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Com consultoria, investimento e crédito, a Din4mo trabalha para fortalecer os negócios de impacto

- 11 de fevereiro de 2019
Marcel Fukayama, Marco Gorini e Haroldo Torres fundaram a Din4mo para ajudar startups de impacto no “Vale da Morte”.

Em 2014, Haroldo Torres, 58, Marco Gorini, 48, e Marcel Fukayama, 34, fundaram a Din4amo, empresa que nasceu com o propósito de fortalecer negócios de impacto socioambiental positivo. Desde então, cerca de 40 startups de impacto tiveram acesso a consultorias na área de gestão, governança, modelagem de negócios e inovação.

A Din4mo atua em um momento crucial da vida das startups — o “Vale da Morte” —, que é quando a empresa já tem um MVP (Produto Mínimo Viável), mas ainda não está pronta para escalar e precisa de ajuda para se estruturar e desenvolver um pensamento estratégico. São três os programas oferecidos para estes negócios: a consultoria Inovadores de Impacto, o Din4mo Ventures, área que atua em investimentos; e o Investsocial, braço mais recente da empresa, que oferece crédito para startups.

Em todos os casos, o foco é atender empresas que estejam alinhadas com três dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU: ODS 3 (saúde e bem estar), ODS 10 (redução das desigualdades) e ODS 11 (cidades e comunidades sustentáveis).

TRÊS FRENTES DE ATUAÇÃO QUE SE COMPLEMENTAM

O programa Inovadores de Impacto é uma consultoria para potencializar o desempenho de startups com impacto social positivo que já tenham faturamento. Entre as 40 startups que já participaram da iniciativa estão Pluvi.on, Dos Anjos, Recicleiros, Refinaria de Dados e Arbache Inovations.

Para participar é preciso se inscrever pelo site e os próprios sócios fazem a seleção. A mentoria, que também é dada por eles, dura seis meses e o foco é oferecer conhecimento e apoio à gestão do negócio. Haroldo diz:

“Muitos dos problemas das startups são na área de governança. Então, temos um olhar fino para isso, além das áreas financeira e de mercado”

Os empreendedores não divulgam o preço desse serviço que, em 2018, levou a empresa a faturar 2 milhões de reais. “Buscamos trabalhar em uma lógica em que o custo seja possível. Se é uma startup, temos um preço. Se é um grupo de investidores que quer que a Din4mo atue em uma empresa, o valor é outro”, afirma o cofundador. Em alguns casos, aceitam entrar com uma participação acionária em torno de 5%.

Os sócios também perceberam que havia uma necessidade de investimento para alavancar as empresas e ainda uma dificuldade dos empreendedores que estavam começando a dar os primeiros passos em conseguir dinheiro. Haroldo fala:

“Aos olhos dos investidores, uma startup que ainda está começando é um negócio mais arriscado”

Ele, que trabalhou em parceria com a aceleradora Artemisia, lembra que de cada dez negócios, um conseguia captar com fundo de investimento. “Os fundos são muito seletivos. E quando você tira o oxigênio das empresas, o negócio morre”, diz.

Para atuar neste ponto foi criada a Din4mo Ventures, braço da empresa que investe em startups de impacto. A operação é feita por meio de plataformas de equity crowdfunding, na qual a Din4mo Ventures lidera a captação e aporta entre 15 e 25% da rodada. Com isso, demostra comprometimento e gera mais confiança e credibilidade para que outros investidores entrem no jogo.

O Programa Vivenda é um dos principais cases da Din4mo. Passou pela consultoria, entrou no programa de investimento e faz parte do Investsocial.

Até agora, a empresa já investiu em três negócios: Vivenda, +60 Saúde e Simbiose Social, além do Impact Hub, que foi a primeira operação de equity crowdfunding da Din4mo, quando ainda não havia a Din4mo Ventures. “São processos de longo prazo que ainda não nos deram retorno. Mas está tudo dentro do plano”, diz Haroldo, que complementa: “Nossa expectativa é, ao longo de três anos, realizar até dez operações, captando entre 6 e 10 milhões de reais”. Já foram captados mais de 3 milhões de reais vindos de 400 investidores.

A outra frente de atuação da Din4mo começou a operar no segundo semestre de 2018: o Investsocial, uma joint venture entre a Din4mo e o Grupo Gaia, para oferecer crédito a negócios de impacto. Essa história começou no final de 2017, quando a Din4mo estava em busca de uma solução de crédito para o Programa Vivenda, que faz reformas em moradias localizadas em regiões de baixa renda. A forma encontrada para fazer isso foi por meio de debêntures, que são títulos de dividas de empresas privadas.

