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A RSU Brasil transforma rejeitos em energia renovável

- 11 de janeiro de 2019

Nome:
RSU Brasil.

O que faz:
Com uma tecnologia própria, que leva em conta o conceito de lixo inteligente, a empresa transforma rejeitos em energia renovável.

Que problema resolve:
Ao converter o lixo em biomassa com alto poder calorífico, a empresa busca resolver, ao mesmo tempo, questões relacionadas ao descarte de resíduos, produção de energia e mudanças climáticas.

O que a torna especial:
Segundo os fundadores, a tecnologia foi desenvolvida para resíduos com alta carga de orgânicos e elevado teor de umidade, que é o caso do lixo brasileiro e de países não desenvolvidos, e pode ser implantada em praticamente qualquer tamanho de cidade.

Modelo de negócio:
A empresa constrói e opera plantas em cidades que contratam seus serviços de tratamento de lixo, recuperação de recicláveis e geração de energia. Uma planta para atender cerca de 120 mil habitantes, por exemplo, tem um custo de implantação de cerca de 16 milhões de reais.

Fundação:
2015.

Sócios:
Verner Washington Cardoso — Cofundador
Antonio Cicero Prado — Cofundador

Perfil dos fundadores:

Verner Washington Cardoso — 46 anos, São Paulo (SP) — é formado em Engenharia Mecânica pela FEI e em Propaganda e Marketing pela ESPM. Trabalhou em empresas como Bedeschi, Redecam, Cemengal, Brasil Cimentos e Unotech.

Antonio Cícero Prado — 62 anos, São Paulo (SP) — é formado em Engenharia Mecânica pelo Mackenziee em Administração de Empresas. Trabalhou em empresas como Unotech, Anpraco, Tecfil e Engesa.

Como surgiu:
Os sócios dizem que já miravam o mercado de resíduos há algum tempo e, com o lançamento do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, começaram a estudar com maior profundidade o assunto. A ideia inicial era buscar um CDR (Combustível Derivado de Resíduos) para utilização na indústria cimenteira, mas antes de definirem a geração de energia como core business, os fundadores tentaram outras soluções, como obtenção de fertilizantes e tijolos para construção a partir da biomassa gerada a partir do lixo, entre outros. Eles construíram uma planta piloto, trabalharam em regime de testes para validar a solução e os produtos finais obtidos a partir do lixo e, hoje, contam que conseguem oferecer ao mercado uma solução muito completa, que abrange praticamente todos os níveis da cadeia de resíduos.

Estágio atual:
A empresa tem uma planta piloto instalada no Centro Universitário das Faculdades Integradas de Ourinhos, no interior de São Paulo, que funciona em regime de testes . Com a seleção da Ambev para participarem do programa de aceleração da AB Inbev, os sócios dizem que viabilizarão o funcionamento em regime normal, tratando lixo equivalente ao de uma cidade de mil habitantes. O negócio também assinou, no final de 2016, um contrato para a instalação de uma unidade em Gravata (PE). Atualmente, a planta está em processo final de licenciamento ambiental, com capacidade, segundo os sócios, para processar o lixo de 120 mil habitantes e gerar 3,5 MWh de energia.

Aceleração:
A RSU foi selecionada pela Ambev para representar o Brasil no programa da aceleradora global de soluções ambientais da AB InBev.

Investimento recebido:
Os sócios investiram 1,5 milhão de reais de recurso próprios para iniciar o projeto e receberão mais 100 mil reais dólares de apoio operacional da aceleradora.

Necessidade de investimento:
Os empreendedores estudam captar mais investimento, mas ainda não definiram o valor.

Mercado e concorrentes:
“Estamos falando de um mercado de 6 bilhões  de reais anuais, apenas no Brasil”, fala Verner. Ele diz que a empresa é a primeira a desenvolver esta tecnologia no país.

Maiores desafios:
“O relacionamento com o setor público é sempre um ponto chave, porque precisamos agir com total transparência, ética e integridade, tanto que uma das nossas primeiras atitudes foi delinear e publicar o nosso Código de Conduta Ética. Além disso, temos um mercado financeiro que passou por momentos de muita incerteza, o que afugentou investidores mesmo para projetos atrativos”, diz Antonio.

Faturamento:
Ainda não fatura.

Previsão de break-even:
De acordo com os sócios, a planta piloto não foi projetada para atender uma demanda que possa gerar caixa para um eventual break-even, mas para possibilitar a comprovação da tecnologia com diferentes tipos de resíduos. “O modelo de negócio da RSU está baseado no retorno sobre o investimento nas plantas construídas para atender larga escala e, nesse caso, a média de payback é de dois anos e meio a três anos para cada planta”, falam os fundadores.

Visão de futuro:
“A tecnologia proprietária da RSU BRasil será referência para o país e para o mundo no tratamento e transformação de resíduos e geração de energia sustentável. Queremos criar o primeiro unicórnio desse segmento”, afirmam os sócios.

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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