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Ricardo Zaninotto era nervoso, estourado, centralizador. No auge do estresse, foi salvo pela receita jiu-jítsu + meditação

- 6 de janeiro de 2017
Ricardo: "Quando você está tranquilo, ouve em vez de tentar impor as coisas"
Ricardo: "Quando você está tranquilo, ouve em vez de tentar impor as coisas"

 

 

A responsabilidade de gerenciar um negócio com centenas de funcionários e milhares de clientes pode cobrar um alto preço. Na saúde mental e física de um indivíduo. Foi essa a experiência do empresário paulistano Ricardo Zaninotto, 47 anos. Líder em um grupo com 3 mil colaboradores, Ricardo está à frente de uma empresa de suprimento de escritórios e informática onde ele gerencia cerca de 600 pessoas. É preciso equilíbrio para enfrentar esse desafio sem abrir mão do próprio bem-estar, e alguns anos atrás essa balança começou a se desequilibrar.

“Chegava cedo e saía tarde, dormia pouco e passava o dia todo pensando apenas em negócios”, diz Ricardo, que chegou a pesar 99 quilos. “Eu era um cara extremamente nervoso, estourado com todos. Era centralizador.” Ele passou cerca de dez anos nesse ritmo que, aos poucos, foi consumindo sua saúde. Além do sobrepeso, Ricardo passou a utilizar calmantes e remédios para dormir todos os dias. “Foi um momento de pico de estresse”, relembra.

Nesse momento, ele percebeu que algo precisava mudar. Foi por recomendação do amigo e professor de artes marciais Fernando Belatto que ele iniciou os ajustes necessários em sua rotina. Ricardo começou jiu-jitsu e meditação por meio da prática O Despertar do Guerreiro Interno (O-DGI), criada por Fernando sob orientação do mestre espiritual e líder humanitário Sri Prem Baba. O O-DGI ajuda seus praticantes, por meio de posturas, exercícios de equilíbrio corporal e da própria arte marcial, a se estabelecer em um centro interior de paz e serenidade.

Ricardo diz que, aos poucos, começou a sentir os efeitos da prática em seu estado de saúde física e mental. E esses frutos começaram a se espalhar pela sua rotina no trabalho e no cotidiano em geral. “Fui obtendo mais equilíbrio, calma, e isso ajudou no meu dia-a-dia”, diz. “Na hora que os problemas vinham, passei a respirar mais, me manter no centro, fortalecer a presença.”

“A prática do jiu-jitsu traz o respeito, a humildade do tatame, a aceitação de que uma determinada situação não pode ser mudada. Se você está num golpe, às vezes tem que bater para não desmaiar ou se machucar. Isso mudou o meu comportamento, e tem mudado nos últimos anos.”

Atualmente com 75 quilos, Ricardo pratica o jiu-jitsu uma vez por semana. Mas ele não parou por aí. Ampliou seu regime de exercícios e práticas esportivas radicalmente. “Faço pilates duas vezes por semana, ginástica funcional também duas vezes e crossfit todos os dias, inclusive de sábado”, diz Ricardo. “Usei a válvula do esporte para me acalmar. É algo que me deixa bem. Com o tempo, me ajudou a delegar mais coisas, transferir responsabilidades.”

As mudanças internas de Ricardo impactaram até a estrutura da empresa. “Hoje tenho mais papel de acionista do que de executivo. Refiz todo o quadro direcional da empresa. Os diretores tocam, baseados em uma meritocracia, mas agora é muito mais compartilhado do que antes.”

Ele acredita que a prática, principalmente da meditação e do silêncio, trouxe a ele uma maior consciência. “A arte marcial também traz um respeito ao outro independente de quem é o praticante. Junto a isso, a meditação faz com que você se aproxime daqueles que estão abaixo na hierarquia. Isso traz melhorias à equipe, que se sente empoderada. Hoje as pessoas se aproximam mais. Quando você está tranquilo, ouve em vez de tentar impor as coisas. Do contrário, você se isola. Ainda mais se está no topo.” Ricardo procura meditar todos os dias. “Eu acordo às 5:30 da manhã e faço meus cinco ou dez minutos de meditação. Se estou nervoso na empresa, vou até uma salinha, me fecho lá, faço meus dez minutos de silêncio e volto para continuar a batalha.”

Para Ricardo, o atual desafio é manter a prática constante. “Todo dia vai haver problemas. Não só na empresa, mas também na família. E a prática melhora também sua conversa com esposa, filhos e familiares. É preciso ter a resiliência para continuar. Se você deixar que o dia o tome, volta tudo. Não tem jeito.”

 

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