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Como deixar o emprego para abraçar seu empreendimento?

- 29 de agosto de 2019
Os negócios estão indo bem! Agora você não consegue decidir se larga o emprego formal para se dedicar integralmente ao negócio. Se identificou?

Se você está lendo este texto, é porque provavelmente está passando (ou prestes a passar) por uma transição importante: a de se transformar no o seu próprio patrão. Muitas pessoas começam um empreendimento enquanto ainda têm carteira assinada e, com o crescimento do negócio, querem se dedicar integralmente a ele. Mas aí vem um medo: largar o emprego.

Esse é um receio saudável e necessário. Não existe uma fórmula mágica ou garantia de sucesso que indique o momento certo de deixar o trabalho com carteira assinada para empreender. Tudo isso depende, quase exclusivamente, do próprio empreendedor. Mas na falta da fórmula mágica, conversamos com três empreendedoras que já passaram por essa trajetória. E, com a ajuda de Patricia Zuccari, especialista em pequenos negócios e consultora do Sebrae (SP), separamos as melhores dicas para te ajudar. Vamos nessa?

1. Quem é você e o que você quer?

Todas as dicas que separamos são importantes, mas, se tivermos que escolher a principal, é esta. Antes mesmo de saber se existe um melhor momento de largar o emprego para tocar seu empreendimento, é essencial que você saiba se é isso mesmo que quer fazer (mesmo que já esteja fazendo). Afinal, é uma das decisões mais importantes da sua vida, especialmente se o seu emprego é do tipo que não tem volta (caso você seja concursado, por exemplo).

Então pare tudo, tire um tempo para estar só consigo mesmo e em paz com sua consciência e pergunte-se: “quem sou eu, quem quero ser e o que (realmente) quero fazer?”

Se as respostas indicarem que você quer mesmo seguir com seu empreendimento, então é altamente provável que você realmente precise largar o seu emprego mais cedo ou mais tarde. E lembre-se: ao contrário de um emprego tradicional, o empreendimento não tem a garantia do salário previsível todo mês, nem 13º, nem a mesma regra para férias ou para os horários de trabalho. A decisão permanece? Ok. Acostume-se, portanto, com essa realidade e acalme-se. Você acaba de definir seu mindset (a palavra da moda significa “mentalidade”). Agora, sim, é hora de saber se este momento de transição já chegou.

Dica: se você não estiver seguro da decisão, avalie se não prefere o contrário: largar o empreendimento para continuar no emprego atual e ter mais tempo livre. Converse com familiares, amigos e conselheiros para te ajudar a decidir. E tenha sempre em mente que, para ser bem sucedido num empreendimento, é necessário ter paixão pelo negócio. Seu empreendimento é a sua maneira de mudar o mundo.

“Não acredito em uma fórmula. O que mais vai determinar o momento da transição é saber se você pessoalmente está disposto a enfrentar os altos e baixos do empreender, se está disposto a se organizar, a se dedicar para que o seu negócio aconteça. Isso é o mais importante. E medo faz parte do processo. O momento ideal é quando você se sente à vontade com essa ideia, mesmo com a insegurança que essa decisão acompanha.”
— Ju Amora, artista que cria banquetas de madeira

“O mais complicado para mim foi ter coragem de largar uma carreira que estava indo bem por uma totalmente incerta. Precisei fazer alguns exercícios de autoconhecimento e conversar com meu namorado na época, pois ele já tinha tido empresa e aquilo me ajudava a entender meus pensamentos. Ele me disse: ‘Se você vai começar uma empresa e quer crescer rápido, precisa estar pensando nisso o dia inteiro, se dedicar 100%’. Foi isso que decidi fazer.”
— Jessica Blanco, da Meg & Meg, loja de artigos de papelaria

 

2. Calcule o timing

Enquanto algumas pessoas se encantam com o desafio do empreendimento e ficam ansiosas para largar logo o emprego, outras dependem de um sólido sentimento de segurança e da maior garantia possível de que tudo vai dar certo. O caminho para cada um desses dois tipos de pessoa será, portanto, diferente. Mas é necessário que ambas busquem o equilíbrio.

