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Empreendedor nato, Bruno Dias transformou seu talento para organizar festas em um negócio

- 1 de agosto de 2018
Bruno Dias: "Nasci empreendedor. Basicamente, quis ter meu próprio negócio desde a época de escola" (foto: Maurício Nahas).

Bruno Dias, 36 anos, começou a empreender cedo, quase como um hobby. Aos 20, montou sua primeira empresa, uma loja de roupas. Porém, o que lhe satisfazia de verdade era organizar as festas dos amigos. Em 2008, enquanto estudava branding, ele fazia parte de uma rede de formadores de opinião de São Paulo. Com um bom mailing e uma ideia na cabeça, alugou um castelo na Granja Viana, região nobre de Cotia, na Grande São Paulo, para criar sua própria festa.

Daí em diante, os negócios decolaram: ele abriu o Bar Blá, o Boteco Seu Miagui e foi sócio do restaurante Santovino. De todos os empreendimentos, o mais sólido foi a Haute. Criada em 2009 com Guga Guizelini, Dado Ribeiro e Felipe Aversa, a agência se tornou conhecida por promover festas glamorosas (para o público final e, depois, também eventos corporativos). Sua marca registrada é o badaladíssimo Réveillon de Trancoso, na Bahia.

Em abril de 2017, a Haute se fundiu com sua então concorrente, a Fishfire, gerando assim uma nova empresa: a UMAUMA, uma holding de eventos badalados que promove em média 120 festas ao ano (uma a cada três dias). Clicado em São Paulo para a campanha de lançamento da loja da Oficina (marca do Grupo Reserva prestes a abrir no Shopping Leblon, no Rio), Bruno Dias deu a seguinte entrevista a Phydia de Athayde, editora-chefe do Projeto Draft:

Por que você acha que está na campanha da Oficina?
Estou aqui pela história de empreendedorismo que temos ao longo desses anos.

Qual razão levou você a empreender?
Nasci empreendedor. Basicamente, quis ter meu próprio negócio desde a época de escola. Nem me lembro de um momento em que quis trabalhar para alguém.

Como surgiu a ideia de não ter área VIP nas baladas? E como essa decisão mudou a noite?
Foi muito no começo, na época de agência, em que a gente fazia eventos como hobby, na casa de amigos. Essa foi a essência, nascemos desse jeito e isso foi acontecendo durante a nossa trajetória. A pegada não era não ter área VIP e, sim, todo mundo ser igual entre si, numa festa. Foi assim que começamos a recriar o cenário da noite em São Paulo e, depois, o nacional.

Conte sobre um limão transformado em limonada.
Em eventos, como o nome diz, a gente trabalha com eventualidades o tempo todo. Há um conjunto de situações que potencialmente pode dar errado: o DJ, o som, banheiro, cobertura… São muitos momentos em que você acha que está tudo bem – e as coisas saem do controle. Isso é normal. E quando se faz o evento para o mercado corporativo, a responsabilidade é ainda maior.

A grande lição é ver oportunidades nas dificuldades. Como nesses últimos anos, essa crise que estamos vivendo.

Nosso modelo de negócio acabou sendo até um motivo de crescimento para a agência porque grandes marcas nos olharam como uma oportunidade, até mesmo de mídia.

Você comentou sobre ter que empreender em um cenário de crise. O que significa empreender no Brasil?
Por um lado, muitos podem dizer que é difícil, burocrático, porque tem uma série de itens para você abrir sua empresa, além de taxa de juros alta, ter que arrumar investimento…

Por outro lado, você pode ver uma série de oportunidades se olhar para o lado bom do cenário brasileiro, que está investindo muito em jovens, por exemplo.

Sou um pouco contrário àquela história de que, para empreender, tem que ter dinheiro. Acho que se você tem uma boa ideia e pessoas capazes de tirar isso do papel, não tem como dar errado.

Você fala sobre um jeito diferente de lidar com negócios, em um setor muito volátil, que é o de eventos. O que o país perderia se sua empresa não existisse?
Talvez a alegria, a emoção – tem até um slogan da Haute que é “a fábrica de emoção”.

Em todo evento, a gente busca uma forma de emocionar, seja um cliente final ou a marca corporativa que está por trás. Acho que o público final perderia essa felicidade da festa. E o público corporativo também perderia, porque não teria alguém pensando eventos de um modo novo.

Há alguma frase que lhe dá inspiração, força?
Uma frase de impacto é “Ouse ser você mesmo”. Porque você precisa ser de verdade em tudo – não só nos negócios.

Quais livros você gosta de recomendar?
Gosto muito de ler e tenho lido mais nos últimos anos. O livro do Rony é muito bom, achei bem inspirador o jeito como ele empreende. Tem um livro chamado A terceira medida do sucesso (Arianna Huffington), que mostra como ter sucesso é olhar para o eu, olhar mais para dentro e fazer com que você se sinta bem. Ouse ser você mesmo (Alan Cohen) e O poder do silêncio (Eckhart Tolle) são bons para o autoconhecimento.

Você já pensou em sair do país e empreender no exterior?
Penso, sim, em empreender lá fora. Inclusive, neste ano, faremos dois eventos na Europa. Mas não penso em sair do Brasil para morar fora. Continuo querendo morar em São Paulo, mas acho que existe oportunidade no nosso segmento para empreender em outros países.

De que maneira você reverte para o mundo o que o mundo lhe dá?
Fazemos um dos eventos mais famosos do Brasil, o Réveillon de Trancoso, e lá realizamos um projeto social em uma comunidade. E fazemos não com esse aspecto de “tem que fazer”, mas porque gostamos de Trancoso, achamos bacana fazer algo para a comunidade. Tanto que nem divulgamos: a comunidade fala por si só.

Você tem alguns anos de trajetória como empreendedor. Há algum conselho que você gostaria de ter recebido no começo, e que talvez tivesse lhe ajudado?
Daria um conselho muito mais pelo lado pessoal, que é sobre o autoconhecimento. Porque quando você se conhece, você vai empreender com algo que vai te satisfazer. E quando você empreende com algo que está na sua essência, é muito difícil dar errado.

 

Esta é uma das entrevistas que fazem parte da campanha da Oficina. Conheça a marca e leia o bate-papo com os outros empreendedores

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