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Seleção Draft – Negócios e política

- 23 de agosto de 2019
Querendo ou não, um negócio precisa se pronunciar politicamente.

Negócios e política
R. Edward Freeman (professor na University of Virginia Darden School of Business) e Joseph Burton (diretor executivo do Institute for Business in Society da Darden School) questionam se os negócios devem encabeçar bandeiras políticas, em especial, a democracia. Afinal, cada empresa e cada parte interessada — de clientes, fornecedores e funcionários a comunidades, reguladores e financiadores — têm uma perspectiva ética. Mas posicionar-se faz parte do jogo, de acordo com os autores, pois essas conexões com o mundo fora dos negócios são fortes motivadores para a tomada de decisões, influenciando como e onde as empresas criam oportunidades para os trabalhadores, que parcerias formar e até onde as organizações irão para cumprir suas obrigações contratuais. No texto do MIT Sloan Management Review (link acima), eles destacam:

“Ao preservar os direitos individuais, as instituições democráticas asseguram a base para o desenvolvimento do capitalismo e um sistema saudável de negócios”

A dupla ainda afirma: “Democracia não é apenas sobre votar. É sobre a criação de instituições que nos permitem comunicar e colaborar livremente e, assim, florescer juntos”.

 

Super fundadores
O Distrito fez um levantamento sobre empreendedores que estão mudando o Brasil e chegaram a lista dos “100 Super Founders” por meio da análise das principais startups do país (de acordo com faturamento, número de usuários, exposição na mídia, entre outros fatores). Por mais que o levantamento fale sobre fundadores em terras tupiniquins, o estudo mostra que 18% dos Super Founders são estrangeiros, 100% fizeram uma graduação (sendo que a USP foi a instituição de ensino mais citada), 98% são do gênero masculino (o que prova a luta enfrentada por mulheres na busca por oportunidades e investimento no ecossistema) e 30 anos e três meses é a idade média dos empreendedores quando o negócio foi criado. Veja mais detalhes baixando o material no link acima.

 

Inovação corporativa pra inglês ver
Existe inovação raiz e inovação Nutella? Maximiliano Carlomagno, da Innoscience, escreve sobre aquele tipo de iniciativa que uma empresa toma que é só para parecer disruptiva. No inovajor, ele lista seis sinais de que o negócio está fazendo mudanças apenas pra “inglês ver”:

1) Realiza sessões de Design Thinking, mas não faz nada em relação aos post-its depois;
2) Contrata uma consultoria de inovação, mas não abre recursos para pilotar os projetos criados;
3) Cria um coworking, mas não atrai conexões para o espaço;
4) Programa missões para o Vale do Silício, mas após a viagem não faz nada de novo;
5) Se preocupa com posições em rankings de inovação e não com os resultados práticos das iniciativas;
6) Contrata um líder de inovação, mas não lhe oferece uma equipe.

 

Os impactos da China
E falando em inovação, a PEGN (link acima) repercute a palestra de In Hsieh, cofundador do Chinnovation (plataforma que ajuda empreendedores brasileiros na China e vice-versa), no Startup Summit, realizado esta semana. No evento, ele falou como o país asiático pode impactar o ecossistema de inovação brasileiro. Uma das maneiras é com investimento, como já fez a Didi ao investir na 99, a Tencent no Nubank e o Alibaba na Stone. Outra forma, segundo ele, é pela chegada de “super apps”. Ele menciona o WeChat, que a princípio era um serviço de mensagens instantâneas, mas hoje tem diversas funcionalidades (realização de pagamento, pedido de táxi ou refeição, agendamento de consulta etc). Em um mundo em que as pessoas têm cada vez menos espaço de armazenamento no celular (justamente pelo volume de apps), uma plataforma multifuncional é uma solução que já está sendo buscada por várias empresas.

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Veja também:

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- 5 de setembro de 2019