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Celulares, jovens e classe média: conheça agora o futuro do e-commerce no Brasil

- 30 de novembro de 2018
Felipe Mendes, da GfK: "Todo mundo já está atento ao mobile, mas é importante refletir sobre a melhor ação a ser tomada"

É fato que o comércio eletrônico brasileiro vem crescendo ano a ano – o que justifica qualquer entusiasmo com o futuro. Dados da Ebit, agência especializada em pesquisas sobre o mercado digital, apontam para um crescimento de 12% em 2018 em relação ao ano passado, atingindo um total de R$ 53,4 bilhões em vendas. E qual o próximo passo? De onde virá o crescimento do e-commerce brasileiro? Em palestra no Fórum E-commerce Brasil, o maior evento do setor na América Latina, que ocorreu em agosto em SãoPaulo, Felipe Mendes, diretor geral da GfK, empresa de estudos de mercado de origem alemã, deu a sua resposta para essa pergunta.

O executivo citou três pontos importantes: mobile, público jovem e a classe média. “Todo mundo já está atento ao mobile, mas é importante refletir sobre a melhor ação a ser tomada, principalmente quando o empreendedor não pode investir em tudo ao mesmo tempo”, disse Mendes. “Será que desenvolver um aplicativo exclusivo para sua loja faz sentido?”, provoca. “Se a compra não for recorrente, talvez o cliente não mantenha o app no celular, então pode ser melhor ter um site responsivo, com navegação mais confortável no mobile”, exemplifica.

Hoje, as compras por celular já representam 32% dos pedidos, segundo a ebit. No primeiro semestre de 2018, 17,4 milhões de pedidos foram realizados por meio de smartphones ou tablets, movimentando cerca de R$ 6,7 bilhões, alta nominal de 30% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Andre Povoleri Caiaffa, gerente de planejamento e processos do Mercado Pago Brasil, reforça que não só para finalizar a compra o mobile é relevante:

“Muitos consumidores pesquisam no celular e acabam comprando no desktop”, diz. “É comum a pessoa fazer a busca ao longo do dia, enquanto está na rua, e concluir a compra quando chega em casa”, completa Felipe.

O segundo ponto mencionado pelo diretor da GfK e que deve impulsionar o crescimento do e-commerce é o público jovem. E, mais uma vez, se todos já sabem da importância desse target, a discussão é justamente como atendê-lo bem.

“De forma geral, é um público que gosta de ser mimado, de ser agradecido, e é um lado que as empresas nem sempre investem”, afirma Felipe. André complementa dizendo que, para os mais jovens, não há diferença entre on e off-line. “Eles pesquisam na web o que é tendência, acham onde tem o que querem e compram na loja física, se for o caso”, diz ele citando um exemplo.

As classes média e média-baixa são outro grupo impulsionador do crescimento do comércio eletrônico. É um público que pode gerar muitas oportunidades se o lojista souber atendê-lo bem. “É um grupo que, aos poucos, está entrando no mercado de e-commerce. São sensíveis a preço e buscam uma parcela de compra que caiba no orçamento”, diz Andre. Por isso, a dica do executivo é usar o preço como atrativo para esse consumidor. Épocas promocionais, como a Black Friday, podem ser uma oportunidade de atrair esse perfil de cliente para conhecer a loja e fideliza-lo.

Rafael, da GfK, cita a dificuldade de as classes média e média-baixa pagarem com cartão de crédito, já que muitas vezes o limite é baixo e está ocupado com compras feitas anteriormente. “Se aproximar de bancos e meios de pagamento que oferecem melhor taxa de aprovação pode ser interessante nesse caso”, diz Rafael. “Muitas vezes a compra é negada por falta de histórico de compra”, explica.

Além da taxa de aprovação, André cita a importância de oferecer um processo de checkout sem fricção, facilitando a vida do consumidor, pois para quem está pouco familiarizado com a compra online, qualquer barreira pode gerar a desistência da compra. Por fim, sempre relevante checar a robustez do parceiro de meios de pagamento, para garantir qualidade e segurança. “A solução precisa ser sólida para oferecer um serviço adequado ao modelo de negócio do varejista”, diz Andre.

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