O conceito usado é o de “blended finance”, no qual há a união de capital filantrópico e aquele vindo de um investidor clássico. Os investidores filantrópicos entram primeiro no negócio e assumem a maior parte do risco. Isso significa que, caso haja inadimplência, são os primeiros a perder. Com isso, investidores mais tradicionais sentem-se protegidos para entrar no negócio. “Quando começamos, ninguém queria comprar. Então, fomos atrás de três investidores filantrópicos que investiram 2 milhões de reais e isso nos abriu caminho”, conta Haroldo.

O papel lançado no mercado, que eles chamam de “primeira debênture de impacto social”, possui prazo de dez anos e taxa de juros de 7% ao ano. “Estimamos que ao longo deste período, o Vivenda realize em torno de 8 mil reformas que impactarão 32 mil pessoas”, diz Haroldo. Em 2018, primeiro ano da operação, foram concedidos 931 mil reais em créditos.

ELES TIVERAM QUE SABER LIDAR COM CICLOS DE APRENDIZADO MAIS LONGOS

Os três cofundadores investiram 100 mil reais de recursos próprios para começar o negócio e, ao longo do tempo, conseguiram dois aportes externos. O primeiro modelo de negócios que eles criaram foi um app de educação financeira para classes sociais menos favorecidas, mas o negócio nem chegou a operar. “Fomos aprovados pela Fapesp, mas como não tínhamos desenvolvedores internos, concluímos que era melhor pensar em outra coisa”, lembra Haroldo. Ao lado de Marco e Marcel, ele percebeu que os negócios de impacto poderiam ser mais longevos e gerar ainda mais impacto se recebessem ajuda quando estivessem no “Vale da Morte”. E foi aí que a Din4mo começou a atuar no formato que tem hoje.

Mariana Salton entrou com participação na sociedade da Din4mo em 2018. Ela trouxe experiência do mercado de capitais, especialmente na área de estruturação de mecanismos de crédito.

Haroldo é formado em Economia, foi diretor da Fundação Seade e sócio-fundador da Plano CDE, empresa de pesquisa e avaliação de impacto social especializada nas classes C,D e E. Marco vem do mercado financeiro e foi CEO da VoxCred, administradora da carteira de crédito do Grupo Tenda. Marcel é cofundador do Sistema B no Brasil e foi CEO da CDI Global, organização que trabalha pelo empoderamento digital na América Latina. Neste ano, Marcel se afastou da operação, mas continua no conselho da Din4mo, e Mariana Salton, 32, entrou para o time, trazendo experiências de empresas como Banco Itaú, PDG Securitizadora e Delloite. “A Mariana tem uma trajetória no mercado de capitais, com experiência particularmente relevante na área de estruturação de mecanismos de crédito”, diz Haroldo.

Nesses cinco anos de vida, a estratégia usada para crescer foi criar novos programas a partir das necessidades que sentiam no mercado. O contato direto com as startups no programa Inovadores de Impacto permitiu que eles convivessem com as dores das empresas com as quais queriam cooperar. Foi assim que perceberam a necessidade de estruturar um sistema de investimento e, depois, um sistema de crédito. Haroldo diz: “O tempo todo fizemos adaptações. Tivemos muita inteligência comercial aportada para o programa”.

Essa forma de trabalhar permitiu que eles sentissem o terreno antes de pisar e, até por isso, não tiveram nenhuma grande mudança no caminho — o que não significa falta de desafios, como diz o cofundador:

“Esse universo dos negócios de impacto é muito desafiador porque estamos falando de mercados desestruturados, com muita volatilidade, improvisação e um ciclo de aprendizagem mais longo”

Ele complementa: “Geralmente, uma empresa de impacto leva de quatro a cinco anos para atingir o break-even”. Nos próximos três anos, a Din4mo projeta apoiar mais 45 startups pelo programa Inovadores de Impacto e ajudar essas empresas a deslanchar no mercado. O ecossistema dos negócios de impacto agradece!

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  • Projeto: Din4mo
  • O que faz: Oferece consultoria, investimento e crédito para startups de impacto social
  • Sócio(s): Haroldo Torres, Marco Gorini e Mariana Salton
  • Funcionários: 5
  • Sede: São Paulo
  • Início das atividades: 2014
  • Investimento inicial: R$ 100 mil
  • Faturamento: R$ 2 milhões (2018)
  • Contato: [email protected]
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