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Verbete Draft: o que é Dropshipping

- 19 de junho de 2019
Com o Dropshipping não é preciso mais manter estoque.

Continuamos a série que explica as principais palavras do vocabulário dos empreendedores da nova economia. São termos e expressões que você precisa saber: seja para conhecer as novas ferramentas que vão impulsionar seus negócios ou para te ajudar a falar a mesma língua de mentores e investidores. O verbete de hoje é…

DROPSHIPPING

O que acham que é: O mesmo que Crowdshipping, sistema de entrega feito por pessoas comuns cadastradas em aplicativos.

O que realmente é: Dropshipping é um método de gerenciamento logístico adotado em e-commerces que optam por não manter estoque nem realizar o envio dos produtos que vendem.

Funciona assim: ao efetuar uma compra, a plataforma de comércio eletrônico notifica o fornecedor da mercadoria (que pode ser o fabricante, o atacadista, outro varejista etc.), por meio de uma ordem de serviço, que a envia diretamente ao comprador, em nome da plataforma. “O lucro do e-commerce é a diferença entre o valor que cobra do consumidor e o que pagou ao seu fornecedor parceiro”, diz  Andrea Paiva, coordenadora do MBA em Gestão de TI da FIAP.

Como método, o Dropshipping não é novo mas como modelo de negócio tem sido cada vez mais adotado, principalmente por empreendedores das gerações Y (os Millennials) e Z, segundo artigo publicado mês passado no Entrepreneur (link no item “Para saber mais”). Não é preciso conhecer a fundo esses enquadramentos geracionais para entender o motivo: o conhecimentos de internet desse jovens superam, nesta fase da vida, sua capacidade financeira.

O Dropshipping é menos custoso por dispensar investimentos e gastos relativos a estoque (local e inventário), mas, segundo Ralf Germer, CEO da PagBrasil, fintech que processa pagamentos para e-commerce, a principal razão para sua popularização nos últimos anos é o surgimento de soluções de marketing de performance. “Elas oferecem aos lojistas de e-commerce formas avançadas de acercar-se de sua audiência, tornando a publicidade muito mais eficiente e fácil de escalar.”

Origem: O conceito de lojistas que vendem mercadorias sem possuir estoque é utilizado desde a década de 1950, por meio de catálogos de produtos. Outros meios offline são programas de rádio e televisão. Foi a proliferação de e-commerces a partir da internet que desenhou a forma (assim como seu nome) usada hoje.

Para que serve: Para os donos de e-commerce, diminuir custos relativos à logística e ampliar o investimento e o foco em estratégias de marketing digital e publicidade, aumentando acesso, visibilidade e conversão de vendas.

Para produtores de mercadorias, aplica-se a lógica contrária: sem necessidade de lidar com cliente, podem focar no desenvolvimento produto e suas melhorias. Além disso, e-commerces podem ser uma ótima vitrine para pequenos produtores.

Segundo Paiva, no Dropshipping o valor do capital inicial (para a abertura do negócio) pode ser menor do que o necessário aos modelos tradicionais. “A variedade de produtos, por outro lado, pode ser ainda maior.”

Germer fala que o modelo dá mais liberdade aos donos de e-commerce testarem novos produtos. “Como não precisam comprá-los antecipadamente não correm o risco da perda de investimento por encalhe.”

Efeitos colaterais: O e-commerce pode se deparar com problemas (muitos deles solucionáveis) entre todas as variáveis da equação: com produtos, clientes, fornecedores, tecnologia etc. Confira:

– Desconfiança dos consumidores com o modelo. “Ainda existe algum preconceito por parte dos clientes que não lidam bem com essa “terceirização” da sua compra”, diz Paiva.

– Falta de informação sobre as mercadorias vendidas. “O fato de o lojista não ter contato com os produtos dificulta o esclarecimento de dúvidas que clientes possam ter”, conta Germer.

– Dependência total da tecnologia. “Pode acontecer indisponibilidade de serviço”, afirma Paiva.

– Dependendo do sistema utilizado, descobrir que um produto está esgotado apenas depois que a compra foi efetuada. “Isso normalmente gera frustração nos consumidores e maior volume de trabalho para o serviço de atenção ao cliente dos negócios”, fala Germer.

– Baixa margem de lucros. “Pode acontecer principalmente no início, quando o e-commerce ainda está testando a aceitação de produtos no mercado”, comenta Paiva.

– Concorrência acirrada já que produtos que funcionam bem por meio de Dropshipping são ofertados por vários e-commerces. “Como esse modelo de negócio tem margens mais reduzidas do que o tradiconal, a concorrência significa que os lojistas normalmente não podem competir com preços mais baixos”, explica Germer.

Quem é contra: Por parte dos clientes pode haver, como já dito, preconceito com o modelo. “Apesar disso, é tendência e tem conquistado mercado e ganhando mais adeptos”, afirma Paiva.

Por parte das empresas provedoras de serviços de pagamento, segundo Germer, há quem prefira não trabalhar no segmento por acreditar serem altos os índices de chargebacks. “Uma das razões são os prazos de entrega demorados.”

Para saber mais:
1) Leia, no Entrepreneur, 6 Steps to Building a Successful Online Drop Shipping Business.
2) Leia, na Forbes, Are Dropship Businesses Amazon’s Achilles Heel?

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