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A beleza das espécies dos rios amazônicos inspira as criações em serigrafia de uma marca autoral de Belém. Conheça a Rio Piriá

Dani Rosolen - 25 mar 2025
Bandeira da marca paraense Rio Piriá.
Dani Rosolen - 25 mar 2025
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O Piriá é um rio de Nova Esperança do Piriá, cidade no interior do Pará. Rio Piriá também é o nome de uma marca autoral de Belém fundada pelo casal Leonardo Botelho, 30, e Pedro Pinagé, 25.

A empresa vende ecobags, camisetas, toalhas e outros produtos que retratam em serigrafia a fauna das espécies nativas dos rios amazônicos, como arraias, jacundás, piabas, pirarucus e tambaquis. 

Os criadores da Rio Piriá expõem seus produtos todos os domingos na Praça da República, em Belém, e em duas lojas parceiras da cidade (Ygarapé e a Beirando), e também enviam para outras cidades e estados. 

Recentemente, a marca ganhou destaque ao ser selecionada, com outros quatro negócios, para receber um investimento do projeto Negócio Raiz e participar de uma imersão em São Paulo. A iniciativa da Aliança Empreendedora, com suporte da Youth Business International (YBI) e financiamento da The Standard Chartered Foundation, capacita e acelera o microempreendedorismo de bioeconomia da região Norte e Nordeste do país. Pedro comenta sobre sua experiência com o projeto:

“Ter participado do Negócio Raiz elevou a nossa autoestima, fez a gente acreditar no potencial da Rio Piriá. Os aprendizados que tivemos com a capacitação da Aliança Empreendedora nos trouxeram conhecimento e domínio de gestão, da parte financeira e de organização de produção, coisas que antes a gente não tinha”

A seguir, a dupla compartilha um pouco de suas jornadas com a Rio Piriá e a proposta dos seus produtos:

De onde surgiu a ideia da marca, que tem como base a serigrafia?
LEONARDO: Bom, a ideia da Rio Piriá surgiu a partir do curso livre de estamparia em serigrafia que nós fizemos no Curro Velho, uma instituição da Fundação Cultural do Pará. Mas antes mesmo de entrar no mundo da serigrafia, já produzíamos algumas bolsas pequenas pintadas à mão, inspiradas nas plantas e em outras formas.

No momento em que tivemos contato com a serigrafia, descobrimos que a gente poderia melhorar muito a nossa produção e criar uma estamparia com mais qualidade.

Qual foi a inspiração para o nome da marca?
LEONARDO: O nome Rio Piriá surgiu porque eu sou natural de Nova Esperança do Piriá, no interior do Pará, e tenho uma memória afetiva com esse rio.

Quando eu era pequeno, vivia na beira de rio, tomando banho e pescando. Isso quando os rios estavam próprios para banho; hoje em dia os rios, infelizmente, se encontram poluídos no meio das cidades

E ter esse contato com o Piriá fez com que eu criasse as nossas ilustrações, inspiradas nos peixes que eu conhecia dessa época da minha infância.

Como se dá a inspiração e a criação dos desenhos? E como vocês dividem as tarefas?
PEDRO: Os desenhos quem faz é Leonardo, mas antes a gente divide algumas referências. Primeiro, ele cria a ilustração no nanquim, a partir daí eu passo para a serigrafia, faço a matriz, a tela, e a gente vai fazendo as estamparias juntos.

O processo da criação é demorado, porque antes de passar a arte para a serigrafia, precisa deixar a tela curando para colocar tinta. Depois, ainda tem o processo de lavagem.

Já sobre a inspiração dos desenhos, ela vem muito da discussão das nossas referências. Nós também somos observadores de passarinhos, por exemplo, e pretendemos fazer uma arte com várias espécies dessas que a gente cataloga nas nossas observações

Mas os peixes surgem com base nas nossas referências de vida mesmo, do dia a dia, de viagens que a gente faz aqui pelo interior do estado.

Ao retratar espécies típicas da fauna do Pará, pode se dizer que a Rio Piriá ajuda a agitar a bandeira da sustentabilidade? Como vocês veem essa missão?
PEDRO: A sustentabilidade entra no quesito informacional, de educação ambiental. Ao mostrarmos nas nossas estampas essa diversidade da fauna amazônica, trazemos conhecimento sobre essas espécies e a consciência de que é preciso preservá-las. 

LEONARDO: Em relação à sustentabilidade do material utilizado na produção, a gente vai pesquisar agora novas formas, novas tintas, que sejam mais naturais e possíveis de usar na serigrafia.

A COP 30 acontecerá em Belém, em novembro, e a proposta da marca parece estar em sintonia com o evento. Qual a expectativa de vocês?
PEDRO: A gente espera receber um bom volume de pessoas de fora, e aí acho que nossa proposta de valor vai casar muito bem com o evento, então temos uma expectativa de boas vendas e de divulgação da marca.

 

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