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Glossário PoupaBrasil: O que é liquidez

- 18 de junho de 2019

A montagem de um portfólio de investimentos exige do poupador uma série de decisões importantes. É preciso avaliar os objetivos com aquela aplicação, identificar seu perfil de risco e escolher cuidadosamente os títulos mais apropriados para a composição da carteira. Há um item adicional, entretanto, que muitas vezes não é levado em consideração pelos investidores e que é primordial no sucesso dessa jornada: a liquidez dos investimentos. Mas o que é, afinal, esse conceito tão importante no universo das finanças pessoais, tão citado e muitas vezes incompreendido?

“Liquidez é a capacidade e a velocidade de um ativo ser transformado em dinheiro”, resume a professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), Liliam Carret.

Liliam explica que há investimentos considerados de “alta” liquidez, a exemplo das ações ou da Caderneta de Poupança, instrumentos que permitem a venda dos títulos ou o saque dos recursos a qualquer momento. Existe, por outro lado, investimentos de “baixa liquidez”. Um exemplo clássico é um imóvel. Como a venda de uma casa ou apartamento pode levar meses ou até anos, a depender das circunstâncias da economia, o proprietário pode encontrar muitas dificuldades para transformar seu ativo em dinheiro. Ou seja, ainda que sejam rentáveis, os imóveis são considerados um investimento de “baixa liquidez”.

A liquidez é um conceito que deve balizar qualquer decisão de investimento. “É preciso sempre adequar o investimento de acordo com suas necessidades”, explica o coordenador da graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Joelson Sampaio.

“Para quem deseja investir e utilizar os recursos no curto prazo, é preciso encontrar investimentos com alta liquidez.”

O especialista alerta, entretanto, que mesmo para os investidores que possuem apenas objetivos de longo prazo, com um portfólio com títulos de baixa liquidez, é recomendável manter em carteira um percentual de ativos com alta liquidez, que podem rapidamente ser transformados em dinheiro em situações de necessidade ou emergência.

Existem três fundamentos importantes que ajudam o investidor a avaliar a liquidez de um título. Um deles é o prazo de carência do investimento, que determina o tempo durante o qual não será possível efetuar o primeiro saque dos recursos. O segundo é o prazo de resgate, medido pelo intervalo de tempo entre a solicitação dos recursos e o depósito do dinheiro em conta. Quanto maior esse prazo, menos líquido é o investimento, e vice-versa.

O terceiro, e não menos importante, é o prazo de vencimento do título – em outras palavras, o período em que é preciso deixar o dinheiro aplicado para conseguir a rentabilidade prometida no momento inicial do investimento. Esse ponto é a principal “pegadinha” de investimentos altamente líquidos.

Isso porque mesmo que as regras prevejam um resgate facilitado, a antecipação dos saques ou da venda dos títulos costuma trazer algum tipo de penalização – ou custo – para o investidor. “Na Poupança, por exemplo, o resgate efetuado antes do período de 30 dias contado a partir do depósito (o chamado “aniversário” da conta) implica na perda da remuneração daquele período”, diz Liliam Carrete.

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