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Seleção Draft – Não banque o herói

- 14 de Março de 2018
Mais equilíbrio: empreendedoras não precisam ser "resgatadas" por mentores homens. (Imagem: Internet/Reprodução).
Mais equilíbrio: empreendedoras não precisam ser "resgatadas" por mentores homens. (Imagem: Internet/Reprodução).

Não banque o herói
A mentoria pode ter papel decisivo no sucesso ou fracasso de uma startup. No entanto, há mentores que se enxergam como verdadeiros super-heróis dos negócios que apoiam. Esta ideia ilusória (e egocêntrica) se torna ainda mais perigosa quando fundadoras são assessoradas por homens. Para os professores W. Brad Johnson e David G. Smith, estes casos podem reforçar o status quo do gênero masculino como supostamente superior. Na Harvard Business Review, eles sugerem como solução uma mentoria recíproca (em que haja complementaridade nas funções de homens e mulheres) e apontam fatores que contribuem para uma relação equilibrada, como escuta mútua, humildade e divisão de poderes. Leia mais no link acima.

 

Liderança analógica
No Medium, Scott Mabry, fundador do Soul2Work (site com dicas de como criar um ambiente de trabalho positivo),  fala que não há nada de errado com ferramentas que ajudam a aumentar a produtividade. No entanto, considera negativo o modo como alguns líderes usam — ou melhor, abusam — delas, reduzindo a interação humana e forçando colaboradores a estarem conectados 100% do tempo. No texto (link acima), ele defende uma liderança”mais analógica”, que pode parecer mais lenta, à primeira vista, mas gera avanços maiores, diz. Entre suas vantagens, ele destaca:

1) Perceber o que a pessoa está sentindo apenas com a linguagem corporal;
2) Manter atenção plena em quem está falando;
3) Expressar melhor emoções suprimidas e evitar mal entendidos;
4) Compartilhar experiências de forma mais verdadeira.

 

Você não precisa ser o CEO
O fundador não precisa necessariamente ser o CEO de sua startup. No Inc. (link acima), Robert Glazer, diretor global da agência de marketing Acceleration Partners, fala que se o empreendedor não se sente à vontade nesta posição, mas se obriga a desempenhá-la, corre o risco de prejudicar o negócio. Ele diz que a maioria dos fundadores não quer liderar, mas tem paixão por desenvolver o produto, vendê-lo ou até mesmo cuidar do marketing. Nestas ocasiões, ele afirma: “É preferível que eles assumam as tarefas que gostam e contratem as pessoas certas para fazer o resto”.

 

Impulso para Inovação Cultural
O Instituto Ekloos realiza amanhã, no Rio de Janeiro, um curso para ajudar ONGs, negócios sociais, coletivos e grupos culturais a colocar a mão na massa e desenvolver projetos inovadores. A metodologia Impacto Social Canvas, desenvolvida pela organização, será utilizado para a construção visual dos projetos. Os facilitadores serão Andrea Gomides, fundadora do Ekloos, e Roberto Guimarães, diretor de cultura do Oi Futuro. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link acima.

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