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SAF Dendê: os benefícios de produzir óleo de dendê de maneira sustentável

- 26 de junho de 2019
O SAF Dendê cresceu, deu frutos e com ele vieram uma série de benefícios. Após mais de 10 anos de pesquisa, veja como esse mega projeto de sistema agroflorestal contribui para pelo menos 4 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU.

O óleo de dendê, também chamado como óleo de palma, é usado como insumo em diferentes segmentos da indústria, sendo que a principal demanda é do mercado alimentício. O uso em larga escala impressiona: a maioria dos consumidores não sabe que 50% de todos produtos vendidos em supermercados contém óleo de dendê em sua composição.

O cultivo dessa palmeira em sistema agroflorestal é uma inovação sustentável que a Natura abraça. Além de produzir outras commodities como dendê e cacau, fornece alimentos, adubo, madeiras, sementes e outras matérias-primas – um arranjo produtivo de alta diversidade de espécies com diferentes funções no sistema.

O grande diferencial do SAF Dendê é o cultivo de diversas espécies, incluindo árvores, junto com o dendê. É uma lógica em que todos saem ganhando: o manejo do sistema agroflorestal permite a incorporação constante de matéria orgânica no solo, o que favorece uma rede de relações entre plantas, solo e microorganismos. O SAF Dendê é inteligente porque se inspira na natureza e nas relações benéficas de seus componentes, gerando diversos serviços ambientais como a conservação do solo, da água e da sociobiodiversidade.

Dez anos de pesquisa de campo mostraram que o dendê pode ser cultivado em sistemas biodiversos e que é possível trazer inovação e sustentabilidade para a cadeia produtiva dessa oleaginosa em alternativa à monocultura.

Conheça, a seguir, os benefícios do SAF Dendê:

Diversidade de plantas e produtos
No SAF, o dendê é cercado de diversas plantas alimentícias, oleaginosas, madeireiras e adubadeiras. Dentro desse sistema, ele cresce forte e produz bem, já que todas as plantas são companheiras e beneficiam uma à outra de formas diferentes, seja oferecendo sombra ou produzindo matéria orgânica. Alimentos como açaí, pimenta, bacaba são produzidos na mesma área, e plantas como dendê e cacau têm apresentado produtividade maior dentro desse sistema em comparação à monocultura. Por isso mesmo, o SAF Dendê pode ser usado para recuperar áreas degradadas e de reserva legal. Com um solo mais nutrido, os estoques de carbono na terra têm maior longevidade na produção e contribuem na mitigação dos impactos das mudanças climáticas.

Conservação dos recursos naturais 
Um dos objetivos do SAF Dendê é buscar aumentar todas as formas de vida, desde os microorganismos que garantem a fertilidade do solo até a diversidade de plantas, insetos, pássaros e outros bichos da floresta. O sistema abriga diversas espécies e funciona como refúgio e corredor ecológico, fortalecendo a rede de interações benéficas na natureza e abrigando até mesmo espécies ameaçadas de extinção, como o tamanduá. Além disso, o SAF Dendê também adota a cobertura viva do solo, uma prática conservacionista que garante a fixação biológica de nitrogênio e a adubação verde.

Resistência a pragas e doenças  
Devido à alta diversidade, o SAF Dendê tem mais resiliência. Isso promove a regulação de pragas e a supressão de doenças, favorecendo o controle biológico natural. O controle preventivo, como a coleta de pupa de Castnia, também contribui para a baixa incidência de problemas fitossanitários. O feromônio é usado na captura e monitoramento do bicudo. O anel vermelho e o amarelecimento fatal (AF) são os principais problemas do dendê cultivado no Pará.

Bem-estar do trabalhador e soberania alimentar
A temperatura do ambiente no SAF Dendê é mais agradável, já que o sistema possui árvores que podem oferecer sombra. Além disso, as plantas que serão colocadas junto ao dendê são escolhidas pelo agricultor em função do seu interesse naquilo que quer produzir, seja para consumo familiar ou comércio. O processo de inovação e experimentação é conduzido nas propriedades dos agricultores, que participam das decisões e da gestão do conhecimento. O SAF Dendê também é um sistema que ganha cada vez mais autonomia com o tempo, o que exige menos mão de obra agrícola.

Diversificação de renda
Dentro desse modelo de SAF, há diversos produtos além do dendê, como o cacau e o açaí. As árvores do sistema têm múltiplos usos: a madeira presente atinge ciclo de corte junto com o final do ciclo de produção do dendê (25 anos); os produtos florestais não madeireiros, como os frutos e sementes tais quais jatobá e andiroba, também geram matérias-primas cosméticas. Dessa maneira, o sistema diversifica a renda do produtor, algo que não é oferecido na monocultura.

Mudança climática 
O SAF Dendê aumenta o armazenamento de carbono no solo ao longo do tempo. Isso acontece principalmente por causa do tipo de manejo dentro do sistema agroflorestal: o não-uso de fogo no preparo de área, o não-revolvimento do solo e a adição de matéria orgânica rica em carbono vinda da poda da biomassa de espécies plantadas, além de fertilizantes orgânicos, diminui as emissões e aumenta gradativamente a entrada de carbono no solo. Segundo o estudo The Economics of Ecosystems and Biodiversity (TEEB), o SAF Dendê gera, atualmente, três vezes mais valor em serviços ecossistêmicos em comparação à monocultura, tornando-se, assim, um “amigo do clima.”

Desenvolvimento sustentável
O SAF Dendê pode contribuir com quatro dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU): Fome Zero e Agricultura Sustentável, Consumo e Produção Responsáveis, Ação Contra a Mudança Global do Clima e Vida Terrestre.

É por essas razões que a Natura se compromete a investir em desenvolvimento sustentável, defendendo que ele não deve ser uma alternativa, mas uma solução adotada de maneira cada vez mais ampla e constante na produção de matérias-primas.

 

Esse conteúdo pode ser encontrado no portal Natura Campus. Confira o site para ficar por dentro do que acontece no mundo da inovação cosmética.

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