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“Mochilão” inesquecível: como desbravar o mundo com uma mochila nas costas

- 12 de julho de 2018
Carolina no Egito: livre do câncer desde 2016, ela sentiu que sua vida pedia algo mais

Graduada em Turismo, a santista Carolina Sanovicz, de 28 anos, sempre adorou viajar. Aos 16 anos, passou um ano em intercâmbio na Austrália. Mais tarde, viveu por dois anos e meio na Espanha e em Portugal, onde trabalhou como gerente de hotel.

Seis meses após voltar ao Brasil, Carolina sofreu um baque. Há dois anos, ela vinha acompanhando um nódulo no seio, que os médicos acreditavam ser benigno. Em julho de 2015, porém, soube que estava com câncer de mama.

“Nunca enxerguei o câncer como uma sentença de morte. Acho que por isso foi mais fácil reagir. A noção de que eu poderia morrer mais jovem do que imaginava só me dá mais vontade de viver.”

Essa vontade de viver e conhecer o mundo persistiu durante o pós-operatório da mastectomia total em ambos os seios e os meses de quimioterapia (que a levou a raspar o cabelo). Compartilhar suas experiências nas redes sociais multiplicou o seu número de seguidores, assim como suas forças.

Livre do câncer desde 2016, ela sentiu que sua vida pedia algo mais.

“É difícil ter coragem de viver de acordo com o que acreditamos e construir a vida que realmente nos faz feliz – mas encarar a morte muda isso. Dizem que o maior arrependimento de pessoas em fase terminal é não ter vivido mais, amado mais… Não quero que esses sejam os meus arrependimentos.”

Foi aí que Carolina resolveu se planejar: juntou o dinheiro guardado, vendeu o que tinha, pôs a mochila nas costas e caiu no mundo. Em novembro de 2017, partiu sozinha para Singapura, numa jornada que pretende esticar pelo menos até fevereiro de 2019.

Desde então, rodou o Sudeste Asiático: Malásia, Indonésia, Vietnã, Tailândia, Camboja, Laos, Mianmar… Foi à África, visitando Egito, Etiópia e Tanzânia. Há sete meses na estrada, Carolina conta que já fez dezenas de amigos e quase nunca se sente de fato solitária.

“Todo mês tenho menos dinheiro na minha conta, mas me sinto cada vez mais rica. Tenho amigos e casas de portas abertas para mim em todos os cantos do mundo. Para mim, isso que é luxo e uma vida bem vivida!”

Sem fio, mundo afora

Casados há 15 anos, a jornalista Glau Gasparetto, 42 anos, e o especialista em tecnologia Adriano Dias, 46, viajavam sempre que podiam. Naturais no Paraná, mudaram-se para São Paulo atraídos pelo mercado de trabalho (ele em 1996; ela, em 2003) e, após idas e vindas, ficaram juntos de vez.

Para compensar a atribulada rotina profissional, o casal fazia as férias renderem ao máximo. Dividiam os 30 dias em duas ou três viagens por ano, emendando com feriados prolongados para esticar o passeio.

Entretanto, a cada volta para casa ficava sempre o “gostinho-de-quero-mais”.  “Pensávamos em alternativas para viabilizar o sonho de ter um tempo maior para realizações pessoais – só as férias não eram suficientes”, diz Glau.

A solução foi empreender. Em 2013, com intervalo de meses, eles largaram os empregos para trabalhar em casa, dedicando-se a um negócio próprio em conjunto, uma agência de conteúdo digital.

Glau e Adriano: empreender foi a solução para esticar o tempo disponível para viagens

À frente da empresa, Glau e Adriano entenderam que podiam ditar seu ritmo de trabalho, abrindo mais espaço para as viagens em suas vidas. “Sabíamos que era possível administrar a empresa e trabalhar remotamente”, diz Glau. “Bastava acesso à internet, um computador e comprometimento.”

Desde 2014, Glau e Adriano já visitaram quase 30 países (e registram suas andanças no projeto Vida Wireless). O roteiro depende das promoções de passagens aéreas; a duração varia entre dois e cinco meses por ano – mas eles já chegaram a ficar sete meses fora, em 2015.

Abraçar a viagem como um estilo de vida requer controle de gastos. O casal dá preferência a destinos mais baratos, como Ásia e Leste Europeu, foge de ciladas turísticas e prioriza fazer as refeições “em casa”, durante as viagens. No dia a dia em São Paulo, eles também privilegiam o consumo consciente.

“Não precisamos trocar de carro todo ano, ter centenas de sapatos, comer sempre em restaurantes ou acumular muitos bens”, diz Glau. “Precisamos apenas de dinheiro para pagar as despesas fixas e as nossas viagens.”

900 km em 38 dias

Islândia, Butão, Índia, Nepal, Ilhas Maurício: esses são alguns dos destinos visitados a passeio por Yuki Yokoi nos últimos cinco anos. Pela escolha de países “fora do óbvio”, nem parece que turismo de lazer era uma realidade distante na vida da jornalista, de 37 anos.

Yuki é fluminense, mas vive há nove anos na capital paulista. Até os 30, viajar era algo pouco corriqueiro em sua vida – um hábito que nunca fez parte da rotina de sua família. Ela, porém, tratou de mudar essa realidade a partir do momento em que alcançou sua autonomia financeira.

Um marco dessa reinvenção de si mesma foi trilhar – sozinha – o Caminho de Santiago de Compostela. Em setembro de 2016, Yuki partiu de Saint Jean Pied de Port, no sudoeste da França, rumo à cidade espanhola.

Em média, o caminho francês exige 33 dias, podendo até ser encaixado nos trinta dias regulamentares de férias caso o viajante seja do tipo mais atlético  –  ou, ao contrário, esteja disposto a percorrer trechos do trajeto de ônibus.

Yuki não se encaixava em nenhuma das situações. Em vez disso, combinou no trabalho que juntaria dois meses de férias, acumulando tempo suficiente para a jornada. Outra decisão foi pagar toda a viagem antecipadamente:

“Evito pagamentos a prazo. Gosto de voltar e já planejar a próxima viagem sem ficar me remoendo pelos gastos que estão chegando.”

No caminho de Santiago: Yuki embarcou na jornada para desconectar da rotina

Albergues gratuitos acolhem os peregrinos e oferecem refeições comunitárias ao longo do percurso. Em busca de maior liberdade, a jornalista-andarilha se permitiu um borderô médio de 50 euros por dia, o suficiente para explorar de vez em quando a gastronomia local ou pagar uma pousada quando preciso.

“Uma noite, sem hospedagem disponível ou vontade de andar até a próxima cidade, dormi na praça”, lembra. “Foi uma noite ótima, divertidíssima.”

Novecentos quilômetros depois, com bolhas nos pés e sorriso no rosto, Yuki alcançou Santiago, após 38 dias.

“Para fazer em menos tempo, teria de seguir uma programação à risca. Essa organização fugia a um dos objetivos da viagem, que era me desconectar da vida que eu levava. Não queria repetir a correria do dia a dia normal.”

Desligar-se das obrigações da rotina, dar uma pausa no corre-corre, abrir-se à possibilidade de conhecer o mundo: viagens são sempre ocasiões férteis para experiências transformadoras, daquelas que fazem a vida valer a pena.

Antes de botar a mochila nas costas, é preciso planejamento. A Easynvest é uma plataforma de educação financeira que ajuda você a tomar as rédeas da sua vida financeira e assim conquistar os seus sonhos. No canal do YouTube e no Blog, tem vários vídeos e textos que te ajudam a entender como começar a se planejar, investir e, quem sabe, viabilizar sua próxima viagem!

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