foi um deles – a história de um garoto que se sente só. Eu me sentia só. Muito só. Deslocada do mundo. E foi assim por muitos e muitos anos. Até hoje, vez ou outra, ainda me pego perguntando a meus amigos mais íntimos se eles gostam de mim. O sentimento de não-pertencimento, e de desamor, ainda é um companheiro cruel que me acompanha aqui e ali.

Depois li “O Menino do Dedo Verde”, de Maurice Druon, a história de um garoto que fazia com que as plantas crescessem magicamente, bastando tocá-las com seu dedo. O final da história, melancólico, desprovido de felicidade, me tocou profundamente.

De novo, lá estava eu me identificando com a solidão. Claro que também havia poesia naquela história. Mas quando você está sorumbática, você não enxerga a beleza. Você só enxerga o que é taciturno. Os raios de sol e os sorrisos não lhe alcançam.

Busquei encontrar explicação e sentido, em vários outros livros, para aquela sensação de isolamento, para aquele peso de existir. Eu me sentia um alien. Uma estranha. Sempre deslocada, sempre fora de lugar, sempre diferente dos outros – de uma forma pejorativa.

Tive poucas amigas na escola. Eu não era destas meninas que fazem amizade facilmente. Queria ser assim, mas isso não era eu. Ficava de lado, ficava para trás, vendo o mundo colorido acontecer do outro lado do abismo, na outra margem do rio. Vendo uma festa da qual eu nunca fazia parte. Comigo, a sensação de desolamento e de desconexão. Viver não é fácil para ninguém. Mas para alguns é mais difícil do que para outros.

E nem todo mundo compreende isso. Nem todo mundo trata a dificuldade do outro com respeito. Sofri bullying – na época nem existia esse termo. Mas já havia a crueldade juvenil. Um ser humano sabe melhor do que ninguém machucar outro ser humano. E nunca somos jovens demais para começar esse exercício de poder e de humilhação. Perdi algumas oportunidades na vida por causa disso. Deixei, por exemplo, as minhas aulas de ballet. A desculpa oficial foi a minha coordenação motora – que nunca foi grande coisa mesmo. Mas o real motivo eu e as minhas colegas bailarinas sabemos bem qual era.

Busquei respostas em todos os lugares. Aos 15 anos, encontrei a vibe da New Age. Nesse período, também, me deparei com o Tai Chi Chuan. E foi divino. Li J.J. Benitez – Cavalo de Tróia. Numa meditação, vivi uma das experiências mais incríveis do mundo, me senti conectada com tudo à minha volta. Eu pertecia ao todo, finalmente me sentia integrada. Ah, se aquela sensação pudesse ter permanecido em mim…

Escrever era o meu jeito de dizer que algo não estava bem. Algo que eu não sabia explicar e que ninguém parecia perceber – nem se importar. Era meu grito surdo. Um dia, com minha mãe, no carro, pedi para ir a um psicólogo. Ela disse que eu não precisava de terapia (e que quem precisava era meu irmão, que tirava notas mais baixas e era respondão e impulsivo). Fiquei quieta e, como tantas vezes, tentei fingir que eu era invisível. Essa postura, com o tempo, cobrou seu preço. A dor não vai embora porque a gente quer. Ela vai corroendo a gente por dentro, em silêncio, de modo lento, como ferrugem.

De tanto gritar e ninguém ouvir, passei a me cortar. Comecei com 15 anos. E me cortei diversas vezes ao longo de 23 anos. Me cortava com canivete, alicate de unha, o que estivesse à mão. Mais tarde, descobri que não precisava desses objetos – e passei a me arranhar. Talvez, por isso, de modo meio inconsciente, eu faça questão hoje de manter minhas unhas bem curtas.

Ironicamente, a única marca que ficou foi a do primeiro corte – eu estava no meu quarto, precisava me livrar do desespero que sentia, daquela angústia que me sufocava. Abri o canivete e fiz o corte na perna. A dor física aliviou a dor emocional. Era um jeito de aliviar a ansiedade, e a depressão que se seguia a ela, em eterna montanha-russa, e de tirar o foco daquilo que me comia o coração aos poucos. Fui levando assim até que também essa solução se tornou insuportável.

 

Nana e seu novo amigo, o sorriso: "Tudo que passei faz parte mim. Tenho orgulho de cada cicatriz que carrego. Elas me tornaram melhor. Me tornaram quem sou. Meus tombos me fazem querer lutar por um mundo com menos tombos – para mim e para os outros".

Nana e seu novo amigo, o sorriso: “Tudo que passei faz parte mim. Tenho orgulho de cada cicatriz que carrego. Elas me tornaram melhor. Me tornaram quem sou. Meus tombos me fazem querer lutar por um mundo com menos tombos – para mim e para os outros”.

