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Verbete Draft: o que é Coach

- 21 de setembro de 2016
O Coach não é terapeuta, não é um palpiteiro e não é qualquer um que pode exercer a função. Entenda o serviço e conheça as premissas e técnicas de desenvolvimento humano que este profissional usa.
O Coach não é terapeuta, não é um palpiteiro e não é qualquer um que pode exercer a função. Entenda o serviço e conheça as premissas e técnicas de desenvolvimento humano que este profissional usa.

Continuamos a série que explica as principais palavras do vocabulário dos empreendedores da nova economia. São termos e expressões que você precisa saber: seja para conhecer as novas ferramentas que vão impulsionar seus negócios ou para te ajudar a falar a mesma língua de mentores e investidores. O verbete de hoje é…

COACH

O que acham que é: O técnico de futebol americano.

O que realmente é: Coach é o profissional que oferece a um cliente ou aprendiz, no caso chamado de coachee, um processo denominado Coaching que tem como objetivo explorar potenciais, descobrir sonhos, desenvolver metas e superar desafios. Segundo a palestrante, mentora e Master Coach Tami Saito, o Coach utiliza metodologias, técnicas e ferramentas de desenvolvimento humano nesse processo de desenvolvimento. “O Coach é um profissional que faz uma formação. O caminho tradicional é ter certificação em Coaching, seguido de uma certificação em Coaching Master, que é um upgrade.”

Saito conta que existem diversos caminhos para se especializar como um Coach já que hoje a profissão tem formas diversificadas de atuação, não só a individual, como por exemplo Coaching em grupo e Lidercoach, coaching, entre outras. “O primeiro passo para uma especialização relevante é o Coach já ter sido coachee. Minha experiência mostra que um Coach que possui um Coach pessoal ou profissional, que investe em si mesmo, tem mais segurança, empatia e desenvolve melhor os processos com seus clientes.”

Segundo Danilo Porto, Coach de Carreira e Transição da Caliper, o Coach apoia o coachee por meio de conversas de desenvolvimento a fim de criar comprometimento com um plano de ação na direção do alcance de seus objetivos mais relevantes. “As diferentes metodologias de processos de Coaching têm como pilar principal o emprego de perguntas poderosas, que visam elevar o grau de autoconhecimento e o acesso a uma criatividade potencial. São focadas no presente e no futuro e auxiliam o coachee na descoberta ou na construção de sua própria fórmula para aumentar a probabilidade de conquista de suas metas.”

Mônica Barroso, professora, coach e curadora de programas na The School of Life Brasil, diz que o processo de Coaching é baseado em uma pergunta que reflete uma meta específica a ser trabalhada ao longo das sessões e que o número de sessões varia de acordo com o perfil do coachee e da meta estabelecida. “É um processo com começo, meio e fim, ao contrário da terapia que pode ser algo longo e contínuo.” Outras diferenças, ainda segundo ela, entre Coaching e terapia é que o primeiro foca na ação e no futuro enquanto a segunda foca em traumas emocionais e analisa o passado.

O coach geralmente trabalha fazendo entre 8 e 12 sessões, que duram de 1h a 1h30 com o coachee. A remuneração varia, mas o valor médio de mercado é de 500 reais por sessão.

Quem inventou: O americano Timothy Gallwey, tenista e treinador profissional do esporte, é creditado como precursor da técnica, primeiramente aplicada a esportistas. Ele então desenvolveu o conceito ampliando para a área profissional em geral. É autor do livro The Inner Game of Tennis: The Classic Guide to the Mental Side of Peak Performance que também tem uma edição brasileira.

Já o termo Coach, segundo Barroso, remete a uma cidade húngara de Kocs, onde foi o inventado o coche (carruagem), veículo destinado a levar uma pessoa de um lugar de origem para um lugar de destino. “Foi depois incorporado ao mundo dos esportes e designa o papel de professor, treinador, preparador ou técnico como conhecemos.”

Quando foi inventado: Na década de 1970. O livro foi lançado em 1974.

Para que serve: Para, por meio do processo de Coaching e, assim, ajudar o coachee a descobrir a si mesmo, suas forças e limitações para criar seu próprio plano de sucesso. Porto diz que a essência do Coach está em apoiar todo e qualquer tipo de objetivo que um coachee queira alcançar. “No entanto, as utilizações mais comuns, no Brasil e atualmente, são desenvolvimento de competências de liderança; desenvolvimento de competências de comunicação e relacionamento interpessoal; desenvolvimento de inteligência emocional; escolha de profissão e carreira; transição de carreira; equilíbrio e progresso financeiro; equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e melhoria de saúde e bem estar.”

Quem usa: “Pessoas que buscam apoio em seu caminho de autodesenvolvimento, seja pessoal ou profissional e organizações de diversos tipos, como empresas e ONGs, que buscam apoiar seus colaboradores em sua performance e em seu alinhamento indivíduo-organização”, diz Barroso. Alguns exemplos são Leroy Merlin, Banco Santander, Swift, Saint Gobain e ESPM.

Efeitos colaterais: Há o risco de o cliente não evoluir em relação ao seu objetivo. “O que vale a pena ressaltar é que existe, atualmente, uma oferta vasta de formação em Coaching e, em função disso, também cursos de má qualidade”, diz Barroso.

Quem é contra: Barroso diz que os programas de formação de Coach são relativamente curtos se comparados a cursos de graduação e, por isso, existe uma mentalidade negativa de que qualquer um pode ser tornar Coach. “Na verdade, o que conta, é a escola formadora ser qualificada e credenciada à entidades como a International Coaching Federation (ICF) e o Coach dedicado à sua prática com volume de horas de atendimento que o referenciem.”

Para saber mais:
1) Leia, na CNBC Make it., Ex-Google career coach reveals the biggest mistake she sees people make. O texto dá dicas de Jenny Blake, cocriadora do programa Google’s Career Guru e ajudou, na empresa, mais de mil pessoas.
2) Leia, na Forbes, How To Coach The Uncoachable sobre o trabalho do Coach com pessoas das mais variadas personalidades, ideias e interesses em um mesmo ambiente.
3) Leia, na Business Insider, 5 insights from a classic leadership book by an executive coach who’s helped over 150 CEOs. Quem dá as dicas é Marshall Goldsmith já esteve diversas vezes na lista de influenciadores Thinkers50.

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