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A Vitrine Retail inovou levando a gestão de ações de marketing para o aplicativo

- 27 de fevereiro de 2019
Tiago Vieira, CEO da Vitrine Retail

 

“O varejo é muito dinâmico. Semanalmente você tem diversas mudanças, desde novos preços, uma vitrine nova…. Só que essas orientações acabam indo por e-mail ou WhatsApp. Com esses canais, às vezes uma campanha não chega a ser executada. Não existem métricas e execução, histórico e mensuração de resultado… As redes perdem muitas vendas.”

É assim que Tiago Vieira resume o problema que sua startup se propõe a resolver. Ele é o CEO da Vitrine Retail, que centraliza a gestão de ações de marketing entre a matriz e os dezenas – ou centenas – de pontos de venda de grandes redes varejistas, resolvendo uma velha dor de cabeça do mercado: padronizar ações de marketing e de visual merchandising em lojas espalhadas pelo país.

“A nossa plataforma serve para as áreas de marketing e merchandising controlarem e gerenciarem qualquer comunicação que determine alguma ação física na loja”, diz Tiago. “Desde um cartaz de preço, uma nova campanha até um novo layout.”

Fundada em 2018, a Vitrine Retail é residente do iDEXO, hub de geração de negócios entre grandes empresas e startups. Além de Tiago e seu sócio e líder de desenvolvimento, Laislan Oliveira, o time tem mais oito pessoas, incluindo um CTO [Chief Technology Officer], três desenvolvedores, área de vendas e de sucesso do cliente.

A padronização visual e o layout dos pontos de vendas são preocupações relevantes. Uma pesquisa do Sebrae-SP, de 2017, concluiu que uma boa exposição dos produtos, cuidados com fachada, vitrine, iluminação, layout, etc.) pode alavancar as vendas em até 40%.

Ex-gerente de vendas da Ambev, Tiago vivenciou de perto os gargalos na comunicação com os times dos pontos de venda. Na época, porém, ainda não tinha formado uma percepção clara sobre a oportunidade que existia ali.

A sacada veio mais tarde, quando ele já se lançara empreendedor, à frente de uma empresa que oferecia soluções de intranet mobile. Em uma reunião com a Farm Rio, captou uma queixa de um dos participantes sobre dificuldades no gerenciamento das ações de visual merchandising. Não havia controle para saber se as lojas haviam executado as orientações.

Uma pesquisa posterior, durante um workshop de validação de ideias, mostrou que o problema era generalizado. “Vi que grandes marcas ainda não tinham a ideia de como gerir a área de marketing e comunicação com a loja de forma eficiente.”

Tiago levou a ideia para a Farm, marca feminina carioca, e os convenceu a investir em uma nova ferramenta. Passou duas semanas dentro das lojas acompanhando, com lente de aumento, os processos de gestão de visual merchandising e as dificuldades de comunicação entre a matriz e as lojas. Essa investigação serviu para coletar os insumos que sustentariam o seu MVP (Minimum Viable Product).

Hoje, o app da Vitrine Retail permite controlar todo o fluxo da implementação das campanhas, do momento em que os responsáveis visualizam a tarefa até a finalização da montagem e a confirmação da execução por meio do upload e envio de fotos, vídeos ou PDFs. Além de conferir se as ações de marketing e merchandising foram de fato implementadas, os gestores têm acesso a indicadores de produtividade, agilidade e qualidade de todos os pontos de venda, mensurando o resultado das ações em tempo real.

“Se mando dez tarefas, e a loja executou nove sem ajuste, o índice de qualidade para aquela ação é de 90%”, exemplifica Tiago. O usuário pode mensurar o tempo médio gasto com cada tarefa e ter acesso a rankings e métricas gerados por loja, supervisor, equipe ou grupo.

Funciona assim: primeiro, a matriz cadastra tarefas e conteúdos para os pontos de venda – pode ser desde a implementação de um cartaz, a mudança de uma vitrine, até toda a reorganização interna da loja. O passo seguinte é disparar a ordem para os pontos de venda ou grupos selecionados. Por sua vez, o lojista recebe a tarefa (uma foto ou arquivo com as orientações), indica o início da execução e, por fim, marca a ação como realizada.

A Vitrine Retail atua no modelo SaaS (software-as-a-service) e possibilita aos clientes dois modelos de assinatura, básico e avançado. A venda funciona por meio de dois canais, um próprio com venda direta e outro indireto em parceria com a TOTVS, com vendedores próprios e capacitados para vender a solução ao cliente final.

Além da Farm, que se tornou sua primeira cliente, o portfólio já soma outras grandes marcas de moda e vestuário, como C&A, Centauro e Hering Kids: “Nossos clientes conseguem reduzir pela metade o tempo gasto em trabalhos operacionais e aumentar a velocidade da implementação de layouts nos pontos de vendas de 450 minutos para apenas 45 minutos, ou seja, até dez vezes mais rápido”, explica Tiago. “A Farm, por exemplo, reduziu o tempo de implementação de uma campanha de seis dias para um dia e meio.”

A parceria com a TOTVS (fundadora-mantenedora do iDEXO) é recente, firmada em fevereiro de 2019, e permitiu o acesso à infraestrutura da gigante brasileira de softwares, incluindo profissionais capacitados para auxiliar na adequação da tecnologia para a venda.

“Ter um grande player como a TOTVS como parceiro tem sido muito bom. A TOTVS tem um onboarding técnico com desenvolvedores super experientes, que debulham a sua plataforma inteira”, diz Tiago. Esse “pente-fino” ajudou a dar mais robustez à segurança da ferramenta e permitiu que a startup fosse aprovada na rigorosa análise do grupo C&A, antes de fechar o contrato.

Negociações com outros grandes grupos do varejo estão em andamento. Com poucos meses desde a fundação, a Vitrine Retail já cresceu 250%, segundo Tiago. Agora, ele e a equipe trabalham em novas funcionalidades, como a criação de mais métricas de campanha e a possibilidade de gerar relatórios diários para os usuários do aplicativo. “O objetivo é gerar economia de tempo e produtividade. Atualmente, garantimos aos clientes um compliance de até 95% das ações”, comemora Tiago.

Aos empreendedores iniciantes, o CEO da Vitrine Retail tem a dica na ponta da língua: “Ache um problema que tira alguém do sério para você resolver. Depois, é perder a vergonha e bater na porta do cliente.”

 

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