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Verbete Draft: o que é Search Fund

- 13 de fevereiro de 2019
Os "searchers", jovens recrutados pelos investidores, têm a missão de "investigar" e encontrar empresas de pequeno ou médio porte com potencial de crescimento.

Continuamos a série que explica as principais palavras do vocabulário dos empreendedores da nova economia. São termos e expressões que você precisa saber: seja para conhecer as novas ferramentas que vão impulsionar seus negócios ou para te ajudar a falar a mesma língua de mentores e investidores. O verbete de hoje é…

SEARCH FUND

O que acham que é:  O mesmo que Venture Capital.

O que realmente é: Search Fund (Fundo Buscador, no Brasil) é um modelo de empreendedorismo no qual investidores colocam dinheiro não em uma empresa mas, sim, nas mãos de jovens (geralmente recém-saídos de MBAs), em forma de salário e custos, para que encontrem empresas de pequeno ou médio porte com potencial de crescimento — e esses investidores irão adquiri-la por inteiro. A procura dos chamados searchers pode durar até dois anos. Encontrada uma empresa que interesse aos investidores e sendo sua compra efetuada, os searchers se tornarão seus gestores (podendo chegar a ocupar cargos C-level, executivos). Segundo Andrea Minardi, professora de Finanças do Insper, embora tenham grande potencial, os jovens ainda são inexperientes e, por isso, a empresa não pode ser muito complexa. “Eles terão mentoria de alguns investidores, que também participarão do conselho da empresa adquirida.” Normalmente, as empresas obtidas por meio de Search Fund são vendidas depois de alguns anos, rendendo uma taxa de desempenho aos gestores pelo ganho gerado. Minardi diz que não há data limite para a venda. “Pode ser, inclusive, que os investidores queiram manter participação na empresa indefinidamente”, afirma. Aqui, fica clara a distinção deste modelo com o chamado Venture Capital, no qual os investidores injetam capital diretamente em empresas emergentes em troca de participação societária.

Quem inventou: A origem do conceito é atribuída ao americano Harold Irving Grousbeck, professor da Stanford Business School e empreendedor.

Quando foi inventado: Em 1984.

Para que serve: É uma grande oportunidade para jovens empreenderem sem ter que começar do zero, gerindo uma empresa com mentoria de pessoas experientes. Do ponto de vista do investidor, é uma maneira de investir em empresas fechadas, pequenas e médias, com governança e possibilidade de interferir na gestão.

Quem usa: Embora tenha sido criado em meados dos anos 1980, o Search Fund começou a ser utilizado, no Brasil, há poucos anos. Mas, justiça seja feita, o modelo também não é largamente conhecido em seu país de origem. Entre os Search Funds brasileiros em atuação no momento estão Meissa Capital, 220 Capital, e Garos Capital.

Efeitos colaterais: Ônus relacionados a uma empresa que já está em andamento. Para Cláudio Carvajal, coordenador acadêmico do curso de Administração da FIAP, quando inicia uma empresa do zero, o empreendedor tem oportunidade de influenciar e acompanhar o desenvolvimento de sua cultura organizacional desde o princípio. “No Search Fund, ao gerenciar uma empresa que já existe, o empreendedor assume esse “passivo” ou “ativo” intangível da cultura organizacional, sendo um desafio a mais para se analisar com cuidado”, diz.

A quem não se aplica: Investidores avessos ao risco e investidores pequenos.

Para saber mais:
1) Leia, na Fast Company, How CEOs-in-waiting buy the companies they want to run. Publicado ano passado, o texto diz que o modelo é pouco conhecido mas permite alçar jovens empreendedores a postos elevados em empresas.
2) Leia, na Forbes, The Search Fund Model: How To Become A 28-Year-Old CEO.

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