Se a ansiedade é grande e você abandona seu emprego antes da hora, pode não ter fôlego (financeiro, organizacional e de outros tipos) para tocar o empreendimento. Por outro lado, se o medo de arriscar é maior e você mantém a atenção dividida por um tempo muito grande, seu empreendimento pode não avançar na velocidade necessária e acabar falhando também.

Então, qual é o melhor momento? Simples: assim que você tiver concluído as metas necessárias. Sim, você precisa de metas. Quem vai defini-las é você mesmo, com base na sua própria situação, nos seus planos e, como percebeu, na sua personalidade. Lembre-se de buscar o equilíbrio.

Dica: Se for mesmo sair do trabalho, procure manter as portas abertas. Não seja arrogante ou desrespeite seu chefe. Empreendimentos têm seus riscos e, ainda que não seja seu plano atual, um dia você pode querer voltar ao emprego, ou contar com uma indicação do chefe para outra vaga.

“Eu pedi demissão do meu antigo emprego antes de começar a Meg & Meg. Mas, até ter coragem para fazer isso, fiquei fermentando a ideia da loja por cerca de dois anos, então algumas vezes eu chegava do trabalho bem tarde, começava um curso online às 23h e ficava muito empolgada imaginando que um dia aquilo poderia se tornar realidade.”
— Jessica Blanco, da Meg & Meg, loja de artigos de papelaria

“Nos meus últimos anos trabalhando em escritório, comecei um hobby. Eu não tinha intenção de vender, mas um dia postei uma foto de uma das peças no Instagram e recebi uma mensagem de alguém que queria comprar. No início, fazia vendas para pessoas próximas. Depois resolvi investir, mas não tinha tempo. Conciliei o emprego no escritório com a Picoteria. A empresa ainda não caminhava sozinha, então eu não tinha coragem de sair do emprego. É um trabalho de formiguinha, e o começo é bem difícil. Tem que ir aos poucos e não desanimar.”
— Viviane Bressan, da Picoteria, loja de artigos de crochê

 

3. Analise como você usa suas horas

Como anda o seu tempo? Se você tem um emprego formal e está usando todas as suas horas livres para se dedicar ao seu negócio, achando que elas não são suficientes, esse é um sinal claro de que há um conflito nessa dupla jornada. Se o seu rendimento (seja no emprego, no empreendimento ou em ambos) está prejudicado, esse sinal é ainda mais forte. E, se você estiver vivendo esse momento, não é preciso nem perguntar como está seu tempo para você e para sua família… Claramente, você precisa ajustar sua rotina.

Antes de mais nada, faça um bom planejamento para gerenciar melhor o seu tempo e conciliar melhor essas esferas. Você vai precisar disso para fazer a transição da melhor maneira. E, quando concluir a transição, vai precisar refazer esse planejamento para a dedicação integral ao empreendimento funcionar com eficiência.

Dica: a probabilidade de sucesso de um empreendimento está diretamente relacionada à dedicação que ele recebe do empreendedor. Delegar funções é importante, mas não delegue a sua própria função de administrador, ou o empreendimento não vai se desenvolver como você gostaria. Determine o tempo que você vai dedicar ao operacional, comercial e financeiro do seu negócio, para que todas as áreas da empresa recebam atenção e prosperem.

“Houve momentos que pensei em desistir. Mas eu vi a evolução, notei que estava crescendo aos poucos e continuei. Comecei a divulgar na internet, impulsionar publicação, pessoas de fora começaram a me conhecer. Comecei a atingir novos públicos. Tem que ter paciência.”
— Viviane Bressan, da Picoteria, loja de artigos de crochê

“Se eu puder dar uma dica, seria a de montar um cronograma com metas para seus lançamentos e objetivos financeiros, por menores que sejam. Isso vai te trazer motivação para que as coisas aconteçam mais rápido.”
— Jessica Blanco, da Meg & Meg, loja de artigos de papelaria

 

4. Prepare o bolso

A principal preocupação de quem pensa em largar o emprego costuma ser o salário, que deixa de chegar todo mês. Por isso é necessário poupar dinheiro com antecedência e ter o suficiente para se manter enquanto o empreendimento se aquece.

