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Verbete Draft: o que é eWallet

- 6 de dezembro de 2017
O pagamento é feito por proximidade, e um smartphone pode ser sua nova carteira. Conheça a tecnologia que pode mudar de vez a nossa relação com o dinheiro físico — seja ele de papel ou de plástico, já que até o cartão ficará obsoleto (imagem: reprodução Samsung).
O pagamento é feito por proximidade, e um smartphone pode ser sua nova carteira. Conheça a tecnologia que pode mudar de vez a nossa relação com o dinheiro físico — seja ele de papel ou de plástico, já que até o cartão ficará obsoleto (imagem: reprodução Samsung).

Continuamos a série que explica as principais palavras do vocabulário dos empreendedores da nova economia. São termos e expressões que você precisa saber: seja para conhecer as novas ferramentas que vão impulsionar seus negócios ou para te ajudar a falar a mesma língua de mentores e investidores. O verbete de hoje é…

E-WALLET

O que acham que é: Local onde se guarda criptomoeda.

O que realmente é: eWallet (ou Digital Wallet) é o nome do sistema que permite ao usuário fazer transações bancárias apenas aproximando seu smartphone, ou um outro device do tipo, (como relógio, por exemplo) de um terminal (a “maquininha”) no ato da compra. A palavra wallet (carteira, em inglês) é menos um trocadilho e mais uma previsão: a tendência é que no futuro as pessoas não carreguem mais dinheiro ou cartões, apenas o celular.

Segundo César Torres Fernandes, professor das Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatecs), Ipiranga e São Bernardo do Campo, as eWallets têm, essencialmente, a mesma funcionalidade de uma carteira física. “Em vez de retirar o seu cartão débito ou crédito para realizar uma transação financeira no ponto de venda, a pessoa usa seu dispositivo móvel.”

Para ter uma eWallet, é preciso baixar um ou mais aplicativos e neles cadastrar seus dados bancários, de cartão de crédito (que serão criptografados) ou, ainda, inserir créditos. Além disso, é fundamental que seu smartphone tenha chip NFC, sigla de Near Field Communication (Comunicação de Campo Próximo, em português). NFC é uma tecnologia de radiofrequência utilizada para transferência de dados sem fio, assim como Wi-Fi e Bluetooth. A diferença entre os três é a distância em que isso acontece: na NFC é preciso que dois dispositivos estejam encostados ou separados por, no máximo, 10 centímetros. No Bluetooth e no Wi-Fi as distâncias podem ser bem maiores.

De acordo com Henrique Poyatos, coordenador pedagógico de EAD e professor dos cursos de graduação e MBA da FIAP, as eWallets podem ser consideradas uma evolução de sistemas de pagamentos eletrônicos. “Por ser um mercado muito interessante e em ascensão, as fabricantes de celulares já desenvolveram sistemas que permitEm este tipo de pagamento, como o Samsung Pay”, afirma.

Quem inventou: Não há inventor. A partir do surgimento da internet, os meios de pagamento foram se transformando e abrindo possibilidades até então impensáveis, como fazer compras (nacionais e internacionais) dos mais variados produtos e serviços online. Outra novidade foi, mais tarde, o surgimento do PayPal e também das criptomoedas. Hoje, são as eWallets que estão em evidência.

Quando foi inventado: As primeiras eWallets lançadas no mercado foram o Google Wallet, em 2011, e o Apple Pay, em 2014.

Para que serve: Em geral, para transações financeiras rápidas e seguras (em função da criptografia), além de dispensar o uso da carteira, o que é uma conveniência e também uma segurança. Fernandes diz que, com as eWallets, as empresas de produtos e serviços ficam protegidas contra fraudes: “Além disso, ganham rapidez no atendimento e oferecem novas opções de formas de pagamento aos clientes”.

Para Poyatos, a disseminação da tecnologia pode ser muito útil para promover a inclusão bancária. “Uma eWallet é mais rápida e menos burocrática do que possuir uma conta no banco, algo que quase metade dos brasileiros não tem”, diz.

Quem usa: Em uma ponta, usuários de devices com a tecnologia NFC e apps de eWallet. Na outra, comércios equipados com terminais de empresas que podem ser operadoras de cartão de crédito — como Visa (Visa Checkout) e Mastercard (MasterPass), que já funcionam no Brasil —, ou sistemas como o Google Wallet e o Android Play, ambos da Google. O Android Pay pode ser usado no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal, além de comércios como Casa do Pão de Queijo, Kalunga, DrogaRaia, Drogasil, Rei do Mate, Carrefour e Hering. Samsung Pay e Apple Pay ainda não estão disponíveis no Brasil.

Efeitos colaterais: Há o risco de acontecerem falhas operacionais. Segundo Poyatos, eWallet depende de tecnologias que podem nos deixar na mão em alguns momentos. “É a mesma dificuldade que pode acontecer quando o sistema da máquina de cartão de crédito está fora do ar”, diz.

Quem é contra: Até o momento, não há. Fernandes diz que o Banco Central considera que o serviço de carteira eletrônica digital não oferece risco financeiro. “Não há circulação de dinheiro dentro do sistema, que é um agregador de produtos de pagamento em uma interface eletrônica, possibilitando ao usuário realizar transações com riscos apenas operacionais”, afirma.

Para saber mais:
1) Leia, no Entrepreneur, How Digital Wallets and Mobile Payments Are Evolving and What It Means for You. O texto começa pessimista mas logo dá dados de crescimento e explica as Digital Wallets no contexto atual.
2) Leia, na Business Insider, The mobile payments report: Market forecasts, consumer trends, and the barriers and benefits that will influence adoption. Um dos dados do texto: até 2020, o volume de eWallets chegará a 503 bilhões de dólares nos Estados Unidos e será e utilizado por 56% da população.

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A Near Field Communication é essencial para sistemas de pagamento como o SamsungPay.