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A Incentiv conecta empresas e pessoas para fortalecer a destinação de impostos a projetos culturais

- 28 de agosto de 2019
Com 25 funcionários, a Incentiv cresceu 230% em 2018, captando R$ 5,7 milhões em projetos e alcançando um faturamento de R$ 438 mil. Para este ano, a meta é chegar a R$ 20 milhões captados.
Com 25 funcionários, a Incentiv cresceu 230% em 2018, captando R$ 5,7 milhões em projetos e alcançando um faturamento de R$ 438 mil. Para este ano, a meta é chegar a R$ 20 milhões captados.

A cada ano, são aprovados pelo governo o equivalente a R$ 10 bilhões em projetos que poderiam ser financiados por meio de leis de incentivo fiscal. Porém, cerca de 60% dessas iniciativas não são saem do papel porque não conseguiram captar recursos. Do outro lado, apenas 3,4% das empresas aptas estão utilizando os benefícios fiscais no âmbito federal. E mais: segundo a Receita Federal, R$ 9,3 bilhões em imposto de pessoa física deixam de ser aproveitados todos os anos.

Fundada em 2016, a Incentiv surgiu para fechar essa equação. A taxtech oferece uma solução de ponta a ponta para destinação de impostos, conectando proponentes, empresas e pessoas físicas. Com 40 projetos já apoiados por companhias como Suzano, Algar, Camil, Braskem, CPFL Energia e BASF, a startup captou R$ 5,7 milhões em 2018, com faturamento de R$ 438 mil e crescimento de 230% em relação a 2017.

Formado em Administração pela Universidade Federal de Maringá, Douglas Lopes Nicolau, 29, é o fundador e CEO da Incentiv. Em 2012, ele estava cursando um MBA na USP em Ribeirão Preto quando sua irmã, Thais (hoje sócia e COO da startup), ligou contando que queria tirar do papel um projeto de música erudita.

“Foi então que a gente foi descobrindo que existiam leis de incentivo para os mais diversos públicos: criança e adolescente, terceira idade, pessoa com deficiência, oncologia, esporte e por aí vai. E começamos a entender as dores desse mercado”

A percepção de que há um desconhecimento geral sobre o funcionamento das leis de incentivo foi o gatilho que deu origem à startup.

TIRAR UM PROJETO DE MUSICA ERUDITA DO PAPEL FOI A GÊNESE DO NEGÓCIO

A Lei Rouanet é a mais famosa (e vilipendiada), mas o Brasil tem uma série de leis de incentivo fiscal nas esferas municipal, estadual e federal, com regulamentações e processos distintos. Proponentes precisam buscar a aprovação do Ministério correspondente: por exemplo, um projeto em busca de investimentos que tenha o esporte como forma de inclusão social precisará do aval do Ministério da Cidadania — para isso, deve apresentar documentos e comprovar sua finalidade.

Lá atrás, em 2012, Thais idealizou uma série de concertos em homenagem ao compositor erudito Edmundo Villani Cortes, que era tema do seu doutorado nos Estados Unidos. Para trazer sustentabilidade financeira ao projeto, ela e Douglas foram entender como funcionavam as leis de fomento. Ele lembra:

“Tínhamos muita dificuldade como proponentes. Entender as leis era difícil, era tudo muito burocrático. Existiam soluções isoladas, mas o ecossistema estava desconectado”

A ideia de Thais se materializou no Festival de Música Contemporânea Brasileira, que já está na sétima edição e deu origem a uma produtora de eventos e projetos culturais, a primeira empreitada dos irmãos.

UMA IMERSÃO AJUDOU A VALIDAR O MODELO DE NEGÓCIO

A Incentiv surgiu para conectar esse ecossistema, oferecendo uma solução para o mercado como um todo, conectando o proponente e as empresas ou pessoas físicas.  Douglas conta que eles iniciaram a operação em 2016, com um investimento próprio de cerca de R$ 300 mil. Logo em seguida participaram do programa de aceleração da Startup Farm. “Foram seis semanas de uma imersão super intensa em que a gente conseguiu validar nosso modelo de negócio, criar a proposta de valor e ganhar confiança na nossa ideia”, diz.

O Festival de Música Contemporânea Brasileira (hoje em sua sétima edição) foi o projeto que levou Thais e Douglas à pesquisa sobre leis de incentivo, que deu origem ao negócio.

A partir daí surgiram os primeiros clientes e eles foram aos poucos aprimorando as soluções (a produtora seguiu em paralelo e embora Douglas não esteja mais na operação, ele reconhece que são negócios complementares). A startup oferece para empresas que estejam interessadas em destinar parte do imposto ao patrocínio de projetos socioculturais, o mapeamento de potencial pra ajudar a definir qual lei ela pode usar, como usar, em qual causa investir e quanto investir.

“É uma consultoria completa para fazer um diagnóstico e depois auxiliamos em todas as etapas até o monitoramento do projeto, que engloba a avaliação dos resultados e entender o retorno do investimento”, explica.

