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Tecnologia monitora à distância rede elétrica de 24 cidades em São Paulo

- 5 de setembro de 2018
Por sua alta complexidade e importância, a grande maioria dos profissionais que monitoram esse sistema possui vasta experiência técnica

São 178 profissionais que se revezam 24 horas por dia, sete dias por semana em uma sala que recebeu investimentos de 40 milhões de reais para concentrar uma tecnologia capaz de atender e manter a distribuição das redes elétricas de 24 municípios da região metropolitana de São Paulo, incluindo a Capital. Foi desta maneira que a Eletropaulo estruturou uma Central de Operações altamente tecnológica para monitorar a rede elétrica de sua área de concessão.

O Projeto Draft visitou esse centro na sede da empresa, em Barueri (SP), para conhecer os bastidores dessa atividade. A primeira visão já impressiona: no Centro de Operação do Sistema (COS) cada técnico tem em sua mesa telas com uma imensa quantidade de informações sobre o sistema elétrico da Eletropaulo.

À frente de todos, um grande telão com informações do sistema elétrico de 88.000 e 138.000 volts da Eletropaulo. Cada retângulo azul que aparece na foto corresponde a um ponto de conexão entre o sistema elétrico da Eletropaulo e da CTEEP (Companhia de Transmissao de energia elétrica). Também podem ser observados pontos no grande telão o estado de operação dos equipamentos. A cor vermelha indica ligado e verde desligado, possibilitando o gerenciamento do sistema, além de reparos ou manobras realizadas a pedido de outra concessionária de energia ou do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

 

Diálogo e experiência

Por sua alta complexidade e importância, a grande maioria dos profissionais que monitoram esse sistema possui vasta experiência técnica. Wallace Jacomo começou na Eletropaulo em 1994, como eletricista e hoje é o gerente de operações da empresa. Ele é responsável por alinhar estratégias, negociar orçamento e dialogar com outras áreas.

“Nenhuma ação ou decisão tomada aqui está ilhada, cada uma interfere em diversas áreas e impacta inúmeros clientes. Cada uma delas é negociada”, conta.

Também é o caso de José Arnaldo, que trabalha há 21 anos na Eletropaulo e hoje é um dos analistas de operação responsáveis por coordenar manobras preventivas e emergenciais que afetem o sistema elétrico da Eletropaulo. Como o sistema elétrico nacional é interligado, um apagão no Nordeste pode exigir manobras para redistribuir a energia de concessionárias em todo o Brasil. Por isso, na mesa do analista de operação existe uma linha telefônica dedicada para falar com o ONS.

Já as manobras preventivas são realizadas periodicamente para garantir a manutenção do sistema elétrico da Eletropaulo e do sistema interligado nacional.

Estes analistas também são responsáveis por  supervisionar o trabalho que está sendo executado pelos demais técnicos de operação que trabalham na Central de Operações da Eletropaulo, e sempre que necessário realizarem a comunicação com o ONS, com os clientes de alta tensão e com os demais agentes do setor elétrico que possuem interface com o sistema elétrico da Eletropaulo.

A Central de Operação da Eletropaulo, também possui uma posição de trabalho diferenciada formada por analistas especialistas (conhecidos com avaliadores) responsáveis pelo acompanhamento da previsão do tempo e o impacto do clima nas redes, controlar a entrada de equipes de manutenção em campo e atender a área de relacionamento com a imprensa, o poder público e a direção da empresa.

Raul Gonçalves é um dos quatro avaliadores que compõem a equipe da Eletropaulo. De sua mesa em Barueri, ele monitora o fornecimento de energia de clientes de média tensão, como hospitais, indústrias e o poder público. “Daqui consigo ver que parte da rede está desligada e verificar se o problema é de responsabilidade nossa, da própria empresa ou da prefeitura”, explica.

Para dar conta dessa quantidade de informações e responsabilidades, os avaliadores monitoram simultaneamente seis telas e ficam posicionados estrategicamente entre o Centro de Operação do Sistema (COS) e o Centro de Operação da Distribuição (COD), o que permite que eles mantenham constante diálogo com as duas áreas.

 

Monitoramento por áreas

No Centro de Operação da Distribuição são monitorados a rede aérea e subterrânea de média e baixa tensão e o fornecimento de energia a todos os clientes comerciais e residenciais conectados na rede elétrica.

Esses clientes estão espalhados por toda a área de concessão e, para facilitar e melhorar o atendimento aos seus clientes, a Eletropaulo divide a sua área de concessão em cinco regiões de atendimento: Norte, Sul, Leste, Oeste e ABC.

Assim que um cliente liga para o call center ou registra uma reclamação no site ou aplicativo da Eletropaulo, uma ocorrência é registrada e direcionada pelo sistema. Enquanto os problemas não são resolvidos, eles ficam pendentes, e o tempo estimado do reparo fica registrado no sistema para cada ocorrência, com base na média histórica. Assim que as equipes identificam o defeito, a informação do tempo estimado de reparo é atualizada no sistema.

“Conforme aumenta número de ocorrências, o nível de alerta vai aumentando e podemos remanejar as equipes de atendimento para priorizar a região que estiver com o maior número de ordens no momento”, explica Vinicyus Cesar Lima, coordenador do COD. Os técnicos do COD também conseguem, a distância, manobrar a rede para que, por exemplo, em caso de curto-circuito, o mínimo possível de clientes fique sem energia enquanto as equipes de atendimento se deslocam.