 

Ainda na adolescência, passei a desenvolver uma vontade muito grande de morrer. Eu me sentia pior e menor do que um verme. Um nada. E ia tocando a vida na inércia. Era o que dava para fazer. Quando a gente é jovem, alguma esperança existe: talvez, algum dia, alguém me ame. Talvez, algum dia, alguém me entenda. Talvez, algum dia, eu me entenda e eu me ame. Talvez, algum dia, a vida entre nos eixos e comece a fazer algum sentido. Talvez… e esse talvez não chegava nunca. Não, ao menos, da forma que eu queria.

Ao longo do tempo, acreditava que o único maldito talento que eu tinha na vida era escrever. Então criar histórias se tornou uma obsessão. Minhas narrativas eram todas tristes. Até hoje, são. Escrevi um livro com uma trama bem estranha sobre incesto. Aliás, ao analisar as coisas que já escrevi na vida, dá para ver o quanto de carga pesada existe dentro de mim. Eu queria ser leve, sorridente, fresca e agradável como uma brisa. Mas ainda não encontrei esse ponto de mutação em mim. É trabalho para uma vida.

Prestei vestibular para Administração. E passei. Odiava o curso. Primeiro, porque era o que meu pai queria. Segundo, porque implicava em alguma matemática – e eu não nasci para os números. Dois anos depois, resolvi que queria Jornalismo. Afinal, eu ia ajudar o mundo com os meus textos, não é? E o Jornalismo me mantinha perto do meu sonho de ser escritora.

Continuava buscando as respostas para as minhas angústias. Caí na prateleira de auto-ajuda. Li muitos daqueles livros. Desesperadamente. O que eles fizeram por mim? Nada! Aliás, fizeram, sim: me trouxeram uma tremenda sensação de culpa e desespero. Como assim eu não consigo ter pensamento positivo? É tão fácil! Como assim eu não consigo mudar a minha vida em cinco passos ou com sete hábitos? Como assim eu não consigo pensar da forma correta, nem mudar a minha postura? Eu devia ser muito esquisita e muito incompetente. Afinal, bastava seguir aquelas listas que tudo daria certo. Só eu mesma para tomar tanta porrada na vida. Todo mundo à minha volta era bonito, radiante e vencedor. Só eu que não.

Com 26 anos, engravidei, casei e tive um filho. O casamento não vingou. Juntos, éramos um enorme silêncio. E a pior solidão é aquela que você sente estando acompanhada.

Quando percebi, a situação estava séria. Bati no peso de 45 kg com meus 1,58 m de altura. O processo de definhamento começou dois anos depois que meu filho nasceu. O pânico já estava instalado. Eu tinha medo de ir aos lugares sozinha (a primeira crise de pânico se deu aos 15 anos quando tive medo de dormir por achar que ia morrer. Era 1988, ninguém soube me explicar aquilo e não havia internet para que eu pudesse me informar). Aos 28, no raiar do novo milênio, a depressão profunda se instalou.

Por volta de agosto de 2002 – há exatos 13 anos – comecei a sentir algo que é pouco conhecido: terror noturno. Eu dormia 24 horas por dia, não tinha energia para absolutamente nada. Tinha pesadelos dormindo, e pensamentos negativos, obsessivos naqueles momentos em que deveria repousar. O looping era eterno e o desespero era não conseguir me manter acordada por nada deste mundo.

Antes de bater no fundo do fundo do poço, um médico me passou antidepressivos e ansiolíticos. E aí descobri que a gente sempre pode escavar o fundo do poço e descer um pouco mais. Os remédios me deram barato. A chuva fina batia no vidro do carro e eu disse: “Nossa, que lindo! Parecem estrelas!” Depois voltava para meus sentimentos tóxicos e minhas emoções negativas.

Desisti dos remédios por conta própria. Um mês depois, a coisa desandou e eu estava no consultório do médico outra vez. Ele me disse duas coisas importantes. Uma: “por que você não me falou nada?” Chegou à conclusão de que meu corpo aceitava apenas doses infantis de antidepressivo e ansiolítico. Agradeci aos céus pelos remédios existirem. Provavelmente, eu não estaria aqui contando tudo isso para você se não fossem as pílulas. A outra coisa que o médico me disse: “o remédio resolve 30% do problema. Os outros 70% são com você”.