A maneira mais simples de fazer isso é calcular com quantos meses de salário você sentiria segurança o suficiente para largar o emprego e tocar o negócio.

Isso depende de você, do seu negócio e da sua família, mas, de um modo geral, os especialistas recomendam uma reserva equivalente a cerca de seis meses do seu salário atual. Alternativamente, você pode calcular o valor da reserva mensal com base na sua média atual de gastos, em vez do valor do salário. Mais uma opção, se você tiver disciplina e vontade, é reduzir temporariamente seu padrão de gastos para precisar de menos dinheiro. O importante é você ter dinheiro para se manter nos primeiros meses, até que o empreendimento comece a dar lucro suficiente.

“Algo que acho muito importante é guardar uma grana para se sustentar por um ano sem depender do seu novo negócio. Pode parecer muito difícil mas só assim você vai conseguir usar o dinheiro que a nova empresa gerar para fazer ela mesma crescer. Quando eu saí do meu antigo emprego, cortei radicalmente gastos que não eram essenciais. Parei de comer fora, fiz meus trajetos a pé e de transporte público, dava apenas lembrancinhas de presente de aniversário para amigos e parentes.”
— Jessica Blanco, da Meg & Meg, loja de artigos de papelaria

“Enquanto você tem um emprego, pode comprar aos poucos o material que precisa para tocar a empresa. Eu fiz assim. Comprei a maioria dos materiais para a Picoteria quando ainda estava empregada. Quando fui demitida após uma reestruturação da empresa, recebi as verbas rescisórias e pensei que, ali, havia uma oportunidade para me dedicar 100% à Picoteria. Ter um fundo de reserva me deu uma garantia para entrar de cabeça no empreendimento.”
— Viviane Bressan, da Picoteria, loja de artigos de crochê

 

5. Faça um bom plano

Para ter um plano de negócios que te deixe confiante para tocar sua empresa, você vai precisar analisar o mercado, dimensionar o tamanho da sua equipe, investimentos, faturamento, gastos fixos e variáveis e outros fatores. Você pode ainda polir o seu pitch de vendas para atrair investidores-anjos ou mesmo decidir pegar um empréstimo, para poupar tempo, desde que faça isso com consciência, para que tenha condições de pagá-lo quando chegar a hora. É ideal que esse planejamento trace previsões pessimistas e otimistas, para que você possa acompanhar em que cenário estará atuando e ajustar os passos seguintes.

Se seu negócio já está funcionando e você ainda não preparou o seu plano, precisa tirar o atraso. Mas não se desespere, que tem um lado bom: você já conhece o negócio melhor do que quem ainda não começou. Ah! E não se esqueça de determinar suas metas e indicadores, pois é com esses dados que você vai poder avaliar o desempenho da empresa e nortear as tomadas de decisões.

“Nem sempre você tem o dinheiro ou a possibilidade de abrir uma loja física. No começo, eu fazia minhas peças na sala de casa. Foi turbulento, porque acaba misturando a vida pessoal com a profissional. Quando pude, separei um quarto na minha casa e montei meu ateliê. É preciso começar pequeno para não dar um passo maior que a perna. Montar um espaço dentro de casa é o ideal.”
— Viviane Bressan, da Picoteria, loja de artigos de crochê

“Com dedicação total ao projeto e com uma certa urgência para fazer tudo acontecer, é preciso sair da zona de conforto e buscar alternativas para que mais pessoas te conheçam. Fui até entregar panfleto em porta de universidade nos primeiros meses da Meg & Meg. Três anos depois, uma cliente comentou no Instagram que tinha me conhecido dessa forma. Até chorei!”
— Jessica Blanco, da Meg & Meg, loja de artigos de papelaria

 

6. Invista no seu desenvolvimento

O seu empreendimento é o resultado dos seus esforços. Por isso, para aprimorar o negócio, você precisa desenvolver a si mesmo. Se não pôde fazer isso antes, pelo menos faça em paralelo.

