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Qual a importância de ter um investimento registrado na B3?

- 6 de junho de 2019

Ao aplicar em um título de Renda Fixa, como RDC ou LC, o investidor basicamente empresta o dinheiro à instituição (seja uma financeira ou um banco, por exemplo). Após determinado período, em contrapartida, recebe o valor remunerado de juros. Até aí, tudo bem. Mas qual a segurança dessa operação? Se você, como todo investidor precavido, já se perguntou sobre isso, é hora de entender um dos mecanismos que confere maior segurança aos poupadores: o registro na B3.

Os papéis emitidos por bancos e instituições financeiras são registrados na B3 (antiga BM&FBovespa, a bolsa de valores brasileira). No caso do PoupaBrasil, não é diferente – todos os investimentos feitos por intermédio da plataforma, obrigatoriamente, têm esse registro.

“Na prática, isso se traduz em segurança e transparência para os investidores”, resume Fábio Zenaro, diretor de Produtos de Balcão, Commodities e Novos Negócios da B3.

Para ficar mais claro, imagine a seguinte cena: a instituição financeira na qual você fez investimentos de Renda Fixa vai à falência ou é liquidada pelo Banco Central (BC). Entra em ação o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), um aliado do poupador. Em situações como essas – que já ocorreram algumas vezes com a quebra de bancos, diga-se de passagem –, só o fato de ter a aplicação registrada na B3 ajuda demais o regulador (Banco Central) a ter uma visão completa sobre cada um dos poupadores que foi lesado.

 

Fabio Zenaro, da B3: Graças ao registro, o Banco Central consegue “visualizar” as informações de cada investimento.

“Para o regulador, enxergar todos os títulos de emissão bancária ou de financeiras traz maior segurança e, em casos de inadimplência, acelera eventualmente o processo de pagamento dos recursos pelo FGC”, explica Zenaro. Em outras palavras, o Banco Central consegue visualizar uma lista detalhada com as informações de cada indivíduo que tinha uma aplicação na instituição que faliu, por exemplo. Isso torna mais rápida a atuação do FGC.

No dia a dia

O exemplo acima é o de uma situação hipotética e extrema – ou seja, as instituições financeiras não quebram com frequência. Agora, no dia a dia, a existência de um registro do investimento com o CFP ou CNPJ (no caso de empresa) do poupador representa um belo mecanismo de segurança e transparência. Mais do que isso, quando uma instituição adere ao selo Certifica, o investidor consegue identificar todas as aplicações em seu nome. Basta entrar no Canal Eletrônico do Investidor (CEI) com o CFP ou CNPJ. Caso não possua uma senha, dá para cadastrar uma na própria página. Zenaro lembra que o selo não é obrigatório, mas cada vez mais as instituições têm feito adesão.

Investimento forte em tecnologia

A B3 foi criada em março de 2017 fruto da combinação da BM&FBovespa (bolsa de valores, mercadorias e futuros) com a Cetip, empresa prestadora de serviços financeiros no mercado de balcão organizado.

“Para dar conta de um volume cada vez maior de registros de aplicações, a B3 investe constantemente em tecnologia, principalmente na capacidade de seus hardwares para processar o fluxo de informações”, conta Zenaro. Para ter uma ideia, em média, a B3 processa seis milhões de operações por dia, incluindo resgates de investimentos. Em quantidade de operações, o RDB só fica atrás do CDB (título emitido por bancos).

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