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Verbete Draft: o que é Síndrome de Burnout

- 9 de janeiro de 2019
Pessoas de todas as profissões e cargos estão sujeitas ao esgotamento por situações de trabalho desgastantes. Por isso, é preciso estar atento aos sinais do Burnout, como frustração e ansiedade. Entenda.
Pessoas de todas as profissões e cargos estão sujeitas ao esgotamento por situações de trabalho desgastantes. Por isso, é preciso estar atento aos sinais do Burnout, como frustração e ansiedade. Entenda.

Continuamos a série que explica as principais palavras do vocabulário dos empreendedores da nova economia. São termos e expressões que você precisa saber: seja para conhecer as novas ferramentas que vão impulsionar seus negócios ou para te ajudar a falar a mesma língua de mentores e investidores. O verbete de hoje é…

SÍNDROME DE BURNOUT

O que acham que é: Síndrome por excesso de exercício físico.

O que realmente é: Síndrome de Burnout (ou apenas Burnout) é um quadro psicológico que envolve estresse e fadiga (física e emocional) crônicos relacionados a situações de trabalho desgastantes. Por essa razão, é também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional. De acordo com Ludymila Pimenta, fundadora do RHlab, laboratório de inovação em novas tendências e metodologias para a área de Recursos Humanos, suas raízes podem ter causas internas (como excesso de trabalho, medo de ser demitido, conflitos com o chefe ou com os colegas e falta de reconhecimento) ou externas (caso dos workaholics). “Se a pessoa estiver tendo que reduzir as horas de sono, relaxamento, descanso, férias, momentos com a família e os amigos, o Burnout também pode ocorrer e o que antes era algo agradável de se fazer levará ao esgotamento”, diz Pimenta.

Ana Carolina Souza, neurocientista e sócia da Nêmesis, empresa que oferece assessoria e educação corporativa na área de Neurociência Organizacional, elenca também como sintomas da Síndrome de Burnout a perda de interesse e engajamento nas atividades de trabalho e sentimentos negativos, como frustração, depressão ou ausência de significado no que é feito profissionalmente. “A Síndrome de Burnout está associada a uma desconexão entre aspectos importantes, como o volume de trabalho, a percepção de controle do indivíduo sobre a situação, seu reconhecimento e as relações com as pessoas, inclusive chefes.” Outra questão associada ao Burnout (esta mais recente) está ligada ao mau uso das tecnologias. Souza diz que a diversidade de canais de comunicação disponíveis hoje pode levar funcionários que recebem e-mails ou mensagens, por exemplo, em qualquer horário do dia ou da noite, a uma sensação de sobrecarga. “Isso pode gerar dificuldades de alinhar prioridades, excesso de cobrança e erros de comunicação, dentre outros problemas”, afirma a neurocientista.

Quem inventou: O psicólogo (e posteriormente psicanalista) germano-americano Herbert Freudenberger foi quem primeiro descreveu os sintomas.

Quando foi inventado: Em 1974.

Para que serve: Para possibilitar a detecção do problema e sua solução, que pode envolver tratamentos psicológicos e também psiquiátricos, caso haja necessidade do uso de remédios. A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico e está registrada no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde).

Quem está sujeito: Pessoas de todas as profissões e cargos estão sujeitas ao Burnout. “Obviamente, empresas ou empregadores que não fornecem um ambiente saudável para o trabalho ou que não respeitam seus profissionais podem colaborar para seu surgimento”, afirma Pimenta.

Sinais de alerta: Além dos sintomas já citados, o médico Drauzio Varella elenca, em seu site, outros sinais ligados a questões emocionais, como mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo e baixa autoestima. Há, ainda, manifestações físicas que podem estar associadas à síndrome, como dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma e distúrbios gastrointestinais.

O que os chefes podem fazer: Líderes, gestores e empregadores em geral têm de estar atentos à situação, que além de minar a saúde do funcionário pode levar à baixa produtividade e prejuízos para a empresa. Para evitar esse problema, segundo Souza, é importante que haja conhecimento do fenômeno, atenção e escuta cuidadosa: “O exercício da empatia pode ser uma forma muito eficiente de leitura do estado dos colaboradores, permitindo uma maior sensibilidade na hora de direcionar suas atividades e dar retorno sobre seu desempenho”. Pimenta também fala em empatia, uma das base para a inovação organizacional e para a harmonia das relações e respeito ao próximo. “Políticas humanas para colaboradores que estejam nesta situação ou sua reinserção empática, após um período de licença médica, colaboram para que o profissional volte à vida normal e adquira felicidade e saúde no trabalho novamente”, diz.

Para saber mais:
1) Leia, no Inc., The 12 Stages of Burnout, According to Psychologists.
2) Leia, na Forbes, Battling Anxiety, Depression And Tech Addiction In The Workplace.

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