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Seleção Draft – Transformando exclusão em startups

- 11 de outubro de 2019
Empreendedores da favela estão vendo oportunidades onde o mercado não enxerga consumidores.

Transformando exclusão em startups
Vale muito a leitura da reportagem acima da BBC sobre como moradores da periferia brasileira têm transformado a invisibilidade que o mercado lhes impõe em negócios voltados para a favela (e feitos por gente de lá). Esse movimento já têm até um fundo, o Investe Favela, criado a partir do investimento de empresários e gerenciado por líderes comunitários do Complexo do Alemão e de Paraisópolis, e voltado a financiar startups das favelas de todo o país. Mas a ideia é ir bem além e lançar, em 23 de novembro, o G-10 das favelas (em referência ao G-7), bloco das dez maiores comunidades do país que, segundo uma pesquisa divulgada no ano passado pela Outdoor Social, tem potencial de consumo de R$ 7 bilhões. Gilson Rodrigues, líder do Investe Favela e presidente da União dos Moradores de Paraisópolis afirma:

“Nos eventos que participo sobre empreendedorismo, muitas vezes, o tema consumo nas periferias é tratado como ‘potencial adormecido’ e eu sempre digo que quem está dormindo é quem não está investindo nas favelas”

 

Métricas e mais métricas
No começo de um negócio, o fundador pode não ter muitas métricas para balizar o desempenho de sua empresa, mas as informações tendem a se acumular a cada dia e é importante saber o que levar em conta para entender se a startup está evoluindo. Na Forbes, integrantes do Young Entrepreneur Council indicam cinco dados essenciais de se acompanhar. Eles estão detalhados no link acima e listadas resumidamente abaixo:

1) Os gatos para fazer seu negócio (desde o produto em si até a contratação de funcionários);
2) O custo de aquisição de clientes;
3) A taxa de retenção;
4) O engajamento (que pode variar de acordo com seu modelo, B2B ou B2C); 
5) O valor da sua hora de trabalho.

 

PayPal pula fora
A maior plataforma de pagamentos online do mundo decidiu abandonar a Associação Libra, formada pelo Facebook para criar a moeda virtual do mesmo nome. O PayPay estava junto na empreitada com mais 28 membros, entre eles  Visa, Mastercard, Uber e Mercado Pago, mas deu para trás sem justificativas. De acordo com o The Guardian (link acima) a companhia quer focar no próprio negócio e por isso resolveu sair da Associação. Há quem diga que a sentiu falta de um plano para evitar que a criptomoeda seja usada para lavagem de dinheiro. Vem mais “treta” para Mark Zuckerberg e o Facebook digerirem…

 

Pagando de empreendedor
Sabe a diferença entre um empreendedor e alguém que quer ser empreendedor porque acha que esse é uma maneira de levar a vida na molezinha? A segunda opção, o que Ryan Daniel Moran, fundador da plataforma capitalism.com, chama de wantrepreneur, é aquela pessoa que pensa a curto prazo e a partir da escassez. De olho em resultados de longo prazo, Ryan defende, no Entrepreneur, que o empreendedorismo é o melhor caminho para o autodesenvolvimento: “O que você produz é um reflexo de sua mentalidade, suas crenças, seu horizonte de tempo e a maneira como você trata os outros e os seus processos”. Leia mais no link acima.

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