Eu alternava depressão e ansiedade. Vivia uma gangorra entre o terror noturno e a insônia. A angústia bate em mim, fisicamente, na ausência de apetite. Até sentia fome, às vezes, mas não conseguia comer. Em um período de ansiedade aguda, posso perder até 4 quilos em uma semana. Aí sou obrigada a forçar comida goela abaixo. Foi o que fiz naquela ocasião. As pessoas me viam muito magra e diziam que eu estava bonita. Eu estava doente. Muito.

Um ponto sobre a depressão. Não se trata de uma tristeza profunda. É a ausência total de sentimentos. É sentir um nada avassalador. Um buraco oco. Um vácuo sugando tudo que está em volta. Pense no filme (ou no livro, excelente) “A História Sem Fim”, em que o Nada vai consumindo a Fantasia. Ou pense em uma das melhores expressões literárias da depressão – os “dementadores” que J.K. Rowling criou de forma brilhante na saga Harry Potter.

Comecei a me tratar com um neurologista. Dois anos depois, achei que estava curada. Ou, ao menos, boa – às vezes, tudo que nos resta é administrar a doença. Aprender a conviver com ela. Pedi para começar a desmamar dos remédios tarja preta. A ignorância é uma coisa estúpida. E a prepotência, idem.

Eu me sentia energizada, com aquelas ajudas químicas, para voltar ao mundo, para voltar à vida. Só que ainda me achava um pária, ainda via a festa do outro lado do abismo – ou seja, ainda estava no mesmo lugar de antes. Não tinha resolvido nada. E ainda estava fragilizada. A tal ponto que, ao ouvir alguém importante para mim dizer que eu era uma inútil, eu tentei me matar.

Tomei 19 comprimidos de um ansiolítico. Minha mãe me salvou. Fui parar num pronto-socorro. Me impressiono, ainda hoje, com a falta de coração de alguns médicos que odeiam suicidas. A médica do plantão olhou para mim e disse: “Por que você não deu um tiro na cabeça?” Fui fazer a lavagem estomacal. Havia uma enfermeira furiosa, que parecia querer que eu sofresse. Felizmente cruzei também com uma enfermeira gentil, que teve compaixão por mim. Lavagem estomacal acordada, sem anestesia, é um procedimento que dói muito.

Outros dois anos se passaram até que eu, finalmente, ficasse livre das medicações tarja preta (quase) para sempre. Voltei ao médico que havia me diagnosticado, aos 28 anos, com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Eu o considero um dos melhores psiquiatras da cidade – eu moro em Brasília – porque não saiu me entuchando de remédios apenas para que eu voltasse pedindo mais.

Em 2013, tive uma recaída. Voltei a me sentir oprimida além do ponto que conseguiria suportar sozinha. Voltei para o antidepressivo. Depois de uns 3 meses, fiquei bem de novo. E parei. Ano passado, crise de pânico. Novamente, medicação. Depois, novo desmame. Hoje, tomo só a medicação para o transtorno de humor.

 

Nana Calimeris com o filho Nicolas: "Só superei tudo por que passei e estou aqui escrevendo esse depoimento por causa do amor. Não o amor romântico, de alguém por mim. Mas o amor que sinto pelo meu filho. Foi isso que não me permitiu desistir, que me fez ir adiante".

Nana Calimeris com o filho Nicolas: “Só superei tudo por que passei e estou aqui escrevendo esse depoimento por causa do amor. Não o amor romântico, de alguém por mim. Mas o amor que sinto pelo meu filho. Foi isso que não me permitiu desistir, que me fez ir adiante”.

 

Na primeira crise, meu filho era muito novo. Não sei como isso afetou a cabeça dele. Ele tinha 2 anos. Eu não pude ser para ele a mãe que eu gostaria até ele ter uns 6 anos. No entanto, busquei recuperar o tempo perdido. Nossa relação foi de aproximação. Lógico que ele preferiu minha mãe, por muito tempo. E ao mesmo tempo em que eu era agradecida a ela, pelo suporte de maternidade que oferecia a meu filho, aquilo me matava.

Ele cresceu. E nos tornamos companheiros, cúmplices. Assistíamos TV juntos e toda vez que aparecia uma cena de suicídio, eu desatava a chorar. Até que um dia contei a verdade a ele. Eu estava doente. É meu maior arrependimento na vida. Ele precisava da mãe. E eu não pude estar ali, naquele momento, com ele, da forma como nós dois gostaríamos.

Hoje, aos 15 anos, ele é meu amigo. E essa é uma grande conquista. A condição de rirmos e nos divertirmos juntos. Tenho certeza que ele veio a este mundo para me ensinar as coisas. Eu aprendo muito com ele. Meu filho me deu e me dá todas as ferramentas para superar e suportar coisas que antes me pareciam impossíveis. Trata-se de um amor que não cabe em mim. E esse sentimento cura.

