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O N1 é um “banheiro de bolso” para situações emergenciais e eventos

- 19 de outubro de 2018

Nome:
N1.

O que faz:
Inspirado no termo “número 1” (usado para se referir ao ato de urinar), o N1 é um produto um tanto inusitado. Descartável, é um envelope que se abre como uma carteira e funciona como um “banheiro de bolso”. Por fora, ele é revestido com plástico. Internamente, há uma manta de celulose reciclada, capaz de absorver até um litro de urina.

Que problema resolve:
É útil para situações, especialmente eventos, em que não há estrutura sanitária adequada nem banheiros químicos.

O que a torna especial:
De acordo com os fundadores, o N1 é ecologicamente correto por economizar água. Além disso, eles afirmam que o plástico do produto é tratado com uma resina especial que transforma o resíduo em biomassa, H2O e CO2 em até 24 meses após o uso.

Modelo de negócio:
O produto é vendido em kits. O kit com seis unidades custa de 29,90 reais (masculino) a 34,90 reais (feminino). Já o maior, com 12 unidades, vai de 59,90 reais a 68,90 reais.

Fundação:
2016.

Sócios:
Flávio Marçal Boabaid — CEO
Karla R. W. Boabaid — CFO

Perfil dos fundadores:

Flávio Marçal Boabaid — 58 anos, Criciúma (SC) — é formado em Direito pela UFSC. Trabalhou na AmWay do Brasil e atua como consultor financeiro.

Karla R. W. Boabaid — 50 anos, Porto Alegre (RS) — é formada em Farmácia pela UFSC. Trabalhou na AmWay do Brasil.

Como surgiu:
Flávio conta que a ideia surgiu em 2006, quando se sentiu apertado para ir ao banheiro durante um desfile de carnaval na Marques de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Apenas três anos depois, ele pensou em como poderia elaborar o produto. O primeiro protótipo foi construído em 2012, ano em que ele deu entrada no INPI com o pedido de patente e partiu para as validações do produto, lançado apenas em 2016.

Estágio atual:
O N1 está sediado em Florianópolis e conta com 43 lojas revendedoras do produto. As vendas começaram somente neste ano, pois anteriormente os fundadores cuidaram apenas da divulgação da marca, com participações em eventos como o Iron Man, corridas de rua, shows e o Mundial de Surf em Saquarema (RJ).

Aceleração:
Fez parte do programa Fapesc Tecnova (2015).

Investimento recebido:
O N1 recebeu cerca de 500.000 reais da InovAtiva Brasil (parceira da Fapesc) para o desenvolvimento do produto, além de um aporte de um investidor-anjo, que se tornou sócio, com 10% da empresa.

Necessidade de investimento:
Não busca no momento.

Mercado e concorrentes:
“Nossa solução pode ser um agente que reduza o desperdício de água no planeta, ajudando cidades que têm saneamento básico precário a economizarem este recurso”, fala Flávio. Ele diz que no segmento de eventos, os banheiros químicos são seus concorrentes.

Maiores desafios:
“Como toda inovação, há uma resistência natural ao uso do produto”, afirma o CEO. Além da questão cultural, há também o fato de que o N1 é útil desde que haja um espaço reservado e discreto para o seu uso.

Faturamento:
Cerca de 150 mil reais (previsão para 2018).

Previsão de break-even:
Dezembro de 2018.

Visão de futuro:
“Desejamos que, em eventos, nosso produto possa ser fornecido gratuitamente para os participantes, que os policiais possam usá-lo e que aviões economizem combustível (por carregarem menos água, já que a solução dispensa o líquido) etc”, diz Flávio.

Onde encontrar:
Site
Contato

 

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