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Verbete Draft: o que são Stablecoins

- 30 de janeiro de 2019
Atreladas a algum tipo de ativo, como o dólar, o euro e até o ouro, as Stablecoins tendem a ser mais estáveis e não sofrem as abruptas oscilações do mercado, como acontece com a bitcoin.

Continuamos a série que explica as principais palavras do vocabulário dos empreendedores da nova economia. São termos e expressões que você precisa saber: seja para conhecer as novas ferramentas que vão impulsionar seus negócios ou para te ajudar a falar a mesma língua de mentores e investidores. O verbete de hoje é…

STABLECOINS

O que acham que é: Uma nova versão das bitcoins.

O que realmente é: Stablecoins são moedas digitais que, por serem atreladas a algum tipo de ativo, tendem a ser estáveis. Se o ativo for o dólar, por exemplo, para cada moeda digital emitida um dólar será mantido em uma conta bancária; se for o valor do ouro, para cada moeda digital emitida haverá uma quantidade fixa de ouro em um cofre. Além de moedas fiduciárias (como o dólar, o euro etc.) e o ouro há outras possibilidades menos tradicionais de ativos para lastrear Stablecoins: outras criptomoedas, utilizando Smart Contracts para segurá-las e, ainda, um modelo que baseia-se no equilíbrio entre oferta e demanda, utilizando complexos mecanismos econômicos.

As Stablecoins são um contraponto às criptomoedas “convencionais”, como a bitcoin (a mais famosa delas) e que valia mil dólares no começo de 2017, chegou quase 20 mil em dezembro do mesmo ano e, hoje, está em cerca de seis mil dólares. É a essa alta volatilidade, segundo Henrique Poyatos, professor de tecnologia da FIAP, que as Stablecoins se apresentam como resposta. “Elas foram concebidas para ter uma menor flutuação, não se submetem tanto às oscilações do mercado”, diz ele. De acordo com Reinaldo Rabelo, do Mercado Bitcoin, as Stablecoins, assim como as demais criptomoedas, utilizam a tecnologia da blockchain. “Isso significa que as características de transferência rápida e barata e de transparência das transações estão presentes em sua arquitetura”, afirma.

Quem inventou: Não há um inventor.

Quando foi inventado: Em 2014 começaram a aparecer as primeiras Stablecoins.

Para que serve: Um dos benefícios apontados por entusiastas das Stablecoins é fazer uma ponte entre dois mercados aparentemente opostos: o das criptomoedas e o financeiro tradicional. Para Rebelo, elas servem como uma forma de proteção ao investidor, já que possibilitam o acesso a um dólar “sintético”: “As Stablecoins podem ser usadas também como investimento em dólar e para facilitar a liquidação de ativos, em caso de volatilidade indesejada no mercado.” Segundo Poyatos, um dos usos mais almejados das Stablecoins é para fazer remessas internacionais, substituindo o dólar como a moeda principal de comércio internacional. “Com isso, o segmento ganha todas as vantagens que os criptoativos têm em relação às moedas fiduciárias.”

Quais são: A Tether é a Stablecoin mais conhecida e é lastreada (de acordo com a própria empresa) com o dólar americano de 1:1. Dentre outras moedas também lastreadas por dólares americanos estão a TrueUSD, USD Coin, Paxos, Gemini Dollar, Dai, BitUSD e a sUSD. A DAI é uma Stablecoin que utiliza a criptomoeda Ether.

Efeitos colaterais: Falta de apoio de muitos ativos; necessidade de confiança de terceiros que garantam os ativos lastreados; casos de instabilidade. “Ao longo do tempo, algumas delas já apresentaram variação de 10%”, diz Rabelo.

Quem é contra: Pessoas que acreditam que a maioria das Stablecoins fere um dos princípios das criptomoedas, que é a descentralização. A alegação, segundo Poyatos, é que ao comprar algo que possui uma instituição central emissora, voltamos ao modelo de economia tradicional, com bancos e governos controlando a moeda.

Para saber mais:
1) Leia, no Washington Post, Love Crypto But Not Its Volatility? Meet Stablecoins. Publicado ontem, o texto apresenta e explica as Stablecoins em detalhes.
2) Leia, no Singularity Hub, Are Stablecoins the New and Improved Bitcoin? Apesar de não ser complicado, o texto explica pontos que interessam mais a chegados no tema.
3) Leia, no MIT Technology Review, “Stablecoins” are trending, but they may ignore basic economics. Um dos pontos do texto é que atrelar moedas digitais a ativos pode, em vez de estabilizá-las, arruiná-las.

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