É o conjunto de fontes de energia disponíveis para atender a demanda de um determinado local (cidade, estado, país etc.).
Simplificando, a lenha usada para alimentar caldeiras, o combustível que move veículos, a luz solar que alimenta aquecedores e o vento que gira hélices em usinas de eletricidade, dentre outras fontes, compõem a matriz energética.
Basicamente, a matriz energética pode ser dividida entre dois tipos de fontes de energia: as renováveis (hidráulica, eólica, solar, lenha, biomassa etc.) e as não renováveis (petróleo, carvão mineral, gás natural etc.).
Considerando as principais necessidades de energia dos habitantes do planeta, a composição da matriz energética mundial é a seguinte (dados da Agência Internacional de Energia/2019):
• Petróleo e derivados: 31,1%
• Carvão mineral: 27%
• Gás natural: 23%
• Biomassa: 9,3%
• Nuclear: 5%
• Hidráulica: 2,6%
• Outras: 2%
Somando as energias eólica, solar e geotérmica (calor da Terra), listadas entre os 2% de outras fontes à biomassa e à energia hidráulica, observa-se que cerca de 14% das fontes que compõem a matriz energética mundial são renováveis.
Ou seja, mais de 75% da energia do planeta vem de fontes não renováveis, mais poluentes e que potencializam o aquecimento global. Para dar uma ideia do tamanho do problema, a queima de combustíveis fósseis para gerar energia representa 87% das emissões mundiais de CO2.
No Brasil, a composição da matriz energética é diferente – e melhor em termos ambientais (dados do Balanço Energético Nacional/2022):
• Petróleo e derivados: 34,4%
• Derivados de cana-de-açúcar: 16,4%
• Hidráulica: 11%
• Gás natural: 13,3%
• Lenha e carvão vegetal: 8,7%
• Outras renováveis: 8,7%
• Carvão mineral: 5,6%
• Nuclear: 1,3%
• Outras não renováveis: 0,6%
Ao somarmos os percentuais dos derivados de cana, lenha e carvão vegetal, hidráulica e outras fontes renováveis, nota-se que o consumo de energia renovável no Brasil se aproxima de metade da matriz energética nacional (44,7%).
Num contexto de mudanças climáticas, em que o mundo está coordenando esforços para diminuir radicalmente as emissões de gases de efeito estufa (GEE) a fim de frear o aquecimento global e diminuir o impacto socioambiental deste fenômeno, a matriz energética é estratégica.
Um dos mecanismos para isso, é a transição energética, que já explicamos aqui neste glossário. Em resumo, trata-se da substituição de uma matriz energética baseada em combustíveis fósseis (como carvão, petróleo e gás) para uma outra baseada em fontes renováveis.
O objetivo da transição energética é a descarbonização das atividades produtivas humanas a fim de brecar o aumento da temperatura média global e, consequentemente, amenizar as mudanças climáticas e os danos causados por elas.
O Fórum Econômico Mundial elabora um índice anual para avaliar como estão as transições energéticas nacionais. De acordo com o Energy Transition Index 2021, os dez países que estão fazendo o dever de casa de maneira mais eficiente são os seguintes– os membros desse Top 10 são responsáveis por 3% das emissões globais de CO2 relacionadas à produção de energia:
1. Suécia
2. Noruega
3. Dinamarca
4. Suíça
5. Áustria
6. Finlândia
7. Reino Unido
8. Nova Zelândia
9. França
10. Islândia
(O Brasil ocupa a 30º posição entre 115 países avaliados).
Dentre os países que mais evoluíram no índice de transição energética, de 2012 (ano primeiro relatório) para cá, estão (por pontos numa escala de 0 a 100):
1. Ucrânia: 7,09
2. China: 6,77
3. Camboja: 6,66
4. Jordânia: 6,32
5. Hungria: 5,9
6. Lituânia: 5,3
7. Albânia: 5,26
8. Nepal: 5,23
9. Malta: 5,2
10. Quênia: 5,05
E, para completar o cenário, selecionamos outro ranking publicado no relatório com os 10 países que mais investiram em transição energética entre 2016 e 2020 (dados da Bloomberg New Energy Fin):
1. China: US$ 1,048 trilhão
2. EUA: US$ 540 bilhões
3. Japão: US$ 166 bilhões
4. Alemanha: US$ 133 bilhões
5. Reino Unido: US$ 108 bilhões
6. França: US$ 88 bilhões
7. Países Baixos: US$ 58 bilhões
8. Índia: US$ 54 bilhões
9. Noruega: US$ 51 bilhões
10. Espanha: US$ 43 bilhões
Contudo, a evolução da transição energética global na última década, segundo o relatório, está aquém do esperado e necessário para cumprir as metas climáticas, bem como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
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