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Realidade virtual em busca da qualidade real

- 15 de junho de 2018
O software de realidade virtual da FCA chama-se IC.IDO (ou “I see, I do”, “eu vejo, eu faço”, em português).

Grandes inovações nascem de boas ideias, mas também de muita experimentação. Nenhuma invenção tecnológica da história – seja o bem-sucedido 14-Bis de Santos Dumont ou o desenvolvimento do computador moderno por Alan Turing – escapou de sucessivos testes e, na maioria das vezes, muitos protótipos físicos. Mas, e se houvesse um modo de testar novos produtos ou processos antes de sua aplicação no mundo real?

A resposta atende pelo nome de realidade virtual. Sim, aquela que já é íntima de quem é fã de games, acostumado com os óculos imersivos e os sensores de movimentos. Em um futuro muito próximo, a tecnologia vai se popularizar no cotidiano das pessoas. De acordo com um levantamento feito pela empresa de pesquisa ABI Research, a venda de aparelhos com o recurso, como óculos, deve crescer a um ritmo anual de 84,5% até 2020, atingindo a marca de 50 milhões de unidades.

Além de uma aposta certeira para o entretenimento, a tecnologia também está presente no cotidiano da chamada Indústria 4.0 . “Entre as inovações da Indústria 4.0, está o conceito do Digital Twin, ou seja, gêmeo digital, onde é possível criar e testar processos antes de serem instalados fisicamente”, conceitua Eric Baier, especialista em Simulação Virtual da FCA. A realidade virtual é explorada pela FCA desde 2015 em simulações nas plantas de Betim (MG), Goiana (PE) e, mais recentemente, de Córdoba, na Argentina.

“Criamos modelos digitais interativos e imersivos, para testar as etapas de montagem de um carro ou motor, antes de seu lançamento. Uma linha virtual, idêntica à real, é criada, sendo possível validar equipamentos e mapear movimentos, postura e campo visual dos operadores na execução das atividades como, por exemplo, a montagem de uma lanterna”, completa Baier.

O IC.IDO, da fornecedora francesa ESI, é um dos softwares de realidade virtual utilizado pelos times da FCA. A pronuncia é “I see, I do”, ou “eu vejo, eu faço”, em português. O nome sugestivo acompanha a ideia de romper barreiras físicas para ir atrás de soluções, aproveitando-se as infinitas potencialidades do ambiente digital.

No Polo Automotivo Fiat, em Betim, a sala de realidade virtual que abriga o IC.IDO está localizada no Manufacturing 2020 – um laboratório criado para testar novas tecnologias da Indústria 4.0 e considerado uma estrutura de vanguarda na FCA. Para criar modelos digitais interativos e imersivos, as ferramentas são os óculos 3D, joysticks, tela de projeção e duas câmeras. “Podemos usar os sensores de diversas formas, como ‘pegar’ peças no ambiente virtual ou, até mesmo, rastrear componentes físicos para validarmos processos”, relata Baier.

 

O investimento de R$ 1 milhão no equipamento foi recuperado logo nos primeiros oito meses.

A sala de realidade virtual do Manufacturing 2020 contou com investimentos da ordem de R$ 1 milhão, valor recuperado em apenas oito meses. A economia ao se evitar ajustes na linha de montagem, após sua instalação física, justifica a aposta. “Com a realidade virtual, aumentamos a qualidade dos nossos produtos”, narra Baier. Ele defende que as vantagens da tecnologia são expressivas, incluindo a busca por soluções para melhor ergonomia e conforto dos operadores, já que são testados movimentos e deslocamentos do funcionário na linha produtiva.

Entre as vantagens da ferramenta, destaca-se também a simulação colaborativa. Nas salas de realidade virtual, são reunidos profissionais das mais diversas áreas, com a integração da Engenharia de Produto e da Engenharia de Manufatura, para identificação de oportunidades de melhoria, seja diretamente no produto ou no processo produtivo. Confira o episódio da série sobre o Circuito de Inovação dedicado à Realidade Virtual:

 

Esta matéria pode ser encontrada no Mundo FCA, um portal para quem se interessa por tecnologia, mobilidade, sustentabilidade, lifestyle e o universo da indústria automotiva.

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