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Herman Bessler, do Templo: o desafio de empreender um negócio – e a própria vida

- 10 de fevereiro de 2015
Herman Bessler, fundador do Templo, o maior espaço de co-working do Rio: mais de mais de 200 residentes desenvolvendo 84 negócios – muitos nascidos ali mesmo, da diversidade e da colaboração
Herman Bessler, fundador do Templo, o maior espaço de co-working do Rio: mais de mais de 200 residentes desenvolvendo 84 negócios – muitos nascidos ali mesmo, da diversidade e da colaboração

Herman Bessler é um dos idealizadores do Templo, o maior espaço de coworking do Rio de Janeiro, e um dos responsáveis por sua gestão. Se não bastasse o desafio administrativo imposto pelo espaço físico – o Templo conta hoje com três casas: duas interligadas no bairro da Gávea, somando 800m², e uma em Botafogo, com 400m² – cabe a Herman e aos seus sócios fazer o gerenciamento dos talentos criativos que coabitam o espaço.

Atualmente, são 200 residentes, de 84 iniciativas diferentes, que atuam nas mais variadas áreas: de design a comunicação e arte, de produção cultural a desenvolvimento de software, de sustentabilidade a tecnologia, passando por gastronomia, turismo e empreendedorismo social.

Essa variedade compõe uma das principais características do Templo: estimular o trabalho colaborativo e o desenvolvimento de uma rede de talentos. “As pequenas agências criativas são maioria e dão o tom à comunidade, mas é da diversidade que surge a riqueza das interações e os novos negócios criados por aqui”, afirma Herman.

Apesar das particularidades de cada iniciativa, é possível identificar nelas alguns pontos fundamentais em comum, definidos por Herman como “o espírito de colaboração, a disposição para criar e participar de novas ideias e iniciativas, e dos desafios profissionais e emocionais que vêm com a tarefa de empreender o próprio negócio e, em última instância, de empreender a própria vida”.

É provável que boa parte dessa afinidade seja resultado do trabalho de curadoria feito pelo Templo. “Os interessados participam de um tour completo na casa, de uma entrevista e preenchem um formulário. A partir daí, fazemos a seleção das iniciativas e das pessoas mais interessantes para integrar a rede. Como entendemos que a comunidade que se cria dentro do espaço é o fator mais determinante para o sucesso dos projetos que crescem e saem daqui, os contratos possuem tempo mínimo de seis meses de permanência”, diz Herman.

Após a aprovação, o desenvolvimento e a interação das novas iniciativas com o espaço e seus coworkers se dão de forma orgânica. Porém, atividades promovidas pelo Templo também contribuem muito para que uma rede de contatos e de trocas vá ganhando forma, de modo mais estruturado, fomentando o desenvolvimento de projetos criativos.

“Nesses dois anos de operação, tivemos muitas iniciativas que buscaram promover a integração entre pessoas e impulsionar os negócios. Oferecemos bolsas e descontos para residentes em cursos ligados a negócios, design e tecnologia. Realizamos palestras e open talks, bem como workshops de capacitação. As trocas e interações são estimuladas pelos grupos de e-mail, Facebook e ferramentas de mapeamento que criamos”, diz Herman. “Além, claro, das atividades sociais e culturais, como os cafés da manhã de networking às segundas-feiras, almoços diários no jardim, happy hours e festas”.

O Templo promove ainda outros eventos e iniciativas pontuais que contribuem para o crescimento e o aprendizado dos empreendedores e de seus negócios, como foi o caso da Desconferência, um projeto de construção colaborativa de soluções, realizada em parceria com a PUC-RJ; a Mozilla Maker Party, realizada no Olabi – braço de inovação do Templo –, bem como as info-sessions de parceiros como a Hult Business School e Universidade de Stanford.

Herman destaca ainda a existência de uma equipe de comunidade no Templo dedicada a promover conexões dentro da rede e a potencializar negócios. “Essa equipe busca sempre novos parceiros que agreguem conhecimentos, benefícios e ferramentas para os espaços e residentes do Templo”.

A estrutura e produtos do Templo são reforçados pelo Olabi, laboratório voltado para makers, que atua no desenvolvimento de projetos paralelos à residência, por meio da apropriação de novas tecnologias. E pelo Journey, programa Internacional do Templo, que promove conexões e busca oferecer uma ponte com os principais ecossistemas empreendedores do mundo.

Para 2015, Herman prevê um ano de consolidação para o modelo do Templo. “Vamos apostar cada vez naquilo que a gente faz melhor: fomentar o ecossistema de empreendedorismo e inovação. Seja no coworking, no Olabi ou no Journey”.

 

DE EMPREENDEDOR PARA EMPREENDEDOR

 

Que apps de produtividade todo empreendedor devia usar?
Depende muito do perfil da sua equipe e das suas áreas de atuação. Eu uso bastante o Trello – aplicando uma metodologia ágil, o app mobile é muito bom também. Gosto do Signals, como extensão do Gmail pra mapear o trabalho com clientes – ele é ótimo pra quem faz atendimento comercial e gestão de parceiros. Como CRM, temos testado o Highrise.

Que sites/perfis de negócios e inovação todo empreendedor devia seguir?
Fast Company, Business Insider, Entrepreneur, Startupi e Tech Crunch já dão uma base legal. E o Draft, é claro!

Que livros de negócio todo empreendedor devia ler?
Os clássicos livros do mundo startup são legais para quem está começando, como o “Running Lean”, de Ash Maurya; “Four Steps to the Epiphany”, de Steve Blank, “Free” e “Long Tail”, de Chris Anderson, etc. Mas acho essencial estar sempre ligado no contexto mais amplo da economia e da sua área. O “The Future of Management”, do Gary Hamel, é incrível. O “The Wisdom of Crowds”, do James Surowiecki é inspirador. “Thinkertoys”, do Michael Michalko é fantástico também na arte de gerar ideias inovadoras.

Que ferramentas (planilhas, softwares, hardwares etc) todo empreendedor deveria ter?
Sou bem enxuto nesse sentido. Vivo com Gmail e Google Drive for Business, Google Agenda e Dropbox para 90% das coisas. Fora isso uso bastante o Excel e o Evernote.

Que eventos de inovação e negócios todo empreendedor deveria frequentar?
No Brasil, a Campus Party anda absoluta nos temas, reunindo muita gente. Pelo mundo são muitos e vale sempre ficar ligado nos grandes como o Tech Crunch Disrupt e nas tendências que pintam no SXSW. O Google Zeitgeist tá sempre cheio de temas e palestras que valem a pena também.

Que softwares você usa no seu computador pessoal?
Uso tudo online com exceção de Excel, VLC, Skype e Chrome. Até o Word eu substitui pelo Google Docs, o iTunes pelo Grooveshark. No Chrome, uso algumas extensões como o Read it Later, Hola.org e Ad Block.

Qual a sua opinião sobre cloud computing?
Toda a minha vida está na nuvem. Meus backups, softwares, minha empresa. Não viveria sem.

Como seria o computador dos seus sonhos?
Nos meus sonhos ele poderia ser ainda mais leve e não se tornar obsoleto a cada dois anos. Além disso, ele poderia ser acessível para todo mundo.

 

AssinaturaHP

Com esta série HP/Intel no Draft, vamos falar das ferramentas e tecnologias usadas pelos inovadores. Do lifestyle e dos novos jeitos de trabalhar dos game changers brasileiros. Dos novos espaços de trabalho e dos novos jeitos de gerir dos nossos makers. Do como pensam e como fazem negócios os empreendedores criativos do país.

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