Para prosperar, você precisa entender um mínimo de administração, finanças, gestão de pessoas, planejamento estratégico e, claro, como usar melhor as plataformas sociais.

Alternativamente, busque sócios que entendam de áreas que complementem as suas, ou terceirize as atividades que você considerar secundárias. E reserve um tempo na agenda para esses assuntos que ajudem na sua formação (como você está fazendo agora!). E não se esqueça de trocar ideias com pessoas que tenham algo a acrescentar, para saber que você não está sozinho nessa jornada.

Dica: além de ler textos como este, você pode fazer cursos pela internet. Aqui mesmo você tem acesso ao Facebook Blueprint, para saber coisas como quando anunciar no Facebook e no Instagram.

 

7. Ouça quem está por perto

Um negócio é feito de pessoas. É por isso que é importante você mesmo liderar seu empreendimento, como já dissemos acima. E é por isso que é importante, também, ter apoio da família. Embora os solteiros tenham vantagens, os casados também têm as suas, quando a família está disposta a ajudar.

Os primeiros meses de um empreendimento (ou os primeiros meses após largar o emprego) são tempos de sacrifício não apenas para o empreendedor, mas também para as pessoas próximas dele. Por isso, todos precisam estar alinhados e preparados para enfrentar juntos o desafio.

Se ainda houver uma hesitação grande dentro de casa, talvez não seja o momento certo de fazer a transição. Por isso, é importante sentar e conversar. Algumas decisões são tomadas em conjunto e o empreendedor precisa saber lidar com isso também.

 

8. Marque presença online

Se você iniciou um empreendimento enquanto ainda está trabalhando, são grandes as chances de ter feito isso utilizando Facebook e Instagram para divulgar seus produtos ou serviços, como fizeram vários participantes do evento Impulsione com Facebook. Aproveite e use os recursos que essas plataformas oferecem para acompanhar suas vendas, o alcance dos seus anúncios, as opiniões dos seus clientes e todos os demais indicativos que podem ser úteis para avaliar o sucesso do seu negócio e o potencial de expansão, além de indicar os ajustes necessários.

Ferramentas como Facebook, Instagram e WhatsApp Business são um bom caminho para ajudar na prospecção de novos clientes e fidelização dos atuais, especialmente enquanto você ainda estiver fazendo dupla jornada. Assim você consegue aproveitar melhor os horários que não interferem no emprego atual.

 

 

“Antes só as grandes empresas conseguiam ter algum destaque, pois tinham grana para investir em propaganda e publicidade em revistas e jornais de grande circulação. Hoje, conseguimos romper com isso. Através das redes sociais, conseguimos aparecer, pois o que é relevante é o conteúdo apresentado, e não necessariamente o dinheiro para investir em publicidade.” — Ju Amora, artista que cria banquetas de madeira

 

“Facebook, Instagram e WhatsApp juntos são muito poderosos e podem ser usados de formas bem diferentes. Eu foco minha comunicação sempre no Instagram e uso o máximo do que a rede oferece: faço Stories quase todos os dias, produzo fotos legais que servem de inspiração sobre como usar o produto, Enquetes, Lives, respondo perguntas. Até criei gifs exclusivos da Meg para que as clientes pudessem usar nos stories delas.” — Jessica Blanco, da Meg & Meg, loja de artigos de papelaria (Foto: Talita Chaves)

 

“É legal mostrar para as pessoas que tem um ser humano ali atrás, produzindo as peças e atendendo. Esse contato próximo faz o cliente se sentir seguro. Para mim, são plataformas completas, que me atendem 100%. Todas as minhas vendas são feitas pelo Instagram e pelo Facebook.” — Viviane Bressan, da Picoteria, loja de artigos de crochê

 

Com participação especial de três #MakersOfInstagram: Jessica Blanco, da Meg & Meg; Ju Amora, a própria; e Viviane Bressan, da Picoteria.

 

O post original desta publicação está aqui. O Facebook Para Empresas quer orientar e empoderar micro, pequenos e médios empreendedores no Brasil. Você pode conhecer mais acessando facebook.com/business, a Página Facebook Para Empresas ou o brand channel do Facebook no site do Draft.

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