UM BANCO PRÓPRIO DE PROJETOS AJUDA A “CUSTOMIZAR” A BUSCA

A plataforma tem hoje 181 projetos cadastrados, somando um portfólio de mais de R$ 120 milhões e 1 460 usuários ativos. Douglas explica que os projetos disponibilizados já passaram por toda uma auditoria e estão aptos para a captação.

Ele conta que a pesquisa é mais fácil em relação às leis federais, pois as informações estão todas online. A Incentiv, porém, tem seu próprio banco de projetos.

“Se a empresa quiser, por exemplo, [apoiar] um projeto de empoderamento feminino no interior de Goiás aprovado pela lei estadual, a gente consegue fazer esse mapeamento, identificar os projetos aprovados, avaliar os que fazem sentido e entrar em contato”

A Incentiv também atua em todas as etapas junto aos proponentes (ou seja, quem desenvolve os projetos e busca recursos para a execução): auxilia na construção da proposta de valor, na elaboração das contrapartidas e na captação do recurso.

A CONSULTORIA É GRATUITA (MAS HÁ UM SERVIÇO OFERECIDO À PARTE)

Há ainda uma solução para quem quer, como pessoa física (e sem custo), redirecionar impostos nas esferas das leis municipais e federais. Pela plataforma, é possível buscar iniciativas, fazer a doação online e acompanhar o andamento dos projetos incentivados.

“De acordo com a Receita Federal, 12,5 milhões de brasileiros declaram o imposto de renda no modelo completo e poderiam doar parte do imposto, mas não fazem isso. Quando construímos a Incentiv, não queríamos deixar a pessoa física de fora”

Segundo o empreendedor, mesmo a consultoria às empresas é gratuita, pelo menos no seu modelo mais básico. A intenção seria quebrar a ideia de que as companhias interessadas em utilizar leis de incentivo precisariam investir alto só para entender as possibilidades do mecanismo de fomento.

“O serviço de captação é legalmente previsto com a média de 5% a 10% do valor do projeto. A gente recebe ‘no sucesso’: se captar o recurso, recebemos; caso contrário, não tem custo algum, a gente recebe diretamente via projeto”, diz Douglas.

O cliente pode monitorar e acompanhar os resultados qualitativos do projeto de forma gratuita pela plataforma; para ter acesso a um dashboard com indicadores de sucesso customizados, há um serviço à parte que varia de R$ 1.000 a R$ 2.500

UM “MAPA DAS LEIS DE INCENTIVO” PARA AJUDAR A MUDAR A CULTURA DE DOAÇÃO

Questionado sobre qual seria o maior desafio da Incentiv hoje, Douglas tem a resposta na ponta da língua: mudar a cultura de doação do brasileiro.

“Não temos este hábito. A Incentiv acredita que é possível mudar isso levando informação sobre as leis de incentivo, mostrando os caminhos e facilitando as doações”

Para isso, a empresa planeja lançar um mapa das leis de incentivo, desenvolvido a partir de um prêmio de inovação recebido no fim do ano passado (por meio de um edital do SESI/SENAI).

Douglas explica que esse mapeamento será a base de conhecimento para o desenvolvimento de uma calculadora de potencial, ferramenta em que as empresas e pessoas físicas vão poder informar quanto pagam de imposto e automaticamente irá mostrar quais leis podem usar, quanto investir e quais causas poderão ajudar.

“São duas ferramentas atreladas, uma para gerar base de conhecimento e a outra para facilitar esse cálculo do potencial.”

EM BREVE, UMA FERRAMENTA PARA GESTÃO DE CAMPANHAS DE ENGAJAMENTO

Em 2017, a Incentiv recebeu um investimento de R$ 1 milhão da Harvard Angels, que entrou como investidor líder e engajou a Anjos do Brasil e a Insper Angels para co-investirem. O capital permitiu que a empresa conseguisse focar no desenvolvimento de novas funções na plataforma e na expansão do time. Hoje há 25 funcionários (além de três novos sócios).

Neste ano, a meta é chegar a R$ 20 milhões captados para projetos sociais, com um faturamento de R$ 1 milhão. Para 2020, a startup pretende lançar uma ferramenta focada na gestão de campanhas de engajamento, permitindo que multiplicadores — como associações, conselhos de classe e mesmo empresas — potencializem seus esforços de comunicação.

“Dessa forma, queremos conectar professores com projetos que acontecem dentro das escolas e universidades, médicos com projetos de saúde, atletas com projetos esportivos, colaboradores de empresas de tecnologia com projetos de formação de jovens para o mercado de trabalho”, diz Douglas. “Queremos conectar o indivíduo com a causa em que acredita e permitir que faça o direcionamento de seus impostos para um projeto com o qual se identifica.”

 

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DRAFT CARD

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  • Projeto: Incentiv
  • O que faz: Conecta empresas e pessoas interessadas a doar seus impostos a proponentes de projetos culturais aprovados por leis de incentivo.
  • Sócio(s): Diego Bartolo, Douglas Lopes, Eloren Cassimiro Andreani, Gisele Bueno, Thais Nicolau e Wellington Andreoli.
  • Funcionários: 25
  • Sede: São Paulo
  • Início das atividades: 2016
  • Investimento inicial: R$ 300 mil
  • Faturamento: R$ 438 mil (2018)
  • Contato: [email protected]
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