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Monitorar a produção para turbinar a performance: o foco da Trinity Business Solutions

- 31 de outubro de 2018
A Trinity, da esq. à dir.: Matthew Couri (CEO), Ricardo Del Nero (Client Services) e Daniel Mucci (COO)

Imagine conectar à sua produção um aparelho que mede, coleta e processa dados em tempo real – e, por meio de um algoritmo, identifica em que etapa ou etapas sua fábrica está perdendo tempo e dinheiro. Imaginou? Pois é isso que a Trinity Business Solutions oferece a clientes de segmentos variados.

“No Brasil, a forma como medimos a produção é arcaica”, diz Matthew Couri, sócio-fundador da Trinity. “Até percebemos que há algum problema, mas não conseguimos identificá-lo exatamente, nem solucioná-lo.  Ele permanece ali.”

Matthew tem 37 anos, é paulistano filho de norte-americanos e se diz um cara “meio chato”, que gosta das “coisas certas” – o que casa bem com o seu trabalho de esquadrinhar informações e identificar gargalos. Aos 17, ele foi aos Estados Unidos estudar Administração e, em seguida, Direito. Voltou em 2010, empolgado com uma tecnologia que conheceu por lá, um hardware de plug and play (que permite a um aparelho o reconhecimento automático de qualquer outro dispositivo instalado).

“Eu sempre quis empreender, e vi em nosso país uma oportunidade para criar uma versão melhorada desse hardware. Uma versão mais evoluída, adaptada à cultura brasileira e ao futuro”, diz Matthew.

Fundada em 2016, a Trinity combina hardware, software e um time afinado com o conceito de Lean Manufacturing (ou “Manufatura Enxuta”) para captar e analisar dados, identificando entraves e propondo ações para destravar a produtividade, em sintonia com ideia da Indústria 4.0, que prevê um chão de fábrica totalmente automatizado e conectado, agilizando tomadas de decisão.

Assim como a caixa-preta de um avião, a tecnologia da Trinity registra uma série de informações, mensuradas a cada turno de produção.

“Entre os indicadores que captamos estão a quantidade total produzida, a quantidade rejeitada, o tempo em que a linha esteve parada, o tempo em que esteve produzindo, a velocidade média das máquinas…”, diz Matthew, que dá uma ideia do tipo de reação que os dados podem gerar: “Como alternativa para o tempo parado, improdutivo, por exemplo, nós apontamos uma análise das interferências possíveis e buscamos estratégias para atacá-las”.

O objetivo, claro, é incrementar o resultado financeiro dos clientes (entre os quais constam Seara, Marfrig, Brasil Kirin, Açúcar União e Santher Papel e Celulose, entre outros). O pacote mensal de instalação inclui acesso online, em tempo real, aos dados de desempenho e o serviço de monitoramento constante feito pela central da Trinity.

“Quando há algum evento crítico ou algum indicador fora do comum, disparamos alertas para que a equipe do cliente possa atuar imediatamente e corrigir o problema”, conta Matthew.

A métrica universal para se medir o nível de eficácia da linha de produção é o OEE (Overall Equipment Effectiveness), desenvolvida no Japão por Seiichi Nakajima após a Segunda Guerra Mundial, quando o país devastado pelas bombas atômicas viu que precisaria produzir mais com menos recursos.

Os três principais fatores levados em conta pelo OEE são as perdas relativas a disponibilidade (ou seja, o período em que a linha de produção ficou parada ou indisponível), performance (o equipamento foi utilizado muito ou pouco abaixo de sua capacidade máxima?) e qualidade (dentro do total de peças produzidas, quantas efetivamente mantiveram o padrão desejado?).

Hoje, uma fábrica considerada com ótimo percentual global tem OEE acima de 85%, o que indica, por exemplo, que sua linha de produção não parou por mais do que 10% do turno (ou 6 minutos a cada hora), e que a equipe conseguiu rodar a máquina a 95% de sua capacidade ou velocidade máxima.

Para ilustrar a eficiência de sua solução, Matthew cita o Frigorífico Mondelli, que adotou o sistema Trinity há dois anos. Cerca de quatro meses depois da implantação, o OEE já havia decolado de 59% para 89%.

“Na Mondelli, demoravam-se onze horas para completar a produção do dia. Além dos custos tradicionais de energia elétrica, gás, congelamento e vapor, a empresa ainda precisava arcar com hora extra para os funcionários. Hoje, dois anos depois, eles processam a mesma quantidade de antes, mas agora em seis horas, mantendo assim um nível de eficiência constante de 91% de OEE. Os funcionários saem mais cedo e a fábrica é desligada, diminuindo os gastos. Tanto os donos quanto os empregados estão felizes.”

Hoje, a equipe da Trinity tem seis pessoas, divididas em duplas nas áreas comercial, operacional e de gerenciamento. Há quatro meses, depois de um processo que incluiu muitas reuniões, entrevistas sobre metas e motivações e um pitch para uma banca especializada, a empresa foi selecionada para o iDEXO, o hub de desenvolvimento de negócios entre grandes companhias e startups que funciona na sede da TOTVS, uma de suas associadas.

Baseado agora no iDEXO, Matthew fala sobre a experiência, que não tem prazo para terminar:

“Ocupamos o espaço com outras startups de alta tecnologia, e as conversas giram sobre algoritmos de Inteligência Artificial, técnicas de machine learning e criptografia… Há sempre um curso ou palestra voltado a empreendedores, com temas que variam de marketing e vendas a programação. E o iDEXO ainda nos ajuda a avaliar a eficiência e segurança de nosso armazenamento de dados, com especialistas e mentores acompanhando nossa equipe.”

No meio-tempo entre aulas ministradas pela Intel, programas da Hyper Island (a escola sueca de cultura e mindset empreendedor) e até conversas com Laércio Cosentino, fundador e CEO da TOTVS, o time da Trinity aprimora seus processos e especula a criação de um novo hardware:

“Com o protótipo criado no iDEXO e o conhecimento desenvolvido nesse universo, teremos a oportunidade de fabricar um hardware próprio, de baixo custo e monitorado 100% na nuvem”, diz Matthew.

E completa, resumindo sua ambição:

“Nossa intenção é permitir que toda fábrica, especialmente as pequenas e médias, possa se beneficiar da Indústria 4.0.”

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