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Cabelegria: conheça o projeto que já fez mais de 200 crianças com câncer sorrirem

- 25 de junho de 2015
Mylena Duarte e Mariana Robrahn estão a frente da ONG Cabelegria.

“Em menos de dois anos, eu e minha amiga Mylene Duarte já ajudamos a fazer mais de 200 crianças sorrirem. Todas elas passaram, ou ainda passam, pelo desafio de enfrentar um câncer. Para isso, contamos com a ajuda de muita gente, que ao todo doaram 55 mil mechas de cabelo!

Tudo começou em outubro de 2013, depois que uma amiga em comum cortou os cabelos e doou para pessoas em tratamento na Santa Casa de São Paulo. Sabendo disso, começamos a pedir a pessoas próximas que fizessem o mesmo. Como a adesão estava grande, a Mylene decidiu criar um evento no Facebook informando sobre os procedimentos de doação. Em apenas um dia, a página pulou de 700 para 1 700 participantes.

O sucesso nos inspirou a levar o projeto mais a sério. Foi então que criamos a ONG Cabelegria, embora continuemos trabalhando – eu como designer freelancer e a Mylene como babá, nos Estados Unidos. Atualizamos a página da iniciativa diariamente e sempre estamos em contato com pessoas interessadas a doar ou receber perucas.

Em quase dois anos de projetos, foram cerca de 55 mil mechas doadas.

Em quase dois anos de projeto, foram cerca de 55 mil mechas recebidas.

Funciona assim: recebemos as doações pelo correio, repassamos a um casal voluntário que as cadastra e separa as mechas por cor e tamanho. Finalmente, levamos à uma costureira especializada em confeccionar perucas. Cada uma é feita com cerca de cinco mechas. Para doar, basta que elas tenham 20 centímetros de comprimento.

Toda vez que vamos entregar uma peruca ficamos muito emocionadas. Tentamos fazer do momento o mais festivo possível e que as meninas se sintam verdadeiras princesas. Uma história que me marcou foi a da Rafaela, de Campinas (SP). Assim que ela saiu da sala com a tia para colocar a peruca, a mãe dela desabou a chorar. Depois descobrimos que era porque a pequena havia rasgado todas as fotos em que ainda tinha os cabelos. Quando a Rafa voltou, estava radiante! E nós contivemos as lágrimas para dizer o quanto ela estava linda.

A maior dificuldade para manter o projeto é fabricar as perucas, pois o trabalho de confecção é voluntário. O ideal seria termos recursos para contratar uma costureira em tempo integral e entregar muito mais perucas. A longo prazo, nosso sonho é ter unidades em várias cidades, para que os pacientes possam escolher os cabelos de mentirinha que mais gostarem.”

 

Mariana Robrahn, 25 anos, é designer e vive em São Paulo (SP)

 

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