SPONSORS:

Verbete Draft: o que é Sustentabilidade Digital

- 11 de outubro de 2017
Segundo estudo do Greenpeace, o setor de TI consome em torno de 7% da eletricidade global. A Sustentabilidade Digital prevê a substituição desse tipo de energia por fontes renováveis.
Segundo estudo do Greenpeace, o setor de TI consome em torno de 7% da eletricidade global. A Sustentabilidade Digital prevê a substituição desse tipo de energia por fontes renováveis.

Continuamos a série que explica as principais palavras do vocabulário dos empreendedores da nova economia. São termos e expressões que você precisa saber: seja para conhecer as novas ferramentas que vão impulsionar seus negócios ou para te ajudar a falar a mesma língua de mentores e investidores. O verbete de hoje é…

SUSTENTABILIDADE DIGITAL

 

O que acham que é: Aplicativos para smartphones e tablets sobre Sustentabilidade em geral.

O que realmente é: Sustentabilidade Digital é um conceito que define estudos, planejamentos  e práticas que visam a substituição, por empresas de tecnologia, de energias poluentes (principalmente as que emitem dióxido de carbono) por fontes renováveis como a eólica e a solar.

Não é muito comum pensarmos nisso mas todo tipo de navegação online (redes sociais, Netflix, e-mail etc.), tem algo físico por trás: milhares e milhares de servidores de computadores, responsáveis por armazenar os dados que compõem a internet. O que os alimenta, em sua grande maioria, é a eletricidade proveniente de fontes de combustíveis fósseis como o carvão e o gás natural. Por todo lugar, mesmo na nuvem, deixamos (sujas) pegadas digitais. Mas esta é uma explicação resumida. O jornal inglês The Guardian publicou um texto em 2015 detalhando esse processo, inclusive com gráficos (link em Para saber mais).

O estudo Clicking Clean: Who is Winning the Race to Build a Green Internet, do Greenpeace, publicado este ano, estima que o setor de TI (Tecnologia da Informação) consuma, aproximadamente, 7% da eletricidade global. Na versão de 2014 desse estudo, esse número era 2% que, para se ter uma ideia, é a mesma porcentagem do gasto de eletricidade da indústria aeronáutica (pense na gigantesca quantidade de aviões do tipo Boeing que voam todo dia).

De acordo com Guilherme Pereira, coordenador do curso de MBA em Business Innovation e Head of Corporate Innovation da FIAP, a questão da Sustentabilidade Digital tem dois focos: a parte física, como produtos e logística, por exemplo, e a parte digital, relativa a datacenters, infraestrutura e outros. “Nos últimos anos, com o aumento exponencial da necessidade de infraestrutura para a operação de serviços tecnológicos, as atenções se voltaram aos enormes datacenters com gigantescas demandas por energia.”

Quem inventou: Não existe um inventor mas o Greenpeace é uma das organizações mais empenhadas na questão e tem desafiado grandes empresas de TI a renovarem suas fontes.

Quando foi inventado: Não há uma data específica. O conceito está diretamente relacionado à Exponencialidade (exponential growth, em inglês), termo utilizado para definir a velocidade ultra acelerada com que as tecnologias têm evoluído nas últimas décadas e o efeito que causam na sociedade.

O Greenpeace começou a comparar o desempenho energético do setor de TI em 2009.

Para que serve: Para preservar as energias não renováveis do planeta e minimizar (ou até evitar) o impacto das mudanças climáticas como o aumento da temperatura global.

Fábio Henrique Zanella Moura, professor de Informática da Escola Técnica Estadual (Etec) Antonio Devisate, de Marília, e coordenador do projeto ReciclaEtec, diz que dentre algumas vantagens do uso de energias renováveis estão o fato de causarem menos impacto ambiental, serem inesgotáveis em relação à escala humana e oferecerem menos riscos à saúde dos trabalhadores.”

Quem usa: Facebook, Apple e Google foram os que primeiro assumiram compromissos de transformar 100% de sua fonte de energia em renovável.

Pereira conta que a Apple inseriu no design de seu novo campus uma diretriz de autossuficiência energética. “Todo o telhado do complexo é feito de placas solares e a água da chuva é captada, tornando o complexo 100% movido à energia solar. Isto ajuda na criação de processos de negócio com baixo índice de carbono, um dos indicadores importantes quando falamos de Sustentabilidade Digital.”

O estudo já citado do Greenpeace revela que quase 20 empresas, dentre elas Adobe, Amazon Web Services (AWS), Etsy, Hewlett Packard Enterprise e Microsoft, estão engajadas na substituição de suas fontes energéticas.

Efeitos colaterais: A curto prazo, necessidade de investimento na transformação da infraestrutura. “Mas os custos das energias renováveis têm sido drasticamente reduzidos nos últimos anos, alcançando grau de competitividade frente a outras fontes”, diz Pereira.

Quem é contra: De acordo com Moura, são contra a Sustentabilidade Digital empresas que lucram com o desperdício. “Isso por não se preocuparem com o meio ambiente e estarem focadas somente em vantagens para si mesmas.”

 

Para saber mais

1) Leia, no The Guardian, Can the digital revolution be environmentally sustainable? O texto conta sobre o comprometimento do jornal com a Sustentabilidade Digital, explicando todo o processo em que (e como) isso acontece.

2) Leia, no New York Times, Power, Pollution and the Internet. Escrito em 2012, o texto vai ainda mais para trás e conta as primeiras mudanças feitas por algumas grandes empresas mundiais de TI rumo à Sustentabilidade Digital

3) Leia, no Futurism, It’s Time to Start Thinking About Our Digital Carbon Footprint. O texto explica o tema dentro de um contexto bastante amplo e fala sobre preocupações e soluções para o problema.

 

Veja também:

“Profissionais de marketing que não contribuírem com os resultados do negócio estarão mortos amanhã”

- 30 de setembro de 2015
Fabrício Guimarães: "Está incomodado com a carreira e com a profissão? Está na hora de transformar esse sentimento em ação. Hora de ressignificar os papeis da comunicação e da publicidade. Se não fizermos isso, alguém o fará por nós."