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Verbete Draft: o que é Facilitação Gráfica

- 16 de maio de 2018
Usada para organizar informações, a Facilitação Gráfica ajuda a engajar participantes em projetos, eventos, aulas etc.
Usada para organizar informações, a Facilitação Gráfica ajuda a engajar participantes em projetos, eventos, aulas etc.

Continuamos a série que explica as principais palavras do vocabulário dos empreendedores da nova economia. São termos e expressões que você precisa saber: seja para conhecer as novas ferramentas que vão impulsionar seus negócios ou para te ajudar a falar a mesma língua de mentores e investidores. O verbete de hoje é…

FACILITAÇÃO GRÁFICA

O que acham que é: O mesmo que Mapa Mental.

O que realmente é: Facilitação Gráfica é um processo de tradução visual do que está sendo falado por um grupo para a construção de conhecimento de forma coletiva e imagética. Assim sendo, pode ser utilizado em reuniões de trabalho, workshops, aulas, palestras etc.

Funciona da seguinte forma: em um painel (que pode ser uma lousa, papel ou qualquer outro tipo de display), o chamado facilitador gráfico vai fazendo desenhos, gráficos, ilustrações, esquemas e escrevendo palavras e frases de acordo com o que as pessoas (reunidas com um objetivo comum) vão sugerindo enquanto vão trocando ideias. Forma-se, assim, um mapa visual da conversa. Aqui, pode acontecer uma confusão com um termo parecido e relacionado: Mapa Mental (Mind Map). Este último é o nome de um tipo de desenho cheio de ramificações e também parte da Facilitação Gráfica, ajudando a organizar informações e explicar conceitos, mas não necessariamente se refere a ideias discutidas em grupo.

Segundo Amanda Gambale, facilitadora gráfica e sócia do estúdio Design de Conversas, a Facilitação Gráfica é o uso da inteligência visual para representar ideias. “Para ser facilitador gráfico, é preciso não apenas desenhar bem mas também ter uma escuta refinada, um bom repertório de experiências, raciocínio rápido e muita criatividade”, afirma.

Lucas Alves, facilitador de conhecimento da consultoria em pensamento visual Ideia Clara, conta que há autores, entre eles a professora Wendi Pillars, que defendem que o cérebro humano processa imagens muito mais rápido do que texto. “Há ainda quem defenda que o cérebro aprende melhor quando mais de um estímulo está relacionado ao processo de aquisição de informação. E a Facilitação Gráfica conecta recursos sonoros e visuais, além do engajamento emocional do participante”, diz.

Quem inventou: Não há um inventor. De acordo com o livro A Graphic Facilitation Retrospective, de David Sibbet, que trabalha com o processo há quase 40 anos, a Facilitação Gráfica surgiu em uma rede de consultores da costa oeste do Estados Unidos que se inspiraram na abordagem de designers e arquitetos para a resolução de problemas e projetos colaborativos.

Quando foi inventado: Nos anos 1970.

Para que serve: Para organizar informações, favorecer a memorização de um conteúdo, engajar participantes em projetos, eventos, aulas etc.

Gambale diz que a Facilitação Gráfica é o primeiro passo para a materialização de uma ideia. “Nós todos somos visuais e tomamos decisões baseados no que vemos. Com os painéis criados, podemos simplificar conceitos complexos, compreender algo que não estava claro de outra forma, atrair o interesse e ampliar a compreensão do conteúdo, entre outros benefícios.”

Um outro ganho é a utilização do mapa ao final do processo, como ela conta: “É um produto que tanto pode ser usado como lembrete do que foi tratado pelo grupo quanto para a realização de campanhas e a criação de materiais educacionais, por exemplo.”

Quem usa: Empresas, universidades, escolas, fundações, ONGs etc.

Gambale afirma que o interesse corporativo é grande mas que qualquer tipo de organização, assim como profissionais autônomos e estudantes, têm muito a se beneficiar com as ferramentas da Facilitação Gráfica. “Ela ajuda bastante no processo de assimilação de conteúdos e na comunicação rápida e atraente de ideias.”

Efeitos colaterais: Ineficácia do processo se não há escuta ou se há influência do facilitador.

“Um cuidado que o facilitador tem que tomar é não transmitir ao desenho suas opiniões pessoais quando trabalha, registrando apenas o que é dito e não sua interpretação do fato. A facilitação tem que ser um retrato do que ocorreu”, afirma Alves.

Quem é contra: Pessoas que, por desconhecimento, atrelam o processo a práticas infantilizadas e sem efeito.

Para saber mais:
1) Leia, no blog do TED, A field guide to TED graphic notes. O texto faz um apanhado de conteúdos sobre o tema e indica falas nas quais foram criados mapas enquanto o palestrante se apresentava.
2) Assista, no YouTube, aos vídeos Facilitação Gráfica, do estúdio Design de Conversas, e O que é Facilitação Gráfica, da consultoria em pensamento visual Ideia Clara.

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