Em paralelo ao meu calvário pessoal, a vida profissional que nunca andou. Recém-formada e doente, sem forças e nem condições de procurar emprego, nem de acreditar nas possibilidades da vida, achando que todo mundo era melhor que eu e que eu nunca seria boa o suficiente para nada, atrasei minha carreira.

Então, as aulas de yoga surgiram. Aprendi as técnicas e, em seguida, passei a ministrá-las. Mas elas não me ofereciam sustento. O neurologista, que cuidava de mim, cortou os remédios quando eu lhe disse que estava dando aulas de yoga. Deu certo. Não trabalhava com yoga por dinheiro, mas por prazer. Para me sustentar, virei secretária em uma escola de música.

Fiquei lá enquanto foi divertido. Voltei para a casa dos meus pais. E continuo minha busca pela vida – tentando encontrar a mim mesma. Não tem sido fácil, mas me sinto renovada e pronta para tocar projetos como o meu blog. Aos 41 anos, estou descobrindo talentos nunca antes explorados. Estou me conhecendo. E vendo que sou criativa, que mexo bem com conteúdo e com marketing. Espero, em breve, me tornar a empreendedora que nasci para ser.

Considero que a yoga me salvou. Aprendi a respirar e a me perceber, a localizar as tensões. A yoga entrou na minha vida quando engravidei e ela tem sido uma importante ferramenta para me tornar uma pessoa melhor – inclusive na relação que travo comigo mesma.

Tudo que passei faz parte mim. Tenho orgulho de cada cicatriz que carrego. Elas me tornaram melhor. Me tornaram quem sou. Meus tombos me fazem querer lutar por um mundo com menos tombos – para mim e para os outros. Os sofrimentos que vivi me fazem querer tornar o mundo um lugar com menos sofrimento, onde todos possamos nos sentir mais acolhidos. Eu seria hoje uma pessoa pior se não tivesse passado por tudo de ruim que vivi.

Para me lembrar da minha luta, e de que ainda não é fácil viver (talvez nunca vá ser), e para não esquecer que é possível viver, e buscar a felicidade, eu abracei o projeto Ponto e Vírgula, criado por Amy Bleuel, que quis homenagear seu pai tatuando o símbolo de ponto e vírgula e criou o projeto para ajudar outras pessoas, que estivesem lutando contra depressão, transtornos psiquiátricos e que sobreviveram a tentativas de suicídio. Amy cunhou a frase: “Minha história ainda não acabou”. Pode ser que para você soe óbvio. Mas, acredite, para mim, e para muitos, é um mantra.

Fiz uma tatuagem para me lembrar de quão forte eu sou. Meu pai estava hospitalizado, eu lhe fazia companhia, e pedi para ele traduzir a frase da Amy para o grego. Ele disse: “por que você não tatua ‘Minha história não tem fim’”? Achei genial. Meu ponto é um coração e a vírgula, uma asa. A frase tem quatro significados para mim: uma homenagem ao meu pai, por estar em grego; uma lembrança de um dos livros que mais amo, “História Sem Fim”, de Michael Ende; o fato de que sou uma escritora e o fato de que eu ainda tenho muito o que viver. Minha vida começa agora. A cada novo dia.

Só superei tudo por que passei e estou aqui escrevendo esse depoimento por causa do amor. Não o amor romântico, de alguém por mim. Mas o amor que sinto pelo meu filho. Foi isso que não me permitiu desistir, que me fez ir adiante.

Infelizmente, nem todo mundo consegue superar sua dor. Alguns decidem acabar com ela e acabar consigo. A cada morte voluntária, a cada um que se vai, eu lamento. Nunca mais consegui assistir um filme do Robin Williams. Toda vez que assisto o documentário “Boy, Interrupted”, de Dana Perry, as lágrimas me escorrem pelo rosto, do início ao fim.

Rezo todos os dias para que pessoas como eu encontrem o que lhes falta. Ou que não desistam da busca nem desistam de si. Quem decide morrer não o faz por falta de amor à vida, mas porque o sofrimento se torna em determinado ponto tão imenso e tão profundo que a única saída parece ser a morte. Eu descobri que não é. Que há outras saídas. Mesmo assim, continua sendo difícil, às vezes.

 

Nana Calimeris, 41 anos, é professora de yoga e escritora, autora do livro “Cidade dos Anjos”, ainda inédito. Você pode encomendar o livro a ela e também segui-la em seu blog. Nana criou no Facebook o grupo secreto “Sou Transtornado, sim!”, para pessoas que precisem desabafar suas dores, livres de julgamentos. Você é bem-vindo.

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