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Verbete Draft: o que é cibersegurança

- 2 de maio de 2018
Em uma época em que cada vez mais empresas e governos utilizam o meio digital para armazenar dados, a cibersegurança garante o sigilo das informações e dos usuários.
Em uma época em que cada vez mais empresas e governos utilizam o meio digital para armazenar dados, a cibersegurança garante o sigilo das informações e dos usuários.

Continuamos a série que explica as principais palavras do vocabulário dos empreendedores da nova economia. São termos e expressões que você precisa saber: seja para conhecer as novas ferramentas que vão impulsionar seus negócios ou para te ajudar a falar a mesma língua de mentores e investidores. O verbete de hoje é…

CIBERSEGURANÇA

O que acham que é: Ciborgues que agem como seguranças.

O que realmente é: Cibersegurança (Cybersecurity ou Cyber Security, em inglês) é a prática de proteção de sistemas, redes e programas contra ataques digitais. Consiste em um conjunto de medidas tecnológicas como antivírus, firewall, criptografia, IDS/IPS que visam manter a integridade, a confidencialidade e a disponibilidade dos ativos de informação.

Além disso, segundo Marcelo Lau, coordenador do MBA em Gestão de Cibersegurança da FIAP, há ainda a aplicação de ações de proteção sobre pessoas (que, em empresas, podem ser funcionários, clientes, fornecedores etc) para blindar o ecossistema contra ataques como a chamada Engenharia Social (ação que hackeia e manipula usuários). “Para assegurar que a Cibersegurança seja aderente às atividades realizadas em âmbito corporativo faz-se ainda a readequação de processos para o atendimento de normas, leis e regulamentações exigidas pelo mercado. É uma medida complementar”, diz.

A Cibersegurança é uma questão cada vez mais preocupante no mundo já que tanto empresas quanto governos não apenas utilizam o meio digital para armazenar dados como dependem dele para o funcionamento de seus sistemas. O mesmo uso massivo aplica-se a usuários comuns. A questão é que, por mais que a tecnologia esteja cada vez mais avançada, não é difícil que ocorram erros já em sua concepção. No começo deste ano, por exemplo, foi constatada uma falha de design em microprocessadores da Intel (presentes em computadores, celulares e outros dispositivos) que abria a possibilidade de hackers explorarem vulnerabilidades de segurança, ou seja, de acessarem informações sigilosas como senhas.

Quem inventou: Especialista em segurança da computação, o alemão Bernd Fix documentou o primeiro caso de remoção de um vírus de computador. No mesmo ano, é lançado o The Ultimate Virus Killer, que se tornaria o padrão em antivírus da época e a John McAfee torna-se a primeira empresa de antivírus nos EUA, depois comprada e incorporada pela Intel Security. Já o primeiro vírus apareceu bem antes da criação da internet. Chamava-se Creeper e foi criado pelo engenheiro americano Bob Thomas como um projeto de pesquisa.

Quando foi inventado: A documentação de Fix, assim como o lançamento do The Ultimate Virus Killer e da McAfee, é de 1987. O Creeper, de 1971.

Para que serve: Para detectar, prevenir e combater ataques a redes, sistemas e programas. Por meio da Cibersegurança protege-se informações armazenadas em forma de dados.

Quem usa: Empresas, governos e instituições, em sua maioria, adotam medidas de Cibersegurança. Dentre as grandes companhias que vendem o serviço para organizações estão a Symantec, a AVG e a Karspersky.

De acordo com Gabriel Aleixo, pesquisador do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio), no caso de negócios em que o sigilo e a inviolabilidade dos dados dão base ao funcionamento do serviço (como empresas que ofertam hospedagem de arquivos na nuvem e bancos), há departamentos inteiros de Cibersegurança. “São dezenas de profissionais dedicados integralmente a aperfeiçoar, de forma constante, as medidas de privacidade e segurança das tecnologias da informação.”

Efeitos colaterais: Alto custo e prejuízo no desempenho.

É natural, segundo Aleixo, que a implementação de medidas de Cibersegurança gerem custos tanto na contratação do serviço quanto na compra de softwares e no tempo demandado pela monitoração constante. “Mas em boa parte dos casos, em especial em âmbito corporativo, é possível dizer que os benefícios são largamente superiores aos custos. Afinal, ninguém quer vazar segredos industriais para um concorrente, permitir que recursos financeiros sejam roubados pela internet ou ver seu serviço nos noticiários por conta de brechas tecnológicas que expõem dados de usuários”, diz.

Outro ponto que pode ser considerado efeito colateral da segurança é a lentidão. Segurança versus velocidade é praticamente um dilema no desenho de hardwares e, de acordo com Ronaldo Lemos, colunista da Folha, ao longo dos últimos anos as empresas que fabricam processadores acabaram priorizando a velocidade, deixando de abordar algumas questões essenciais sobre segurança.

Quem é contra: Não há.

Para saber mais:
1) Leia, na Folha de São Paulo, os textos Falha afeta uma década de chips da Intel, diz site; veja o que fazer, sobre falha de design encontrada em microprocessadores fabricados pela multinacional e 2018 começou mal em cibersegurança, na coluna de Ronaldo Lemos.
2) Leia, no Inc., 3 Ways to Improve Your Cybersecurity in 2018. Dentre os três pontos que o artigo considera de maior importância em relação à segurança cibernética está o investimento em pessoal especializado.

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