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Descubra os segredos da GetNinjas, o maior classificados de serviços online do país

- 28 de outubro de 2014
GetNinjas
Eduardo, o cientista da computação que arregimentou um império de ninjas

No mundo do empreendedorismo, é sabido que uma grande empresa às vezes começa simplesmente com uma bela sacada. Em 2010, o cientista da computação Eduardo L’Hottelier, à época com toda a carreira construída no mercado financeiro, estava louco para fundar a própria empresa. Atento às tendências do mercado, ele pesquisou muito até se dar conta de que existia no Brasil uma grande tendência de e-commerce de produtos, mas nada voltado a serviços.

A situação não era a mesma lá fora, onde existiam sites como o TaskRabbit e o Fiverr. No primeiro, dava para contratar serviços diversos (alguém para passear com o seu cachorro ou para arrumar o seu armário); no segundo, um preço fixo era cobrado por serviços que só podem ser realizados remotamente. Eram duas grandes ideias, mas que precisavam de adaptações para dar certo no Brasil.

“Comprei um protótipo de site criado na Índia, que era o clone de um modelo americano. Eles estavam vendendo por 700 dólares um sistema todo pré-pronto. Não tive dúvidas: fiz algumas modificações e lancei a empresa”, conta Eduardo. Um golpe rápido e certeiro: pode-se dizer que assim surgiu o GetNinjas, o maior site brasileiro de serviços online. O objetivo de seu criador é que as pessoas adquiram cada vez mais o hábito de recorrer a ele quando precisam de mão-de-obra, assim como recorrem ao Mercado Livre quando querem um produto usado.

Uma das primeiras apostas da empresa foi vender serviços virtuais, como o de designers gráficos e profissionais de marketing online. Com seis meses de existência, os fundos de venture capital Monashees Capital e Kaszek Ventures investiram 1,2 milhão de reais na GetNinjas.

“Eu não estava procurando, não achava que esse tipo de investimento era possível no Brasil. Fomos uma das primeiras startups brasileiras a receber esta forma de apoio. Mas 70% do PIB do país vem dos serviços, então há uma discrepância entre o mundo real e o virtual que precisava ser corrigida”, diz Eduardo.

GetNinjas

A GetNinjas tem 30 funcionários — e alguns deles, os mais destacados, são sócios minoritários

De fato, é muito mais fácil vender produtos do que serviços via e-commerce. Uma TV de 39 polegadas é algo muito mais concreto – o cliente sabe o que se vai receber – do que o serviço de um pintor, que pode dar duas demãos de tinta, apenas uma, demorar para fazer o trabalho, manchar o taco do chão. “Este é o grande desafio. E é por isso que ainda não existe nenhum site de serviços do tamanho dos grandes sites de produto”, conta o empreendedor.

Mas, apesar das dificuldades inerentes ao modelo, o GetNinjas cresceu bastante — e nunca parou. O primeiro financiamento permitiu que Eduardo se dedicasse inteiramente ao novo projeto. Ele contratou os primeiros funcionário e iniciou a concretização do grande sistema de classificados online que estava montando. Eles começaram dividindo um escritório e, seis meses depois, quando o time já estava com sete pessoas, alugaram um local próprio “sublocando uma das salas, porque nesta época 3 mil reais faziam muita diferença na nossa vida”, diz.

Na equipe há dois tipos de profissionais principais: os responsáveis pelo desenvolvimento do site e d0 aplicativo — que foi lançado este ano —, e os que cuidam da logística dos serviços e dos contatos com os fornecedores cadastrados. É importante que todos estejam afiados, pois a demanda triplicou nos últimos 12 meses, quando a plataforma saltou de 200 mil para 700 mil usuários, de setembro a setembro.

Este aumento considerável no número de acessos teve um ponto chave interessante. Na fase inicial de qualquer empresa de tecnologia, é preciso fazer muitos testes de aceitação do público para se chegar à melhor versão do produto que se está oferecendo. E neste período podem surgir mudanças cruciais para o sucesso do negócio.

GetNinjas

Jeitão de startup: na GetNinjas não há problema em usar bermuda (nem chinelo!) no trabalho. (E até substâncias muito parecidas com cerveja podem ser encontradas dentro de copos em plena reunião de trabalho…)

“No começo, dávamos autonomia para o cliente escolher o perfil do profissional que contratava. Colocávamos muita informação sobre a pessoa, achando que o usuário iria querer saber tudo sobre iria contratar. Mas ele acabava se perdendo entre o José, o João e o Marcos, que eram às vezes muito parecidos. Quando nós passamos a fazer a escolha por ele – baseados em distância, avaliações e até se usa a mesma operadora de celular – o número de pedidos do site quase quadruplicou”, conta Eduardo.

Dessa forma, o GetNinjas faz uma busca e oferece os cinco profissionais mais indicados para aquele serviço, poupando o usuário de um trabalho a mais. Quatro meses depois desta mudança estratégica, Eduardo lançou a empresa em uma nova rodada de investimentos. Desta vez, a Getninjas recebeu 6 milhões de reais, com a entrada das duas empresas anteriores mais a Companhia Financeira Otto. Hoje, a empresa já tem 30 funcionários e um modelo interessante de participação: dez deles são sócios minoritários da Getninjas.

“Tenho pessoas excepcionais comigo, então é como um benefício o fato de algumas delas se tornarem acionistas. Gente que trabalha duro, pensa a longo prazo e se motiva com períodos desafiadores em vez de se desanimar tem a cara da Getninjas”

No modelo de negócios do site, os profissionais que prestam serviços são cadastrados e pagam uma assinatura pra estarem ali. Os valores são variáveis para as dez categorias de serviço oferecidas. No ramo de obras e reformas, a assinatura mensal é 89 reais, o plano trimestral sai por 219, e o anual, 759 reais. Atualmente, a Getninjas tem 65 mil profissionais cadastrados no site, um número que cresce cerca de 15% ao mês.

“O nosso maior concorrente é o porteiro do prédio, que tem a confiança dos moradores e que indica os serviços mais baratos e de qualidade”, diz. E é assim, concorrendo com o porteiro do prédio, que esta milionária startup de tecnologia se consolida com força no mercado nacional. Os três anos iniciais de uma startup são conhecidos como os piores – e estes ninjas estão chegando ao fim do período, com muitos louros.

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