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A Peça Piloto comercializa matérias-primas da indústria têxtil para pequenos produtores

- 4 de junho de 2018

Nome:
Peça Piloto.

O que faz:
É um marketplace de comercialização de peças-piloto e de matérias-primas provenientes da indústria têxtil (tecidos, zíper, linhas, botões e aviamentos) para pequenos pequenos produtores como artesãos, designers, estilistas, e estudantes de moda.

Que problema resolve:
Para o confeccionista, a plataforma capitaliza recursos parados. Para o pequeno produtor, há a possibilidade de ter acesso a materiais disponíveis exclusivamente à grande indústria e em quantidades menores.

O que a torna especial:
Segundo os sócios, o negócio consegue diminuir o problema das grandes confecções que possuem excedentes de tecidos em pequenas quantidades para a indústria, mas muitas vezes, suficiente para o pequeno produtor. O que, ainda de acordo com eles, ajuda no desenvolvimento de pequenos negócios e torna a cadeia produtiva mais sustentável.

Modelo de negócio:
O próprio confeccionista fotografa e precifica seu produto no site e os pequenos produtores podem realizar as compras. A Peça Piloto fica com 20% do valor de todas as transações feitas por seu intermédio.

Fundação:
Março de 2017.

Sócios:
Sabrina Kim — Fundadora
Fabio Liu— Designer Gráfico

Perfil dos fundadores:

Sabrina Kim — 36 anos, São Paulo (SP) — é formada em Arquitetura e Urbanismo pela USP. Trabalhou na Editora Abril (Manequim, Capricho, Estlio, Contigo, Criativa). Fundou a Solenzara (varejo de roupas femininas) e a Sapatos da Sá (sapatos feitos a mão e sob encomenda).

Fabio Liu — 38 anos, São Paulo (SP) — é formado em Arquitetura e Urbanismo pela USP e mestre em Design e Arquitetura pela mesma instituição. Trabalhou no escritório Vicente Gil Design e Arquitetura e é sócio-proprietário da Graphorama Ilustração e Design.

Como surgiu:
Sabrina fala que por causa da sua loja de varejo de roupas costumava visitar várias confecções. Além disso, como tem familiares que atuam no atacado de vestuário feminino, ela afirma que via muitos pedaços de tecidos de boa qualidade, com acabamentos e estampas exclusivas parados. “Se eles tinham materiais e peças piloto (a primeira peça que é feita antes de ela entrar em produção e que não tem valor comercial) parados, imaginei quantos confeccionistas não teriam?” Por outro lado, ela conta que via pequenas confecções ou autônomos que poderiam usar esses materiais para fabricar seus produtos e agregar valor a eles. Segundo ela, foi assim que percebeu que poderia fazer a ligação entre esses negócios e começou a planejar o que seria a Peça Piloto.

Estágio atual:
A plataforma conta, no momento, com três confeccionistas e dez compradores.

Aceleração:
Está em busca de aceleração.

Investimento recebido:
O negócio recebeu 21 mil reais do Edital de Economia Criativa ProAC, da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo.

Necessidade de investimento:
Os sócios buscam captar 35 mil reais para criar um aplicativo.

Mercado e concorrentes:
“Vemos oportunidades, pois as confecções estão fabricando peças com mais variedades. Essas sobras podem ser comercializadas na plataforma, chegando a pequenos produtores, que por sua vez, conseguem diversificar seus produtos, tornando-os mais competitivos no mercado”, diz Sabrina. Ela aponta como concorrentes as fábricas que vendem retalhos diretamente para esses pequenos produtores.

Maiores desafios:
“Trazer mais compradores e consumidores para a nossa plataforma, aumentando o tráfego do site”, fala a fundadora.

Faturamento:
Não informado.

Previsão de break-even:
Julho de 2019.

Visão de futuro:
“Não temos o objetivo de acabar com o impacto gerado pelas confecções, mas acreditamos que podemos tornar a cadeia produtiva mais sustentável e otimizada”, afirma Sabrina.

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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